<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582</id><updated>2012-01-08T05:23:41.936-08:00</updated><title type='text'>Indicaqcriticaopontifica</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ari-indica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>44</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-3267415788978480118</id><published>2012-01-08T05:23:00.000-08:00</published><updated>2012-01-08T05:23:41.940-08:00</updated><title type='text'>Será um feliz ano novo?</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="p1"&gt;Tarso Genro (governador do Rio Grande do Sul)&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;artigo na FSP de 08/01/2012&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;O ano de 2012 será decisivopara o Brasil e para a América Latina. Não se trata de uma crônica de ano novo. É uma afirmação criteriosa, fundamentada em dois cenários, um interno e outro externo.&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;br /&gt;No externo, há o cansaço tanto da social-democracia como da ideologia thatcherista-neoliberal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A social-democracia cansou a paciência de todos, em regra, porque a sua adaptação aos novos tempos -de crise do financiamento do "estado de bem-estar"- fez com que ela cultuasse a globalização financeira e passasse a se escravizar nas suas receitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De outra parte, o cansaço da ideologia do neoliberalismo adquiriu seu auge na evidência de manipulações fraudulentas, pelos bancos e governos, da situação real dos estoques da dívida pública. Mais uma vez houve frustração e tédio com os seus discursos sem cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No cenário interno, tanto brasileiro como latino-americano, vários são os governos, com orientações distintas, que conseguiram conquistar apoio parlamentar e social para não aplicar as regras neoliberais, com objetivo de sair das suas crises e melhorar a vida do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "melhora da vida do povo", no âmbito de uma crise mundial com intervenções militares brutais e com castração de direitos sociais nos países de capitalismo avançado, é um dado relevante para avaliar a importância do próximo ano no futuro da democracia na América Latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é sabido pela ciência política e comprovado empiricamente, nem sempre a democracia gera progresso socioeconômico para a maioria, assim como nem sempre as ditaduras pioram as condições de vida dos cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avançar socialmente dentro da democracia não é pouco. Assim como não é pouco fazer governos serem compreendidos pelos seus povos pelo que estão fazendo e melhorar a renda e a autoestima dos mais pobres dentro de um amplo processo democrático. É muito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;br /&gt;E mais: a inclusão massiva de grupos populacionais no consumo, na produção e na educação gera novos sujeitos sociais e novas demandas. Alguns exemplos: melhor comida, melhor habitação, um melhor carro do ano, mais lazer qualificado, mais educação e melhor transporte coletivo, além de mais segurança para fruir a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aceleração no combate às desigualdades é que vai resolver se teremos um bom ano novo para as democracias latino-americanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aceleração no combate aos privilégios, dentro e fora do Estado e das empresas públicas e privadas, reduzindo as diferenças de renda e de salários - tanto na esfera pública como na esfera privada -, é que vai criar coesão entre as classes sociais emergentes, o Estado de Direito e a democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses novos setores sociais não são massa de manobra de ninguém. Eles não se originam de paternalismos populistas nem de conquistas de burocracias sindicais. Não são "aparelháveis", pois são dispersos na estrutura produtiva, de serviços e na estrutura de classes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles não são "classe média" frustrada ou raivosa. São os "de baixo", que apareceram nas urnas e reelegeram &lt;b&gt;Lula &lt;/b&gt;e elegeram &lt;b&gt;Dilma&lt;/b&gt;. Aparecem nas estatísticas do &lt;b&gt;ProUni&lt;/b&gt;, dos novos empregos e das novas atividades na produção e nos serviços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses é que têm potência para constituir - em irmandade política com os demais setores do mundo do trabalho - um consenso superior, forjado a partir das suas mobilizações para a oxigenação da vida pública democrática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso só poderá ser feito diretamente pela política e pelos partidos, na minha opinião os de esquerda, e cada vez menos através de demandas corporativas e setoriais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agenda do combate às desigualdades sociais deverá ser a pauta de uma esquerda revitalizada, que já cumpriu tarefas importantes no Brasil e na América Latina, após o ciclo das ditaduras cujos fantasmas ainda nos visitam.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-3267415788978480118?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/3267415788978480118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/3267415788978480118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2012/01/sera-um-feliz-ano-novo.html' title='Será um feliz ano novo?'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-4844456446902363081</id><published>2011-11-09T02:22:00.001-08:00</published><updated>2011-11-09T02:22:00.824-08:00</updated><title type='text'>Retrocesso Ambiental</title><content type='html'>EM CLIMA DE TRUCULÊNCIA&lt;br /&gt;COMISSÃO APROVA DESMONTE DO CÓDIGO FLORESTAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa tumultuada sessão, as comissões de agricultura e de ciência e tecnologia aprovaram o texto base do senador Luiz Henrique (PMDB/SC) para o novo Código Florestal.&lt;br /&gt;Na avaliação dos integrantes do Comitê Brasil em Defesa das Florestas o projeto aprovado, mesmo com as eventuais modificações que poderão ocorrer, não resolve os principais problemas do texto aprovado na Câmara dos Deputados.&lt;br /&gt;Continua a abertura para anistiar todos os desmatamentos ilegais feitos até três anos atrás, a falta de regras diferenciadas para os pequenos agricultores, a ausência de regras claras para evitar novos desmatamentos em beiras de rio e nascentes, pastagens em encostas, dentre vários outros que haviam sido elencados pelo comitê. E, dependendo das emendas que serão aprovadas, pode piorar ainda mais.&lt;br /&gt;A truculência da polícia do senado, que violentamente acabou com a manifestação pacífica de estudantes contrários à aprovação do projeto, foi outra marca do triste episódio desta tarde. Os membros do comitê manifestam seu repúdio à violência praticada contra os manifestantes e exigem apuração e punição dos responsáveis.&lt;br /&gt;O Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável conclama a sociedade brasileira a, mantido o texto atual, iniciar uma ampla campanha pelo veto da Presidenta da República, Dilma Rousseff para evitar um dos maiores retrocessos na legislação ambiental brasileira em toda sua história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasília – DF, 08 de novembro de 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comitê Brasil&lt;br /&gt;em Defesa das Florestas&lt;br /&gt;e do Desenvolvimento Sustentável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Posted using BlogPress from my iPad&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-4844456446902363081?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/4844456446902363081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/4844456446902363081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2011/11/retrocesso-ambiental.html' title='Retrocesso Ambiental'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-7648375849047946874</id><published>2011-05-20T20:07:00.001-07:00</published><updated>2011-05-20T20:07:32.430-07:00</updated><title type='text'>A que ponto chegou a Igreja!</title><content type='html'>A que ponto chegou a igreja de Cristo… Opa! Ratifico, se fosse a igreja de Cristo, não agiria assim... Assim como??? Descartando ovelhas, se alegrando com a saída, a tristeza delas pelo simples sentimento egoísta e egocêntrico do “alívio”... Alívio porque ela não irá mais questionar, alívio porque ela não irá mais ser vista, alívio por ela não mais existir para atrapalhar os planos de alguém!!!&lt;br /&gt;Será que a Biblia classifica a ovelha mediante seus predicados e defeitos e dita regras para se estabelecer a “paz” na igreja? Será que se deve descartar, jogar fora aquelas ovelhas que não forem aos moldes do dono? Quem é o dono da igreja? Cristo? Cristo descartaria alguma ovelha por seus traços de personalidade ou defeitos? Ou será que Cristo usaria tais traços em benefício do corpo e a ensinaria a ser melhor, a ser diferente, sendo, a ensinando através do exemplo, e não dizendo para ela ser, mandando que ela seja, somente. Bom, tenho certeza que Cristo faria o certo, mas... se não está acontecendo isso no corpo, o corpo é de Cristo?&lt;br /&gt;Pensando na igreja primitiva, a igreja moderna mais se parece com uma indústria prática e que visa lucros... você tem que se enquadrar, se não está fora! Se enquadrar como? Espiritualmente? Nãããããããããããooooooo!!!!!!  A parte espiritual não é o departamento da igreja moderna, você tem que se enquadrar comportamentalmente! Exemplo: Não importa se você tem aqueles pecados ocultos, não importa se você não está feliz, se você não tem comunhão com seus irmãos, não importa sua vida sexual errada, se você trai seu cônjuge, se é desleal, se rouba, se você é mal com seus filhos ou com seus pais, ou com alguém... não importa nada disso... contanto que você não seja desleal e nem contrarie o pastor... o resto “você vai dar conta pra Deus”, afinal, o que o pastor tem a ver com isso tudo? Tadinho, ele já tem a família dele para cuidar - que aliás, é sempre um exemplo de família feliz e perfeita – imagina se ele tivesse que cuidar de todo mundo... ele não merece tanto trabalho, afinal, ele é o pastor, e o pastor não tem que cuidar das ovelhas... só tem que olhar para elas e tirar suas conclusões mediante o que vê e o que ouve sobre elas, só isso! Na igreja moderna, o que importa é você tratar bem o pastor, afinal, ele é o chefe, o líder, o “dono da igreja” e ele tem muito trabalho “julgando” cada ovelha e administrando brilhantemente todo o dim dim, fazendo tudo bem direitinho para que as ovelhas tenham todo o conforto e que o aprisco seja o mais famoso da redondeza... afinal, o nosso aprisco tem que ser o mais bonito, as ovelhas as mais fashions... imagina, a aparência é tudo, estamos no século 21!!! E a comunidade? E se houver alguma favela, gente necessitada ao lado do aprisco? Calma, isso a prefeitura ou outro aprisco que não tem mais o que fazer, cuida... deixa pra lá! O importante é que estejamos lindos e maravilhosos... E aí você imagina, que igreja linda! Cada um dando conta de si mesmo a Deus, dando seu dim dim todo culto, melhorando a autoestima do pastor com bastante elogios e concordando com tudinho que ele fala e descartando , mandando pra bem longe, todas aquelas ovelhas que atrapalham de alguma forma... viu que céu? Que lugar perfeito?&lt;br /&gt;Ah, e quando alguma coisa sai errado? E quando esse céu se desmorona? E quando aquela “paz” maravilhosa é destruída por algum motivo? Ah, na igreja moderna é fácil saber de quem é a culpa: de alguma ovelha, é claro! Mas a ovelha não é meio cega, tem o olfato comprometida e blá blá blá??? Sim, mas em quem mais colocar a culpa? Ainda mais se for alguma ovelha pensante, porque ovelha não pode pensar, isso é função do pastor. E o que fazer com a ovelha pensante e destruidora da maravilhosa “paz” do pastor, ou seja, do aprisco? Isso é fácil, é o que mais se vê no aprisco... é só chamar o Lobo. Sim, aquele Lobo, o mesmo em que o pastor cuida para que não pegue e devore suas obedientes ovelhinhas. Nesse caso, ele chama o Lobo e diz: “Lobo, essa ovelha está “pensando”, causando desordem no aprisco e fazendo com que outras ovelhas “pensem”, pode comê-la... e se possível, coma tudinho, não deixe nem uma patinha se quer, para que eu nunca mais me lembre dela”. Então, o Lobo faz o serviço e o pastor segue aliviado e feliz juntamente com as outras ovelhinhas obedientes, mudinhas e ceguinhas que fazem todos os serviços para que tudo siga na mais perfeita “ordem e progresso” (qualquer semelhança é mera coincidência).&lt;br /&gt;E a ovelhinha pensante?? Foi comida pelo Lobo... “graças a deus”’...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;De Sanley Pires&lt;br /&gt;15/05/11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Posted using BlogPress from my iPhone&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-7648375849047946874?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/7648375849047946874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/7648375849047946874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2011/05/que-ponto-chegou-igreja.html' title='A que ponto chegou a Igreja!'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-4434405116398563413</id><published>2011-04-11T07:02:00.000-07:00</published><updated>2011-04-11T07:02:18.820-07:00</updated><title type='text'>Alô Realengo, aquele abraço solidário</title><content type='html'>&lt;title&gt;&lt;/title&gt;   &lt;style type="text/css"&gt;p.p1 {margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 35.0px Arial}p.p2 {margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 11.0px Arial; color: #5d5d5d}p.p3 {margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 10.0px Arial}&lt;/style&gt;   &lt;br /&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #5d5d5d;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Altino Machado às 8:50 am;&lt;b&gt; domingo, 10 de abril de 2011&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #5d5d5d;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;José Ribamar Freire&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Não tinha amigos, não batia papo nem contava piada, nunca namorou, jamais lhe deram um cheiro no cangote ou alisaram sua mão, nunca transou, não torcia por time algum, nunca foi ao Maracanã, não xingou juiz de ladrão, de sua garganta jamais saiu um grito apaixonado de gol, não desfilou em qualquer bloco de carnaval. Passava o tempo na internet, em jogos eletrônicos, mas nunca recebeu um aviso no FaceBook solicitando: “me adicione como amigo”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Esse filme a gente já viu. Ele é americano. Surge, agora, uma produção brasileira, um compacto que mistura roteiros das várias versões importadas dos Estados Unidos. Aqui o cenário foi uma escola em Realengo, no subúrbio carioca. O personagem principal invadiu a escola, executou friamente 12 alunos e feriu mais dez. Foram importados dos Estados Unidos seu nome - Wellington - e os dois apelidos - Sherman e depois Suingue, botados pelos colegas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;O primeiro foi inspirado na figura nerd de Chuck Sherman, “the Sherminator”, do filme American Pie. O segundo, no seu jeito desajeitado de caminhar, causado por uma perna ligeiramente menor que a outra, que produz um balanço, um “suingue”, no dizer debochado dos colegas. Na versão americana de Ohio, o aluno H. Coon, que entrou na escola e atirou em quatro colegas antes de se suicidar, também mancava e ficou conhecido pelo apelido de Deixa-que-eu-chuto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A história de Wellington começa a ser contada, aos fragmentos, por colegas, vizinhos e irmãos adotivos entrevistados pela mídia, com registros esparsos sobre seu nascimento e sua passagem pelo mundo da família, da escola e do trabalho. Aliás, ele não nasceu, foi excluído do ventre de sua mãe - uma moradora de rua com problemas mentais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Precisa de carinho&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Na escola, usava calças com cós acima da cintura e meias até os joelhos. A menina mais bonita da turma se jogava em cima dele, fingindo assediá-lo, só pra sacanear. Ganhou fama de homossexual. Não reagia às agressões. À semelhança do estudante de origem sul coreana, nos Estados Unidos, Cho Seung-hui, que matou 32 pessoas na Universidade de Virginia e deixou uma carta dizendo ter sido discriminado como um bicho: “Eu morro como Jesus Cristo, para inspirar gerações de pessoas fracas e indefesas”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Seguindo o modelo americano, Wellington também escreveu uma carta, rogando para que na sua vinda “Jesus me desperte do sono da morte”. Nela, deixou um testamento, legando sua casa para alguma instituição encarregada de cuidar dos animais abandonados, “pois os animais são seres muito desprezados e precisam muito mais de proteção e carinho do que os seres humanos que possuem a vantagem de poder se comunicar”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Wellington não tinha o poder de se comunicar. “Mal ouvíamos a voz dele, vivia no mundo dele”, contou uma vizinha. “Era muito calado, muito fechado e a galera pegava muito no pé dele, mas não a ponto de ele fazer isso”, disse seu ex-colega Bruno Linhares, 23 anos, se referindo ao massacre. Precisava de proteção e carinho?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Outros colegas admitiram que o rapaz foi vítima de “bullying” na Escola Municipal Tasso da Silveira, onde estudou de 1999 a 2002, quando sofreu constantes intimidações. “Além de tudo, ele ainda tirava notas baixas”, completou Bruno. No 8º ano, ficou em recuperação em quase todas as matérias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;“A gente chorou muito pensando que Wellington matou aquelas 12 crianças em represália pelo que aconteceu com ele quando nós estudávamos juntos”, contou Thiago da Cruz, outro ex-colega, que usou o adjetivo assustador para se referir ao bullying e à chacota a que Wellington foi submetido. Em entrevista à Folha, reconheceu que não suspeitava do dano que cometeram e acrescentou chorando: “Não era para ninguém ter pago por uma coisa que nós fizemos”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;“Ele era tímido e calado”, confirmou ao Globo o gerente da fábrica de alimentos Rica, sediada em Jacarepaguá, adiantando que Wellington permaneceu silencioso o tempo todo numa dinâmica de grupo realizada na firma, onde trabalhou durante dois anos como auxiliar de almoxarifado. A indústria, que abate 170 mil aves por dia e aloja cerca de 46 milhões de pintos, considerou “baixa” a produtividade dele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Por isso, Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, foi excluído do trabalho, demitido em agosto de 2010. Ficou desempregado. Depois da morte da mãe adotiva, passou a morar sozinho, mergulhado na mais extrema solidão. Não foi apurado ainda com que recursos ele sobreviveu nos últimos meses.&lt;br /&gt;Nessa quinta feira, 7 de abril, vestido de preto e com duas armas, como o menino de Ohio, Wellington voltou ao local do crime -a escola onde estudou- para acabar com aquilo que o molestara. Incorporou o apelido de “The Sherminator”, encurralou e executou 12 crianças, feriu outras 13, quase todas mulheres, num banho de sangue nunca visto numa escola brasileira. Depois, ferido, se suicidou com um tiro na boca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Escola de merda&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Errou o alvo. Atirou no que viu e matou o que não viu. Ceifou os sonhos de Larissa,14 anos, que queria ser modelo; de Bianca, a gêmea de 13 anos, que gostava de navegar na internet; de Mariana, 12 anos, o xodó da família, que adorava tirar fotografias; de Géssica, 15 anos, uma menina alegre que havia feito planos de estudar na Marinha; de Igor que gostava de futebol, torcia pelo Flamengo e jogava na Escolinha do Vasco. E de tantas outras adolescentes sonhadores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;“Ela morreu naquela escola de merda”, gritava dentro do hospital dona Suely, mãe de Géssica. Familiares e amigos ficaram imersos no desespero, na revolta, na dor e na perplexidade. Como foi possível isso acontecer? Podíamos ter evitado? Como?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;“Poderia ter sido um de nós, um de nossos filhos”, escreveu uma leitora do Globo, sem atentar que foram 12 de nós, 12 de nossos filhos. Por isso é que o Brasil inteiro se sentiu ferido com os tiros disparados por Wellington, que atingiu a todos nós, embora com intensidade diferente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;O presidente do Senado, José Sarney, sempre “brilhante”, sugeriu que “o governo deve, a partir desse episódio, reforçar a segurança dentro das escolas brasileiras e até mesmo incluir no currículo um item chamado segurança”. Outras sugestões foram feitas: instalação de câmeras, detectores de metal, catracas, guaritas, porteiros armados. Por que não canhões? Ou fossos ao redor como nos castelos feudais? Isolar a escola da comunidade onde está encravada é alguma garantia de segurança?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;A prefeitura do Rio chegou a iniciar, em novembro do ano passado, a contratação de porteiros para as escolas, mas houve denúncias de que as vagas estavam sendo loteadas através de indicação política, naquele modelo que o Sarney gosta, usa e abusa. Suspenderam as contratações e abriram uma CPI.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;O governador Sérgio Cabral, ainda desorientado, diagnosticou o assassino como “psicopata”, como um “animal”, reforçando as palavras de Sarney. para quem Wellington é “um fanático”, “um fronteiriço, possesso -esta é a palavra - entre a loucura e a maldade”. O diagnóstico dos dois configura “exercício ilegal da profissão”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Quem produziu Wellington? Por que um espetáculo tão macabro, no qual todos somos perdedores? Se não procurarmos responder essa pergunta, outros Wellingtons surgirão, tirando o gostinho dos Bolsonaros por seu linchamento, já que se suicidou. O diabo é que estamos todos perplexos, confusos. Quem diz que sabe o porquê do acontecido, sinalizando um único fator como a causa de tudo, comete um erro. Uma certeza nós temos: nem o presidente do Senado nem o governador sabem o que dizem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Desconfio que além das pessoas tocadas de perto pela tragédia, precisamos todos, os 180 milhões de brasileiros, de assistência psicológica. No meio de tanta dor, não temos ainda a grandeza sequer de dizer: Descansa em paz, Wellington. Enquanto isso, só nos resta fazer como os familiares das crianças assassinadas e os moradores de Realengo que nesse sábado deram um enorme abraço na Escola Tasso da Silveira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Alô, Alô, Realengo, aquele abraço solidário e aquele cheiro no cangote que Wellington nunca recebeu, levando consigo três fiapos de humanidade: o beijo na testa da professora de literatura, a preocupação com os animais desamparados e a retirada de um aluno de sua mira: “Fica frio, gordinho, que eu não vou te matar”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;O professor José Ribamar Bessa Freire coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ), pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO).&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-4434405116398563413?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/4434405116398563413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/4434405116398563413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2011/04/alo-realengo-aquele-abraco-solidario.html' title='Alô Realengo, aquele abraço solidário'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-8269255176032584775</id><published>2010-12-16T03:19:00.001-08:00</published><updated>2010-12-16T03:19:12.223-08:00</updated><title type='text'>"Como se roba"</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma gíria antiga que define uma ação rápida: “Como se roba”. Ontem  assistindo a velocidade e a união, do grupo de partidos em Brasília, para votar seus próprios salários, esta expressão me veio à cabeça.   “Como se roba” um bando formado por  (PTB, PSDB,PDT, PC doB, PR, PSC, DEM, PHS, PMDB, PMN, PV, PPS, PT do B e PT) agiu rapidamente para não dar tempo de reação e  garantiu um gordo aumento de salários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Primeiro na Câmara, o deputado Chico Alencar  do PSOL e a deputada Luiza Erundina do PSB tentaram evitar o descalabro, mas foram vencidos e a proposta de regime de urgência passou.  ”Como se roba” a proposta chegou ao senado. Lá foi a vez da Senadora Marina Silva do PV, Alvaro Dias (PSDB-PR) e do senador José Neri do PSOL, brigarem contra a proposta do “super-aumento”, mas a união e agilidade do bando (PTB, PSDB,PDT, PC doB, PR, PSC, DEM, PHS, PMDB, PMN, PV, PPS, PT do B e PT)  foi mais eficaz. A proposta foi aprovada no inicio da tarde pelos deputados e não aguardou nem uma hora para ser votada pelos senadores. Exemplo de união, agilidade e eficiência quando se trata dos interesses deles.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em uma votação relâmpago, o Senado aprovou nesta quarta-feira  15 de dezembro de 2010 o projeto que concede aumento de 61,83% no salário dos próprios senadores e dos deputados federais, de 133,96% no valor do vencimento do presidente da República e de 148,63% no salário do vice e dos ministros de Estado.&lt;br /&gt;O projeto iguala os salários de deputados e senadores, do presidente da República, do vice e dos ministros. Todos eles passarão a receber R$ 26.723,13 por mês, mesmo valor do salário do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e que serve como teto do funcionalismo público. O novo salário entrará em vigor em 1º de fevereiro de 2011.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Falam que o Impacto é de ao menos R$ 1,8 bilhão ao ano nas contas públicas, e do  efeito cascata no Legislativo  que se dá porque o salário dos 1.059 deputados estaduais e 52 mil vereadores está vinculado, pela Constituição, ao dos congressistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só consigo ter vergonha e muita raiva deste cinismo num Brasil  onde o salário médio de um professor gira em torno de R$ 1.500mil,dados do MEC,   um diretor de empresa privada R$15.000 mil, médico R$ 10 mil (dados da revsita Exame).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A proposta de aumento para o salário mínimo é de cerca de 5% ,  No Brasil, 27 milhões de pessoas sobrevivem com o salário mínimo segundo dados do  (DIEESE).  Pior , um em cada cinco trabalhadores assalariados nas seis regiões metropolitanas cobertas pela Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE é considerado de baixa renda. Isso significa que eles ganham menos de dois terços de um salário mínimo. A incidência maior é de mulheres, negros, jovens e trabalhadores com baixo nível de escolaridade.  Muito, muito pior&lt;br /&gt;No Brasil tem cerca de 3 milhões de crianças trabalhando, segundo OIT. Como engraxates, distribuindo panfletos, vendedores ambulantes, coletando lixo.... para aumentar os rendimentos familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah,  mas o Senado vai analisar o Plano Nacional de Erradicação e Prevenção do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador.  Ah bom!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;*Em tempo eles (parlamentares) também têm direito a auxílio moradia  R$ 3.000 mil , mensal,  cota postal e telefônica, verba de transporte aéreo,  etç. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ruth Alexandre de Paulo Mantoan&lt;br /&gt;Acesse: www.falapovo.com diariamente&lt;br /&gt;Siga-me no twitter  @ruthalexandre&lt;br /&gt;55 (11) 8238-0699&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Posted using BlogPress from my iPhone&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-8269255176032584775?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/8269255176032584775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/8269255176032584775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2010/12/se-roba.html' title='&amp;quot;Como se roba&amp;quot;'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-3588513775268214537</id><published>2010-11-10T07:41:00.001-08:00</published><updated>2010-11-10T07:41:06.880-08:00</updated><title type='text'>FUGINDO DO INFERNO</title><content type='html'>Por Antonio Carlos Costa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei de receber a notícia de que 11 presos, que encontravam-se na Polinter de Neves, no município de São Gonçalo, fugiram na madrugada dessa segunda-feira. Meu ponto de vista: na verdade escaparam poucos. Não lhes restava alternativa, exceto, fugir. Deixe-me explicar o que não estou querendo dizer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou dizendo que ninguém deve ser preso. A natureza humana não comporta mundo sem prisão. Muito menos estou afirmando que encontram-se naquele lugar rapazes que, devido à falta de oportunidade na vida, podem ser justificados de certos crimes que cometeram. Não deixo também de reconhecer a ameaça que representa para a sociedade o retorno de alguns deles para a rua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O histórico de fuga de presos das carceragens da Polícia Civil é surpreendentemente baixo. As condições de trabalho dos policiais civis que atuam nesses lugares é péssima. As carceragens são frágeis. Esses homens têm que manter a ordem de dezenas de celas superlotadas, trabalhando em número desproporcional à quantidade de presos, exercendo sua atividade em ambientes insalubres. Em Neves, por exemplo, há ocasião de dois policiais apenas terem que cuidar de 800 presos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você estivesse preso naquele lugar, certamente, aproveitaria a primeira oportunidade para fugir. A não ser que você visse, o sofrimento auto-imposto, como forma de se livrar do tormento de consciência. A decisão voluntária de não procurar escapar do purgatório estatal. Com a desvantagem de não haver venda de indulgência, uma vez que -por causa do perfil social de quem para naquele lugar-, não há quem interceda pela sua vida do lado de fora. A Polinter representa uma das mais graves violações dos direitos humanos no nosso país e menosprezo à Constituição Federal do Brasil. Uma pedrada no conceito de santidade da vida humana, uma cusparada na Constituição Federal. É algo tão absurdo, que a partir do contato com sua realidade, somos levados a crer que, o conceito de pacto social é uma grande mentira e trama diabólica administrada por quem detém o poder no Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele lugar jazem homens que habitam em celas onde mal se pode respirar, tanto devido à quantidade de preso por metro quadrado, quanto à falta de ventilação. O calor chega a 57 graus Celsius no verão. Cárceres com 13 camas recebem 80 presos, tendo ao seu dispor um único banheiro. Proliferam nesses ambientes sarna, furunculose, doenças respiratórias, problemas gastrointestinais. Há casos, do preso chegar, ver e entrar em pânico. Bater a cabeça na parede e surtar, tamanho o desespero que aquela masmorra medieval causa nos que são jogados num lugar que um dia serviu de estábulo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As perguntas que se impõem são as seguintes: faz sentido a Constituição Federal ser cumprida? O que acordamos como cidadãos, vale ou não vale? Podemos mostrar as imagens da Polinter de Neves no exterior e nos orgulharmos de sermos brasileiros? Pode-se esperar que os presos saiam daquele lugar para serem perfeitamente integrados à vida em sociedade? É bom para a segurança pública torturar o preso? O que faríamos se, por uma dessas desgraças da vida, um filho nosso parasse ali? Faz sentido usarmos a lei para lançarmos alguém num lugar que representa descumprimento crasso da lei? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um ano e meio faço trabalho voluntário em Neves. Aquele lugar marcou minha vida para sempre. Quando o conheci pela primeira vez, acordava no meio da madrugada sobressaltado com aqueles rostos pálidos e vozes angustiadas na minha mente. O vapor fétido que sai dos cárceres, o lixo, o suor, o choro, o arrependimento, a banalização da vida, o confinamento, o abandono. Ali perdi o respeito pelo Estado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos sabem o que acontece em Neves. O movimento que presido levou para aquele lugar a BBC de Londres, a rede de televisão Al Jazeera, a TV Brasil. Fomos primeira página no jornal O Globo, que apresentou foto da mão de um dos nossos voluntários, portando dentro da cela, um termômetro, apontando a temperatura de 56.7 graus Celsius. Gravei vídeos, escrevi para jornal, dei entrevistas, e nada. Absolutamente nada. Não sei como a autoridade pública que tem acesso a informação, que conhece toda a história da saga da humanidade em busca de relações sociais mais justas -Magna Carta, Revolução Francesa, Declaração de Independência dos Estados Unidos, derrota do Nazismo, colapso da ditadura comunista stalinista, Declaração Universal dos Direitos Humanos-, permite a existência dessa vergonha para o Estado que sediará os Jogos Olímpicos de 2016. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, um fato novo. Presos fogem. Estão na rua novamente. Sentimos medo. Deveríamos, antes, ficar com medo do que um dia trará vergonha a todos nós: a indiferença criminosa de uma sociedade e de um governo que ainda não entenderam o significado da palavra democracia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antônio Carlos Costa &lt;br /&gt;Presidente do Rio de Paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Posted using BlogPress from my iPad&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-3588513775268214537?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/3588513775268214537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/3588513775268214537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2010/11/fugindo-do-inferno.html' title='FUGINDO DO INFERNO'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-2753101209059455399</id><published>2010-11-03T11:13:00.000-07:00</published><updated>2010-11-03T11:13:30.525-07:00</updated><title type='text'>Respirar é possível</title><content type='html'>&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;BOAVENTURA DE SOUSA SANTOS&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0.28cm;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Para governos "desalinhados" do continente e para as classes sociais que os&amp;nbsp;levaram ao poder, as eleições no Brasil foram um sinal de esperança&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;span style="color: black;"&gt;  &lt;span style="font-family: Times, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;As eleições no Brasil tiveram uma importância internacional&amp;nbsp;inusitada. As razões diferem consoante a perspectiva geopolítica que se adote. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Vistas da Europa, as&amp;nbsp;eleições tiveram significado especial para os partidos de esquerda. &amp;nbsp;A Europa vive uma grave crise,&amp;nbsp;que ameaça liquidar o núcleo duro&amp;nbsp;da sua identidade: o modelo social&amp;nbsp;europeu e a social-democracia. &amp;nbsp;Apesar de estarmos diante de&amp;nbsp;realidades sociológicas distintas, o&amp;nbsp;Brasil ergueu nos últimos oito anos&amp;nbsp;a bandeira da social-democracia e&amp;nbsp;reduziu significativamente a pobreza. Fê-lo reivindicando a especificidade do seu modelo, mas fundando-o na mesma ideia básica de combinar aumentos de produtividade econômica com aumentos de&amp;nbsp;proteção social. &amp;nbsp;Para os partidos que, na Europa, lutam pela reforma do modelo social, mas não por seu abandono, as&amp;nbsp;eleições no Brasil vieram trazer um &amp;nbsp;pouco mais de ar para respirar. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;No continente americano, as&amp;nbsp;eleições no Brasil tiveram uma relevância sem precedentes. Duas perspectivas opostas se confrontaram. &amp;nbsp;Para o governo dos EUA, o Brasil de&amp;nbsp;Lula foi um parceiro relutante, desconcertante e, em última análise, não fiável. Combinou uma política&amp;nbsp;econômica aceitável (ainda que criticável por não ter continuado o &amp;nbsp;processo das privatizações) com &amp;nbsp;uma política externa hostil. &amp;nbsp;Para os EUA, é hostil toda política externa que não se alinhe&amp;nbsp;integralmente com as decisões de Washington. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Tudo começou logo no início do primeiro mandato de Lula, quando este decidiu fornecer meio&amp;nbsp;milhão de barris de petróleo à Venezuela de Hugo Chávez, que nesse&amp;nbsp;momento enfrentava uma greve do &amp;nbsp;setor petroleiro, depois de ter sobrevivido a um golpe em que os &amp;nbsp;EUA estiveram envolvidos. &amp;nbsp;Tal ato significou um tropeço&amp;nbsp;enorme na política americana de isolar o governo Chávez. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Os anos seguintes vieram confirmar a pulsão autonomista do governo Lula. &amp;nbsp;O Brasil manifestou-se veementemente contra o bloqueio a Cuba; criou relações de confiança com governos eleitos, mas considerados hostis - Bolívia e Equador-, e defendeu-os de tentativas de golpes&amp;nbsp;da direita, em 2008 e em 2010. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O país também promoveu formas de integração regional, tanto&amp;nbsp;no plano econômico como no político e militar, à revelia dos EUA, e, ousadia das ousadias, procurou relacionamento independente com o governo "terrorista" do Irã. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Na década passada, a guerra no &amp;nbsp;Oriente Médio fez com que os EUA &amp;nbsp;"abandonassem" a América Latina. Estão hoje de volta, e as formas&amp;nbsp;de intervenção são mais diversificadas do que antes. &amp;nbsp;Dão mais importância ao financiamento de organizações sociais, ambientais e religiosas com agendas que as afastem dos governos&amp;nbsp;hostis a derrotar, como acaba de ser&amp;nbsp;documentado nos casos da Bolívia&amp;nbsp;e do Equador. &amp;nbsp;O objetivo é sempre o mesmo:&amp;nbsp;promover governos totalmente alinhados. E as recompensas pelo alinhamento total são hoje maiores que antes. A obsessão de Serra com&amp;nbsp;o narcotráfico na Bolívia (um ator secundaríssimo) era o sinal do desejo de alinhamento. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A visita de Hillary Clinton e a&amp;nbsp;confirmação, pouco antes das eleições, de um embaixador duro ("falcão"), Thomas Shannon, são sinais&amp;nbsp;evidentes da estratégia americana:&amp;nbsp;um Brasil alinhado com Washington provocaria, como efeito dominó, a&amp;nbsp;queda dos outros governos&amp;nbsp;não alinhados do subcontinente. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O projeto se mantém, mas, por&amp;nbsp;agora, ficou adiado. &amp;nbsp;A outra perspectiva sobre as eleições foi o reverso da anterior. Para os governos "desalinhados" do&amp;nbsp;continente e para as classes e movimentos sociais que os levaram democraticamente ao poder, as eleições brasileiras foram um sinal de&amp;nbsp;esperança: há espaço para política &amp;nbsp;regional com algum grau de autonomia e para um novo tipo de &amp;nbsp;nacionalismo, que aposta em mais redistribuição da riqueza coletiva.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0.28cm;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;b&gt;BOAVENTURA DE SOUSA SANTOS&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;, 69, sociólogo português, é professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal). É autor, entre outros livros, de "Para uma Revolução Democrática da Justiça" (Cortez, 2007).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-2753101209059455399?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/2753101209059455399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/2753101209059455399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2010/11/respirar-e-possivel.html' title='Respirar é possível'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-4756972115442616964</id><published>2010-10-15T21:57:00.000-07:00</published><updated>2010-10-15T21:57:54.738-07:00</updated><title type='text'>E agora? Carta da Dilma para os Cristãos</title><content type='html'>&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;Dirijo-me mais uma vez a vocês, com o carinho e o respeito que merecem os que&amp;nbsp;sonham com um Brasil cada vez mais perto da premissa do Evangelho de desejar&amp;nbsp;ao próximo o que queremos para nós mesmos. É com esta convicção que resolvi&amp;nbsp;pôr um fim definitivo à campanha de calúnias e boatos espalhados por meus&amp;nbsp;adversários eleitorais. Para não permitir que prevaleça a mentira como arma em&amp;nbsp;busca de votos, em nome da verdade quero reafirmar:&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;b&gt;1. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;Defendo a convivência entre as diferentes religiões e a liberdade religiosa,&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;assegurada pela Constituição Federal;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;b&gt;2. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;atual sobre o assunto;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;b&gt;3. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;Eleita presidente da República, não tomarei a iniciativa de propor alterações de&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;pontos que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;e à livre expressão de qualquer religião no País.&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;b&gt;4. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;O PNDH3 é uma ampla carta de intenções, que incorporou itens do programa&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;anterior. Está sendo revisto e, se eleita, não pretendo promover nenhuma iniciativa&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;que afronte a família;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;b&gt;5. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;Com relação ao PLC 122, caso aprovado no Senado, onde tramita atualmente,&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;será sancionado em meu futuro governo nos artigos que não violem a liberdade&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;de crença, culto e expressão e demais garantias constitucionais individuais&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;existentes no Brasil;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;b&gt;6. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;Se Deus quiser e o povo brasileiro me der, a oportunidade de presidir o País,&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;pretendo editar leis e desenvolver programas que tenham a família como foco&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;principal, a exemplo do Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e tantos outros&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;que resgatam a cidadania e a dignidade humana.&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;Com estes esclarecimentos, espero contar com vocês para deter a sórdida campanha&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;de calúnias contra mim orquestrada. Não podemos permitir que a mentira se&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;converta em fonte de benefícios eleitorais para aqueles que não têm escrúpulos&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;de manipular a fé e a religião tão respeitada por todos nós. Minha campanha é&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;pela vida, pela paz, pela justiça social, pelo respeito, pela prosperidade e pela&lt;/div&gt;&lt;div class="p1" style="text-align: justify;"&gt;convivência entre todas as pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-4756972115442616964?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/4756972115442616964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/4756972115442616964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2010/10/e-agora-carta-da-dilma-para-os-cristaos.html' title='E agora? Carta da Dilma para os Cristãos'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-7629692229129260762</id><published>2010-10-15T06:57:00.000-07:00</published><updated>2010-10-15T07:05:30.726-07:00</updated><title type='text'>Fala de Professor - A discussão sobre o ensino paulista</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande'; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 9px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;b&gt;Por Fabiano Duarte&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;Nassif: hoje, dia 15 de outubro, comemora-se o dia do professor. Desde 1965 que me dediquei como professor da escola pública, aqui no Estado de Sâo Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;Nos anos da ditadura militar, com ato institucional, nós educadores, faziamos greves e passeatas em que colocavamos mais de 50 mil profissionais da educação em passeata pela avenida paulista, consolação etc. Era Secretário naquela época o sr. José Bonifácio Coutinho Nogueira. Conseguimos várias conquistas e até um plano de carreira bastante razoável. O Secretário, na época, ouviu as entidades e os reclames dos educadores.&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;Depois, com outros governos e governantes, o magistério só teve perdas, e muito desqualificado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;Tivemos algum avanço na época do sr. Fleury, especialmente com a introdução do modelo denominado de "Escola Padrão". Foi um projeto muito discutido com diretores e supervisores. O Secretário da educação participava de reuniões e debatia com diretores a respeito da implantação do projeto em questão. As bases eram ouvidas e decidiam. Depois de um início tumultuado, já no primeiro ano da implantação do projeto, os diretores das escolas que não entraram no projeto, percebendo o progresso que acontecia nas escolas "padrões", procuravam ser indicados e as escolas onde eram diretores, se transformassem também em "escola padrão".&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;Em 1994, com a eleição de Covas para o governo de Estado e sendo indicada Secretária da Educação a sra. Tereza da Silva Neubauer, foi lançado, após três meses do novo governo, Covas e Secretária decretaram a reforma do ensino público paulista e é esta que vigora até hoje, lamentavelmente e com medidas draconianas mais rígidas ainda e com muita desqualificação dos profissionais da educação.&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;Ninguém, da base participou da eleboração do projeto imposto goela abaixo pelas autoridades.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;Como dizia Guiomar N. Melo, a cabeça autoritária do grupo do psdb: nós não somos basistas e portanto dicidimos tudo o que nos parece bom para a educação. Foi um desastre e a prova disto está nos resultados medíocres das avaliações a que são submetidos os alunos das escolas públicas paulistas. Há mais de 16 anos que o magistério não tem aumento salarial, as salas de aula estão abarrotadas com 40, 45, e 50 alunos. O número de aulas semanais que eram de 30 aulas-semanais, para racionalizar custos, passaram para 25, com a diminuição das aulas de física, quimica, biologia, geografia, história, educação física, ciências.&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;Nestas condições fica muito difícil realilzar um trabalho pedagógico de qualidade. As escolas estaduais passaram a produzir analfabetos funcionais. Durante os anos de Serra, a desqualificação dos educadores, a humilhação a que estes profissionais foram submetidos, inclusive pela mídia, que sempre apoiou os governantes psdbistas, foi impressionante. Até a cavalaria foi colocada contra os professores na avenida Paulista, sendo governador o sr. Covas. E agora, volta como governador eleito o sr. Alckimin, inclusive com o voto de grande parte dos professores.&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;Neste cenário, jamais a educação paulista terá qualquer melhora e o sr. Serra aparece na televisão falando de dois professores na primeira série e loutras coisas que não têm levado a qualquer melhoria. É muita enganação. O psdb-dem jamais fará alguma coisa para melhorar o social e isto se constata com clareza aqui no Estado&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;Publicado no Site Luis Nassif Online&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-7629692229129260762?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/7629692229129260762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/7629692229129260762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2010/10/fala-de-professor-discussao-sobre-o.html' title='Fala de Professor - A discussão sobre o ensino paulista'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-1719146003177788240</id><published>2010-10-14T05:34:00.000-07:00</published><updated>2010-10-14T05:34:14.861-07:00</updated><title type='text'>Considerações de Eric Brito</title><content type='html'>&lt;div class="p1"&gt;Eric Brito&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;1- Não é cristão tornar nossas escolhas particulares as escolhas divinas, quando não são as divinas, mas nossas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;1.1 Há que se ter a coragem de assumir as suas escolhas e seus motivos. Isso é o que significa ser responsável.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;1.2 Ideologizar a fé é sempre corrompê-la&lt;/div&gt;&lt;div class="p2"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;2- Não é cristão tornar anti-cristão o voto que não é o nosso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;2.1 No fundo é diabolizar os que discordam de mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;2.1 Por que eu não recebo críticas de cunho político?&lt;/div&gt;&lt;div class="p2"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;3. Se é o critério que vale, vale para ambos, vale para todos. Deveria valer igualmente para o Serra. Como deveria ter valido para o Lula, que é confessamente a favor da descriminalização do aborto. Essa balança injusta revela motivações outras.&lt;/div&gt;&lt;div class="p2"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;4- Não é cristã essa maneira religiosa de fazer política. É, antes, subcristão&amp;nbsp; e subpolítica.&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;4.1 Assim, os que acham que estão fazendo um favor aos céus, muito pelo contrário, testemunham sintomaticamente da subcultura evangélica. De fato, esse tipo de comportamento mostra é que de tão sectários e separatistas desaprenderam a viver na vida pública.&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;4.2 É subpolítica tanto quanto a questão se torna um volante para essa massa de manobra religiosa.&lt;/div&gt;&lt;div class="p2"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;5- Minha sugestão para o cristão é que, antes de mais nada, se reflita sobre&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;a) a diferença entre imoral e ilegal&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;b) sobre as origens protestantes do Estado laico (que é diferente do laicismo e secularismo como ideologias). Quais foram as circunstâncias históricas que motivaram a idealização do Estado Laico e quais foram as deliberações teológicas dos reformadores em relação a isso?&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;c) as regras e a lógica da democracia&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="p2"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;6- Há que se discutir as funções do Poder, bem como suas respectivas atribuições. Por exemplo, o que a questão, tornada de importância capital (quando não exclusiva), tem haver com as atribuições de um Presidente? E, por outro lado, porque não se discute o mérito dos candidatos em relação às suas reais atribuições?&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;6.1 É o Legislativo que muda as leis. Contudo, não se levantou essa questão a quem se deveria - aos nossos senadores e deputados. É incoerente, além de pouco inteligente.&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;6.2 Há que se conhecer a real relação (influências, diferenças e limites) entre a pessoa como civil comum, livre (liberdade de fazer tudo o que a lei não proíbe) e humanamente com suas próprias opiniões e convicções, e, a pessoa revestida de poder público, cuja liberdade é a liberdade da lei (de poder-dever de fazer o que a lei determina).&lt;/div&gt;&lt;div class="p2"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;7- Certo fez a Marina que, não por ser cristã de menos (como diz o pastor Malafaia), antes pelo contrário, sustentou corajosamente sua opinião pessoal (se era isso que os jornalistas casca-de-banana-vamos-fazer-ela-se-queimar-com-as-convicções-da-sua-fé queriam) e, contudo, propôs que, no país que se louva por ser democrático, se decida democraticamente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="p2"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;8- O aborto é uma questão importante. Porém maliciosamente deslocada. Desproporcionalizada e usada como instrumento de markentig subpolítico.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="p2"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;9- É credulidade crer que se pode conhecer as reais convicções dos candidatos&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;apenas pelo que ele fala às câmeras e sobre a pressão moral e eleitoral da&amp;nbsp; atual atmosfera.&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;9.1 Esse tipo de critério moral reducionista só patrocina dissimulações. Com o tempo, os verdadeiros não serão mais discernidos pois parecerão, juntamente com os dissimulados, "politicamente corretos".&lt;/div&gt;&lt;div class="p2"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;10- Eu disse antes mesmo que a Folha sumariasse as opiniões, que a Dilma foi uma "covarde estratégica". Jogou conforme a torcida pediu (vê como essa exigência patrocina a mentira?). O Lula não foi menos quando, às vésperas da eleições de 2002 se "endireitou". Engana-se porém, o que acha que o Serra não joga com as imagens. Muito pelo contrário: veja como ele foi bem sucedido. Tá saindo como o santo modelo cristão.&lt;/div&gt;&lt;div class="p2"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;11- Do meu presidente eu quero saber, antes de tudo, o seu plano de governo, os seus projetos, as suas prioridades. O que não é diferente para o meu prefeito e o meu governador. Mas o que há é que essas questões como a do aborto, que já eram importantes, só passaram a ser importantes para o ibope agora. Só é importante quando é anti-Dilma e pró-Serra. Ou seja, no fundo, ela importa muito pouco.&lt;/div&gt;&lt;div class="p2"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;nEle, Jesus, que denunciou a contradição de coar moscas e engolir camelo,&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-1719146003177788240?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/1719146003177788240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/1719146003177788240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2010/10/consideracoes-de-eric-brito.html' title='Considerações de Eric Brito'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-6714079250837676568</id><published>2010-10-10T13:21:00.000-07:00</published><updated>2010-10-10T13:21:57.936-07:00</updated><title type='text'>Dilma e a fé Cristã</title><content type='html'>&lt;div class="p1"&gt;&lt;b&gt;Frei Betto:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p1"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p2"&gt;Em tudo o que Dilma realizou, falou ou escreveu, jamais se encontrará uma única linha contrária aos princípios do Evangelho e da fé cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;Conheço Dilma Rousseff desde criança. Éramos vizinhos na rua Major Lopes, em Belo Horizonte.&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;Ela e Thereza, minha irmã, foram amigas de adolescência.&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;Anos depois, nos encontramos no presídio Tiradentes, em São Paulo. Ex-aluna de colégio religioso, dirigido por freiras de Sion, Dilma, no cárcere, participava de orações e comentários do Evangelho.&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;Nada tinha de “marxista ateia”.&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;Nossos torturadores, sim, praticavam o ateísmo militante ao profanar, com violência, os templos vivos de Deus: as vítimas levadas ao pau-de-arara, ao choque elétrico, ao afogamento e à morte.&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;Em 2003, deu-se meu terceiro encontro com Dilma, em Brasília, nos dois anos em que participei do governo Lula. De nossa amizade, posso assegurar que não passa de campanha difamatória -diria, terrorista- acusar Dilma Rousseff de “abortista” ou contrária aos princípios evangélicos.&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;Se um ou outro bispo critica Dilma, há que se lembrar que, por ser bispo, ninguém é dono da verdade.&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;Nem tem o direito de julgar o foro íntimo do próximo.&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;Dilma, como Lula, é pessoa de fé cristã, formada na Igreja Católica.&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;Na linha do que recomenda Jesus, ela e Lula não saem por aí propalando, como fariseus, suas convicções religiosas. Preferem comprovar, por suas atitudes, que “a árvore se conhece pelos frutos”, como acentua o Evangelho.&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;É na coerência de suas ações, na ética de procedimentos políticos e na dedicação ao povo brasileiro que políticos como Dilma e Lula testemunham a fé que abraçam.&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;Sobre Lula, desde as greves do ABC, espalharam horrores: se eleito, tomaria as mansões do Morumbi, em São Paulo; expropriaria fazendas e sítios produtivos; implantaria o socialismo por decreto…&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;Passados quase oito anos, o que vemos? Um Brasil mais justo, com menos miséria e mais distribuição de renda, sem criminalizar movimentos sociais ou privatizar o patrimônio público, respeitado internacionalmente.&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;Até o segundo turno, nichos da oposição ao governo Lula haverão de ecoar boataria e mentiras. Mas não podem alterar a essência de uma pessoa. Em tudo o que Dilma realizou, falou ou escreveu, jamais se encontrará uma única linha contrária ao conteúdo da fé cristã e aos princípios do Evangelho.&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;Certa vez indagaram a Jesus quem haveria de se salvar. Ele não respondeu que seriam aqueles que vivem batendo no peito e proclamando o nome de Deus. Nem os que vão à missa ou ao culto todos os domingos. Nem quem se julga dono da doutrina cristã e se arvora em juiz de seus semelhantes.&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;A resposta de Jesus surpreendeu: “Eu tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; estive enfermo e me visitastes; oprimido, e me libertastes…” (Mateus 25, 31-46). Jesus se colocou no lugar dos mais pobres e frisou que a salvação está ao alcance de quem, por amor, busca saciar a fome dos miseráveis, não se omite diante das opressões, procura assegurar a todos vida digna e feliz.&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;Isso o governo Lula tem feito, segundo a opinião de 77% da população brasileira, como demonstram as pesquisas. Com certeza, Dilma, se eleita presidente, prosseguirá na mesma direção.&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;i&gt;Publicado no Tendências &amp;amp; Debates da Folha de S.Paulo&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-6714079250837676568?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/6714079250837676568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/6714079250837676568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2010/10/dilma-e-fe-crista.html' title='Dilma e a fé Cristã'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-7205135356314024066</id><published>2010-09-25T08:23:00.000-07:00</published><updated>2010-09-25T08:23:54.827-07:00</updated><title type='text'>Marina do Dedo Verde</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande'; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 9px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="p3"&gt;Ruth de Aquino&lt;/div&gt;&lt;div class="p2"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;b&gt;RUTH DE AQUINO&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;é diretora da sucursal de ÉPOCA no Rio de Janeiro&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;a href="mailto:raquino@edglobo.com.br"&gt;raquino@edglobo.com.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p4"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p5"&gt;Quando ela fala, veias caudalosas se projetam no pescoço. Marina Silva tem uma voz arranhada, que parece emergir com esforço de sua figura esguia. Com essa voz não treinada, que vem de dentro, Marina foi a candidata, nesta campanha de cartas marcadas, que soube projetar melhor, com inteligência e ironia fina, suas palavras. Talvez porque fossem palavras dela e de mais ninguém. Não mais do mesmo, não o vale-tudo de quem dá mais salário mínimo, 13o de Bolsa Família, ou empregos para a parentalha.&lt;/div&gt;&lt;div class="p5"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p5"&gt;O título deste artigo é uma alusão a &lt;i&gt;O menino do dedo verde&lt;/i&gt;, livro infantojuvenil escrito pelo francês Maurice Druon, em 1957, e adaptado para desenho animado. O protagonista, Tistou, tinha um dom: onde colocava o dedo, nasciam flores. O menino conhece a miséria, a prisão e os hospitais. Decide alegrar esses ambientes. E, ao colocar o dedo no presídio, nascem tantas flores que as portas da prisão não fecham mais. Mas os presos não fogem porque o mundo havia mudado para melhor.&lt;/div&gt;&lt;div class="p5"&gt;Trata-se de uma fábula. Mas, como a realidade desta campanha eleitoral anda difícil de engolir, fantasias são bem-vindas. Na reta final, uma marola verde se torna onda e atrai desiludidos. Marina, que já se apresentou como a “outra Silva” e a “primeira candidata negra à Presidência”, abandonou os slogans que empobreciam seu discurso para colocar o dedo verde nas feridas do país.&lt;/div&gt;&lt;div class="p5"&gt;Não por acaso a candidata do PV foi quem mais se beneficiou dessa língua malcheirosa que escorre da Casa Civil de Lula. Após as denúncias de corrupção e tráfico de influência do braço direito de Dilma Rousseff, as pesquisas mostram uns pontinhos a mais para Marina. Era previsto. Essa acriana evangélica, com quatro filhos e coque austero, é a única novidade. Suas reflexões sobre o Brasil e os adversários têm um carimbo de franqueza, sem arrogância. Concordando ou não com ela, somos compelidos a escutá-la.&lt;/div&gt;&lt;div class="p5"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;A candidata do PV foi quem mais se beneficiou da língua malcheirosa que escorre da Casa Civil de Lula&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p5"&gt;Suas frases de muito efeito ecoaram em cabeças pensantes e na juventude. Seguem-se algumas delas: “Lula e Dilma infantilizam o eleitor brasileiro com essa história de pai e mãe”. “É possível perder ganhando e ganhar perdendo.” “Serra e Dilma são inteiramente parecidos porque defendem um modelo de desenvolvimento do século XX.” “O Brasil não precisa de um gerentão” (referindo-se a Dilma). “Meus adversários criam duas novelas: numa, o Brasil é todo azul, na outra é cor-de- rosa.” Marina se diz contra “o ‘promessômetro’ para ganhar simpatia”. Quer acabar com o “voto por gratidão” e criar o “voto cidadão”. Difícil, inviável, dirão, mas há um componente de sedução em sua fala.&lt;/div&gt;&lt;div class="p5"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p5"&gt;Na semana passada, depois que Lula proclamou, em mais um comício – “Nós somos a opinião pública” –, a menina do dedo verde reagiu: “Eu acredito na liberdade de imprensa. Acho que o presidente fez uma crítica à imprensa que é contraditória com toda a sua trajetória dentro do PT”.&lt;/div&gt;&lt;div class="p5"&gt;Dilma perdeu a fachada de paz e amor e reagiu com fúria às denúncias na imprensa. “Ela teve uma recaída. Parecia até ela mesma”, teria dito um aliado da petista, segundo a &lt;i&gt;Folha de S.Paulo&lt;/i&gt;. A outra má impressão da semana foi a entrevista de José Serra ao &lt;i&gt;Bom dia Brasil&lt;/i&gt;, na TV Globo. Não deixou que os jornalistas perguntassem quase nada. Impedia apartes, num tom professoral e prepotente que afasta até seus eleitores. A uma repórter do humorístico &lt;i&gt;CQC&lt;/i&gt;, da Bandeirantes, Serra perguntou se ela tinha namorado. Não é a primeira vez que perde a noção.&lt;/div&gt;&lt;div class="p5"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p5"&gt;Sem plásticas ou cabeleireiros, Marina cresceu de estatura ao longo da campanha. Seu discurso a princípio ambientalista ampliou-se e ganhou consistência no campo dos valores e da ética. Mesmo que a enorme maioria dos brasileiros não vote nela, sabe-se o que sua candidatura representa: uma terceira via, de olho no desenvolvimento sustentável do século XXI, que não comporta esmolas para uma massa tutelada e semianalfabeta. Quando deixou o governo Lula, após quedas de braço com Dilma, Marina afirmou: “Perco o pescoço, mas não perco o juízo”. E não perdeu mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-7205135356314024066?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/7205135356314024066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/7205135356314024066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2010/09/marina-do-dedo-verde.html' title='Marina do Dedo Verde'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-6852609672111484306</id><published>2010-09-21T09:10:00.000-07:00</published><updated>2010-09-21T09:21:49.791-07:00</updated><title type='text'>Metade do Brasil continua pobre! Ambiente interessa ao pobres. E Como!</title><content type='html'>&lt;div class="p1"&gt;José Eli da Veiga |&lt;/div&gt;&lt;div class="p2"&gt;21/09/2010&lt;/div&gt;&lt;div class="p3"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p5"&gt;Como a pobreza é privação de capacidades básicas, ela jamais deveria ser medida apenas com estatísticas de insuficiência de renda. É pobre mesmo quem tem renda superior ao critério de corte ("linha de pobreza") se não puder convertê-la em vida decente. Por falta de saúde ou de educação ou outras carências.&lt;/div&gt;&lt;div class="p5"&gt;Essa conclusão se apoia na imensa quantidade de minuciosas pesquisas feitas por equipes de primeira linha junto às populações mais desvalidas do mundo. Foram sintetizadas no livro "Desenvolvimento como liberdade", do prêmio Nobel Amartya Sen (Companhia de Letras, 2000). Principalmente no quarto capítulo, intitulado "Pobreza como privação de capacidades".&lt;/div&gt;&lt;div class="p5"&gt;É leitura recomendável a quem acredita que só menos de um terço da população brasileira continua pobre porque em 2008 já não passavam de 28,8% os condenados a se virar com menos de meio salário mínimo. Basta outro dado bem objetivo para perceber que metade da população permanece pobre: a falta de acesso à rede de esgoto. Em 2009 eram 41% os domicílios sem saneamento básico, e é neles que ocorrem as mais altas densidades de habitantes.&lt;/div&gt;&lt;div class="p5"&gt;&lt;b&gt;É ilusão supor que aqueles que ganham salário mas convivem com o risco de contrair parasitoses deixaram a pobreza.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p5"&gt;Falta de acesso a esgoto impacta a inteligência das pessoas por causa de infecções parasitárias na infância. Evidência consolidada por recente estudo de Cristopher Epping e colaboradores, publicado no prestigioso periódico científico "Proceedings of the Royal Society", e relatado pelo doutor Dráuzio Varella em sua coluna na "Folha de S. Paulo" de 11 de setembro.&lt;/div&gt;&lt;div class="p5"&gt;O cérebro é o órgão do corpo humano que mais consome energia: 87% no recém-nascido, 44% aos cinco anos, 34% aos dez. As infecções parasitárias desviam energia para ativar o sistema imunológico. Repetidas diarreias até os cinco anos roubam do cérebro as calorias necessárias a seu desenvolvimento, podendo comprometer a inteligência para sempre.&lt;/div&gt;&lt;div class="p5"&gt;É pura ilusão, portanto, supor que não sejam pobres pessoas que padeçam dessa catastrófica privação que é o permanente risco de contrair parasitoses, só porque ganham mais de meio salário mínimo. Chega a soar como propaganda enganosa o uso do tosco critério de renda monetária para dizer que a pobreza está despencando. Encobre a inépcia dos governos em enfrentar o desafio do saneamento.&lt;/div&gt;&lt;div class="p5"&gt;O número de moradias consideradas inadequadas pelo IBGE só diminuiu dez pontos entre 1995 e 2002 (59,1% para 49,5%), e apenas cinco pontos entre 2003 e 2008 (48,3% para 43%). Se, ao contrário, tivesse sido dada prioridade ao acesso do andar de baixo a algo tão essencial quanto o esgoto, isso teria favorecido rápidos aumentos das médias do quociente de inteligência (QI), o chamado "efeito Flynn".&lt;/div&gt;&lt;div class="p5"&gt;Mas não é só. Essa tragédia do saneamento básico também ajuda a entender quanto é falsa a afirmação de que a agenda socioambiental não seria de interesse dos menos favorecidos. Ou ainda, de que tal agenda só conseguiria sensibilizar os segmentos minoritários da sociedade que já estariam cultivando valores "pós-materialistas".&lt;/div&gt;&lt;div class="p5"&gt;A hipótese de significativa alteração das prioridades valorativas individuais em direção a uma postura "pós-materialista" foi lançada no final dos anos 1970 no livro "The Silent Revolution", pelo cientista político americano Ronald F. Inglehart. Hoje ele dirige o World Values Survey, uma rede que pesquisa esse tema em 80 sociedades dos seis continentes habitados, cobrindo 85% da população global (&lt;a href="http://www.worldvaluessurvey.org/"&gt;&lt;span class="s2"&gt;&lt;b&gt;www.worldvaluessurvey.org/&lt;/b&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="p5"&gt;Essa rede coleta evidências de que os fortes contrastes culturais não impedem que a prosperidade sempre provoque esse tipo de reorientação valorativa, com desdobramentos em várias esferas: da organização do trabalho às relações de gênero, do comportamento sexual à religiosidade. Na política, ela teria efeitos dos mais positivos para os processos de democratização.&lt;/div&gt;&lt;div class="p5"&gt;No entanto, isso não foi confirmado pela pesquisa "Participação e pós-materialismo na América Latina", dos professores Ednaldo Ribeiro e Julian Borba, cujos resultados estão no número de junho da revista Opinião Pública (vol. 16, n. 1, p. 28-63). Para a quase totalidade dos casos analisados, o simples grau de escolaridade do entrevistado superou a escala de materialismo/pós-materialismo.&lt;/div&gt;&lt;div class="p5"&gt;O mais importante, todavia, é rejeitar a ideia de que a sustentabilidade como novo valor só poderá empolgar elites, sejam elas pós-materialistas ou só de alta escolaridade. Isso certamente acontece quando toda a ênfase é colocada nas mais complexas questões, como a ruptura climática, a erosão da biodiversidade, o plantio de sementes transgênicas, ou a geração nuclear de eletricidade, por exemplo. Todavia, não existem temas mais imediatamente socioambientais do que acesso à rede de esgoto, à água potável, ou à coleta de lixo.&lt;/div&gt;&lt;div class="p5"&gt;Em suma: como a queda do contingente com menos de meio salário mínimo não está sendo acompanhada por mais acesso às exigências mínimas para decente padrão de vida, isso só reconfirma que será muito mais decisivo para o desenvolvimento um programa de qualidade socioambiental do crescimento do que o ilusório PAC.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-6852609672111484306?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/6852609672111484306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/6852609672111484306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2010/09/metade-do-brasil-continua-pobre.html' title='Metade do Brasil continua pobre! Ambiente interessa ao pobres. E Como!'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-8164130880760666009</id><published>2010-08-24T07:17:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T07:17:14.910-07:00</updated><title type='text'>RESPOSTA DE MARINA A DOM MOACYR</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: times, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;" valign="top"&gt;&lt;blockquote style="border-bottom-color: initial; border-bottom-style: none; border-bottom-width: medium; border-left-color: initial; border-left-style: solid; border-left-width: 1.5pt; border-right-color: initial; border-right-style: none; border-right-width: medium; border-top-color: initial; border-top-style: none; border-top-width: medium; margin-bottom: 5pt; margin-left: 3.75pt; margin-top: 5pt; padding-bottom: 0cm; padding-left: 4pt; padding-right: 0cm; padding-top: 0cm;"&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="padding-bottom: 0.75pt; padding-left: 0.75pt; padding-right: 0.75pt; padding-top: 0.75pt;" valign="top"&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 12pt;"&gt;Ao amado Dom Moacyr&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Por Marina Silva &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Li na Folha (22/5) sua afirmação de que sou frágil e não tenho perfil para a Presidência da República. No início, fiquei triste. Já tinha ouvido algo parecido do senhor, de forma carinhosa, mas ler assim como está no jornal tem outro peso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Refletindo mais, reconciliei-me com sua mensagem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Quando ando por aí, muitos me dizem que minha luta é de Davi contra Golias. Então vamos conversar sobre passagens bíblicas, que conhecemos bem. Elas se completam e iluminam o que quero dizer.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Quando Saul terminava seu reinado, Deus mandou o sacerdote e profeta Samuel ungir novo rei entre os muitos filhos de Jessé. O profeta procurou entre os mais belos, os mais fortes e os mais habilidosos, mas Deus descartou todos. Jessé lembrou então de Davi, o seu filho mais novo, que pastoreava ovelhas. O profeta o achou muito fraquinho, meio esquisito. Mas Deus ordenou que o ungisse rei dos israelitas, porque olhava para o seu coração, e não para a sua aparência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Foi assim que Davi foi escolhido para ser rei. E logo provou seu valor ao enfrentar Golias, o gigante filisteu, guerreiro acostumado a usar escudo, capacete e armadura e a manejar a espada. O jovem Davi, aparentemente fraco e sem muito preparo para aquele tipo de duelo, ganhou a luta porque não tentou usar a armadura de Saul, que lhe fora ofertada e nem lhe cabia direito. Usou sua própria arma, a funda, e ali colocou a pedra para jogá-la no lugar certo, na testa do gigante.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Assim como o senhor, dom Moacyr, Samuel era homem corajoso, temente a Deus, preparado para o sacerdócio desde um ano de idade. O senhor é muito importante na minha vida, da mesma forma que Samuel foi na vida de Davi. E está me vendo com olhos cuidadosos, preocupados com circunstâncias que talvez me causem sofrimento. Mas, como sabe por experiência própria, não podemos ficar presos às circunstâncias.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Quando o senhor chegou ao Acre, aos 36, enfrentou os poderosos e ficou do lado de Chico Mendes e de todos os que eram aparentemente fracos e despreparados para enfrentar os gigantes das motosserras.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Como me ensinou, não me intimido com as circunstâncias e procuro me encontrar com o que está no coração de homens e mulheres sinceros, que, como o senhor, buscam fazer o melhor, apesar das dificuldades e riscos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Aprendi com o senhor boa parte dos valores que me guiam, entre eles não vergar a coluna às pressões dos interesses espúrios.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-weight: bold;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Por favor, meu amado irmão, não me diga agora que esses valores não servem para governar o Brasil e me fragilizam. Tranquilize-se: eles são e continuarão sendo a minha força e a minha funda diante dos desafios, qualquer que seja o tamanho deles.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-8164130880760666009?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/8164130880760666009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/8164130880760666009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2010/08/resposta-de-marina-dom-moacyr.html' title='RESPOSTA DE MARINA A DOM MOACYR'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-4978495688561177145</id><published>2010-07-07T04:59:00.000-07:00</published><updated>2010-07-07T04:59:32.958-07:00</updated><title type='text'>Um Poema</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="font-family: arial, sans-serif; font: inherit; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;" valign="top"&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Um poeta brasileiro, Eduardo Alves da Costa, escreveu certa vez uma homenagem ao poeta russo Wladimir Maiakovski, chamada "No caminho com Maiakóvski", que diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira noite&lt;br /&gt;eles se aproximam&lt;br /&gt;e roubam uma flor do nosso jardim.&lt;br /&gt;E não dizemos nada.&lt;br /&gt;Na segunda noite, já não se escondem,&lt;br /&gt;pisam as flores,&lt;br /&gt;matam nosso cão,&lt;br /&gt;e não dizemos nada.&lt;br /&gt;Até que um dia,&lt;br /&gt;o mais frágil deles&lt;br /&gt;entra sozinho em nossa casa,&lt;br /&gt;rouba-nos a luz, e,&lt;br /&gt;conhecendo nosso medo,&lt;br /&gt;arranca-nos a voz da garganta.&lt;br /&gt;E já não podemos dizer nada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-4978495688561177145?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/4978495688561177145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/4978495688561177145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2010/07/um-poema.html' title='Um Poema'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-331378775639692509</id><published>2010-06-29T06:18:00.000-07:00</published><updated>2010-06-29T06:19:20.655-07:00</updated><title type='text'>Dois andares abaixo do meu</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: tahoma; font-size: 12px; line-height: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="materiaTitulo" id="materiaTitulo" style="color: #333333; font-family: tahoma; font-size: 2.4em; letter-spacing: -1px; line-height: 30px; margin-bottom: 14px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 14px; text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: georgia; font-size: 12px; letter-spacing: normal; line-height: 16px;"&gt;Ela vivia lá e eu desconhecia, ela morria lá e eu não sabia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="materiaCredito" style="color: #989898; font-family: tahoma; font-size: 0.9em; line-height: 16px; margin-bottom: 14px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 14px; text-align: left; text-transform: uppercase;"&gt;ELIANE BRUM&lt;/div&gt;&lt;div id="materiaContainer" style="color: #333333; font-family: tahoma; font-size: 1em; letter-spacing: 0px; line-height: 16px; margin-top: 25px; text-align: left;"&gt;&lt;div class="fotoMateria box180" style="clear: both; color: #333333; float: left; font-family: tahoma; font-size: 1em; line-height: 16px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; margin-right: 16px; margin-top: 0px; text-align: left; width: 180px;"&gt;&lt;div class="descricao" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: #f6f6f6; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; color: #333333; font-family: tahoma; font-size: 0.9em; line-height: 16px; padding-bottom: 7px; padding-left: 10px; padding-right: 10px; padding-top: 7px; text-align: left;"&gt;&lt;strong style="color: #c91214; font-family: tahoma; font-size: 1em; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;ELIANE BRUM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:ebrum@edglobo.com.br" style="color: #c91214; font-family: tahoma; font-size: 1em; letter-spacing: 1px; line-height: 16px; text-align: left; text-decoration: underline;"&gt;ebrum@edglobo.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de&amp;nbsp;&lt;em style="color: #333333; font-family: tahoma; font-size: 1em; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;Coluna Prestes – O Avesso da Lenda&lt;/em&gt;&amp;nbsp;(Artes e Ofícios),&amp;nbsp;&lt;em style="color: #333333; font-family: tahoma; font-size: 1em; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;A Vida Que Ninguém Vê&lt;/em&gt;&amp;nbsp;(Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e&amp;nbsp;&lt;em style="color: #333333; font-family: tahoma; font-size: 1em; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;O Olho da Rua&lt;/em&gt;&amp;nbsp;(Globo).&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;Eu nunca tinha ouvido falar dela. Vivo neste edifício de 70 apartamentos há alguns anos. A maioria dos moradores só encontro na reunião de condomínio. Há o velho que toma sol pela manhã e que me cumprimenta sorridente porque lá em casa a gente se dá tchau na janela quando alguém sai. Ele acha curiosíssimo e acompanha o ritual enternecido. Há as mulheres que passeiam com os cachorros, e as que fiscalizam o crescimento das roseiras do jardim. Existe a vizinha que sempre tenta me vender produtos de beleza. E o Pedrão, um aumentativo irônico para um cachorro tão pequeno, tão desmilinguido e cego pela idade, que sobe e desce o elevador comigo, protegendo com olhos erráticos um dono que é quase um gigante. Há o vizinho de passo marcial que não cumprimenta ninguém. E ela, que morava lá havia uma eternidade, mas a quem eu nunca vira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa tarde vêm o chaveiro, os bombeiros e a polícia. Arrombam a porta do apartamento. E somos todos lançados para dentro de uma paisagem muito semelhante à nossa, mas que era dela. As histórias de sua vida me alcançam aos farrapos. Aos 82 anos ela vivia só. Tinha sido médica, com consultório no centro de São Paulo. Era uma mulher independente, que veio do interior para vencer na cidade grande quando as mulheres de sua geração apenas recolhiam os passos até a casa do marido. Viajou o mundo, falava várias línguas, expressas nos livros espalhados pela casa. Não sei de seus amores, ninguém ali sabe. De repente, ela descobriu-se só. Não queria morrer, só não sabia como seguir vivendo. Resistiu viva – morrendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dois anos ela estacionou sua Brasília vermelha meticulosamente limpa e bem conservada numa vaga tamanho G. E nunca mais a tirou de lá. Poderia ter sido um sinal, mas um sinal só se torna um sinal se for decodificado. Este gerou apenas uma multa do condomínio. O carro deveria estar numa vaga M. Talvez P. Há pouco mais de um ano ela deixou de pagar a conta do condomínio. O acúmulo da dívida virou um processo judicial e uma primeira audiência a qual ela não compareceu. Outra pista não decifrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vizinha do lado percebeu que ela não mais saía de casa. Insistiu com o síndico, com o zelador, algo estava errado. Ela nem atendia mais a porta, e um cheiro novo se impregnava no corredor. Mas a lei não escrita da cidade grande determina não perturbar a privacidade de ninguém. Cada um é uma ilha – ou um apartamento. Proprietário-indivíduo de seu número de metros quadrados aéreos no mundo. Os funcionários do condomínio devem avisar pelo interfone quando vão entregar uma correspondência que precisa ser assinada porque, do contrário, muitos moradores sequer abrem a porta. E ela era conhecida como “a doutora”, o título um abismo que ela e tantos se esforçam para cavar. Ninguém ousou perguntar se algo diferente, algo pior, estava acontecendo com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela tarde a conhecida de uma associação onde ela trabalhava como voluntária veio procurá-la, preocupada com seu sumiço. Ela então conseguiu se arrastar e sussurrar que não tinha forças para abrir a porta. Quando a porta caiu, e os fossos foram transpostos, descobriu-se que havia dois meses ela vivia no escuro, à luz de velas primeiro, nada depois. A energia elétrica tinha sido cortada por falta de pagamento. Há semanas ela não comia. Já não podia andar. A doutora estava morrendo de fome em meio a centenas de pessoas na cidade de milhões. Em sua própria sujeira.&lt;br /&gt;Num prédio de classe média de São Paulo, ela estava mais isolada que qualquer ribeirinho dos confins da Amazônia. Não queria que descobrissem que havia perdido o controle da sua vida. E quando quis pedir ajuda, já não teve forças. Imagino quanto desespero sentia para conseguir romper as amarras de toda uma existência, se arrastar até a porta e admitir que não era mais capaz de abrir. Foi levada ao hospital, onde agora briga para viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela morava dois andares abaixo do meu. Quando eu soube, fiquei rememorando os últimos meses. Enquanto eu trabalhava, cozinhava, bebia vinho, tomava chimarrão, gargalhava, assistia a filmes, me emocionava com livros, me indignava com acontecimentos, conversava, namorava, sonhava, fazia planos, escrevia esta coluna e às vezes chorava, dois andares abaixo do meu, num espaço igual ao meu, uma mulher de 82 anos morria de fome nas trevas, em abissal solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu ria, ela morria. Enquanto eu comia, ela morria. Enquanto eu sonhava, ela morria. No escuro, ela morria no escuro enquanto eu abanava da janela, o velho sorria ao sol, uma vizinha tentava me vender um novo creme antirrugas e Pedrão rosnava cegamente no elevador sob o olhar terno de seu gigante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui dormir por algumas noites porque me via arremessada ao outro lado da rua, tentando imaginar os enredos que se passavam atrás das cortinas daqueles outros 69 apartamentos. Que vidas são aquelas, que dores se escondem, quais são os dramas que sou impotente para estancar? Anos atrás, antes de eu morar no prédio, um homem se lançou pela janela e morreu estatelado na laje. Como tantos o tempo todo. Um soluço apavorante na rotina e depois o esquecimento. Como agora, nesse morrer sem sangue e sem alarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa fissura do tempo algo que não pode mais ser oculto se revela – revelando também o nosso medo. Portas são derrubadas, cortinas rasgadas por um corpo que se lança para o nada, para nós. E, talvez pior, por um corpo que se esconde até ser exposto pelo cheiro da decomposição ainda antes da morte, corroendo os muros de nossa privacidade protegida com tanto empenho. Como a dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois precisamos esquecer para seguir vivendo. Mas não consigo esquecer. O que aconteceu com ela está acordado dentro de mim como um bicho. Dentro de nós também há um condomínio onde portas se fecham, chaves se perdem e o suicida que nos habita se lança no vazio enquanto outros em nós se decompõem em vida pela morte dos dias que não acontecem. Mergulho então, além dos dois que nos separavam, vários andares em mim. E lembro-me de Mário Sá-Carneiro, escritor português: “Perdi-me dentro de mim porque eu era labirinto. E hoje, quando me sinto, é com saudades de mim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que todos no prédio ficaram chocados, cada um à sua maneira. Porque ninguém percebeu a tempestade logo ali. Porque tudo se passou enquanto no avesso de cada janela tentávamos viver. Mas também – e talvez principalmente por isso – porque a tragédia se desenrolou no mesmo cenário onde tecemos o enredo de nossos dias.&lt;br /&gt;O apartamento dela é igual ao nosso. Esta semelhança de condições e de arquitetura, de portas e de janelas, nos provoca um incômodo difícil de dissipar. Poderia ser nós a morrer de fome no escuro. Mesmo com uma história diversa, lá no fundo cada um de nós sabe que a solidão nos espreita. Que não estamos tão protegidos como gostaríamos. Seria mais fácil afastar nosso horror se fosse um assassino, uma morte por ciúme, uma violência cometida por um psicopata. Isto está sempre mais longe. Mas não. A doutora morria logo ali por solidão. E isto está bem perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não viveu uma vida à toa. Ou uma vida egoísta. Ela apenas viveu mais tempo do que a maioria de seus amigos, que deve ter sepultado um a um. Mais tempo que os pacientes que tantas vezes salvou, e então o consultório ficou vazio. Ela tinha bens que poderia ter vendido quando ficou restrita a uma renda que não lhe permitia manter o padrão. Mas não tinha mais saúde para fazer o que era preciso. Com o tempo, não conseguia mais nem caminhar até o banco para buscar o dinheiro da aposentadoria ou pagar a conta de luz ou qualquer outra. Lentamente os fios de sua vida foram lhe escapando das mãos. E, no fim, quando percebeu que precisava romper o pudor cimentado nela e pedir ajuda, já não era capaz de andar pela casa para abrir a porta da rua e escancarar sua miséria. A doutora não queria morrer, só não tinha forças para viver neste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um tempo fiquei acordada pelas madrugadas, dormindo nas auroras, aterrorizada com as vidas desconhecidas abaixo e acima de mim, com os socorros que eu não sabia que precisava prestar, com o monstro de olhos abertos em mim. Devagar, comecei a pensar nas minhas escolhas. E agora tento aprender a amar melhor, para além das paredes de meus metros quadrados de mundo, mais iguais às dela do que eu e todos gostaríamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em style="color: #333333; font-family: tahoma; font-size: 1em; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;Eliane Brum escreve às segundas-feiras.&lt;/em&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div id="materiaContainer" style="margin-top: 25px; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI148941-15230,00-DOIS%20ANDARES%20ABAIXO%20DO%20MEU.html"&gt;http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI148941-15230,00-DOIS%20ANDARES%20ABAIXO%20DO%20MEU.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br class="clearFloat" style="color: #333333; font-family: tahoma; font-size: 1em; line-height: 16px; text-align: left;" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-331378775639692509?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/331378775639692509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/331378775639692509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2010/06/dois-andares-abaixo-do-meu.html' title='Dois andares abaixo do meu'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-736793938944031438</id><published>2010-06-28T08:03:00.000-07:00</published><updated>2010-06-28T08:03:43.490-07:00</updated><title type='text'>*A FOME DE MARINA*</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="font-family: arial, sans-serif; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;" valign="top"&gt;&lt;br /&gt;*Por José Ribamar Bessa Freire**&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Há pouco,&amp;nbsp;&lt;span&gt;Caetano Veloso&lt;/span&gt;&amp;nbsp;descartou do seu horizonte eleitoral o presidente&amp;nbsp;&lt;span style="border-bottom-color: rgb(54, 99, 136); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 2px;"&gt;Lula da Silva&lt;/span&gt;, justificando: “Lula é analfabeto”. Por isso, o cantor baiano aderiu à candidatura da senadora&amp;nbsp;&lt;span&gt;Marina da Silva&lt;/span&gt;, que tem diploma universitário. Agora, vem a roqueira Rita Lee dizendo que nem assim vota em Marina para presidente, “porque ela tem cara de quem está com fome”. *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Os Silva não têm saída: se correr o Caetano pega, se ficar a Rita come. *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Tais declarações são espantosas, porque foram feitas não por pistoleiros truculentos, mas por dois artistas refinados, sensíveis e contestadores, cujas músicas nos embalam e nos ajudam a compreender a aventura da existência humana. *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Num país dominado durante cinco séculos por bacharéis cevados, roliços e enxudiosos, eles naturalizaram o canudo de papel e a banha como requisitos indispensáveis ao exercício de governar, para o qual os Silva, por serem iletrados e subnutridos, estariam despreparados. *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Caetano Veloso e Rita Lee foram levianos, deselegantes e preconceituosos. Ofenderam o povo brasileiro, que abriga, afinal, uma multidão de silvas famélicos e desescolarizados. *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*De um lado, reforçam a ideia burra e cartorial de que o saber só existe se for sacramentado pela escola e que tal saber é condição sine qua non para o exercício do poder. De outro, pecam querendo nos fazer acreditar que quem está com fome carece de qualidades para o exercício da representação política. *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*A rainha do rock, debochada, irreverente e crítica, a quem todos admiramos, dessa vez pisou na bola. Feio.“Venenosa! Êh êh êh êh êh!/ Erva venenosa, êh êh êh êh êh!/ É pior do que cobra cascavel/ O seu veneno é cruel…/ Deus do céu!/ Como ela é maldosa!”. *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Nenhum dos dois - nem Caetano, nem Rita - têm tutano para entender esse&amp;nbsp;&lt;span style="border-bottom-color: rgb(54, 99, 136); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 2px;"&gt;Brasil&lt;/span&gt;&amp;nbsp;profundo que os silvas representam. *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*A senadora Marina da Silva tem mesmo cara de quem está com fome? Ou se trata de um preconceito da roqueira, que só vê desnutrição ali onde nós vemos uma beleza frágil e sofrida de Frida Kahlo, com seu cabelo amarrado em um coque, seus vestidos longos e seu inevitável xale? Talvez Rita Lee tenha razão em ver fome na cara de Marina, mas se trata de uma fome plural, cuja geografia precisa ser delineada. Se for fome, é fome de quê? *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*O mapa da fome *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*A primeira fome de Marina é, efetivamente, fome de comida, fome que roeu sua infância de menina seringueira, quando comeu a macaxeira que o capiroto ralou. Traz em seu rosto as marcas da pobreza, de uma fome crônica que nasceu com ela na colocação de Breu Velho, dentro do Seringal Bagaço, no Acre. *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Órfã da mãe ainda menina, acordava de madrugada, andava quilômetros para cortar seringa, fazia roça, remava, carregava água, pescava e até caçava. Três de seus irmãos não aguentaram e acabaram aumentando o alto índice de mortalidade infantil. *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Com seus 53 quilos atuais, a segunda fome de Marina é dos alimentos que, mesmo agora, com salário de senadora, não pode usufruir: carne vermelha, frutos do mar, lactose, condimentos e uma longa lista de uma rigorosa dieta prescrita pelos médicos, em razão de doenças contraídas quando cortava seringa no meio da floresta. Aos seis anos, ela teve o sangue contaminado por mercúrio. Contraiu cinco malárias, três hepatites e uma leishmaniose. *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*A fome de conhecimentos é a terceira fome de Marina. Não havia escolas no seringal. Ela adquiriu os saberes da floresta através da experiência e do mundo mágico da oralidade. Quando contraiu hepatite, aos 16 anos, foi para a cidade em busca de tratamento médico e aí mitigou o apetite por novos saberes nas aulas do Mobral e no curso de Educação Integrada, onde aprendeu a ler e escrever. *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Fez os supletivos de 1º e 2º graus e depois o vestibular para o Curso de História da Universidade Federal do Acre, trabalhando como empregada doméstica, lavando roupa, cozinhando, faxinando. *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Fome e sede de justiça: essa é sua quarta fome. Para saciá-la, militou nas Comunidades Eclesiais de Base, na associação de moradores de seu bairro, no movimento estudantil e sindical. Junto com&amp;nbsp;&lt;span&gt;Chico Mendes&lt;/span&gt;, fundou a CUT no Acre e depois ajudou a construir o PT.*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Exerceu dois mandatos de vereadora em&amp;nbsp;&lt;span&gt;Rio Branco&lt;/span&gt;, quando devolveu o dinheiro das mordomias legais, mas escandalosas, forçando os demais vereadores a fazerem o mesmo. Elegeu-se deputada estadual e depois senadora, também por dois mandatos, defendendo os índios, os trabalhadores rurais e os povos da floresta. *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Quem viveu da floresta, não quer que a floresta morra. A cidadania ambiental faz parte da sua quinta fome. Ministra do Meio Ambiente, ela criou o Serviço Florestal Brasileiro e o Fundo de Desenvolvimento para gerir as florestas e estimular o manejo florestal. *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Combateu, através do Ibama, as atividades predatórias. Reduziu, em três anos, o desmatamento da Amazônia de 57%, com a apreensão de um milhão de metros cúbicos de madeira, prisão de mais 700 criminosos ambientais, desmonte de mais de 1,5 mil empresas ilegais e inibição de 37 mil propriedades de grilagem. *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Tudo vira bosta *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Esse é o retrato das fomes de Marina da Silva que - na voz&amp;nbsp;&lt;span&gt;de Rita Lee&lt;/span&gt;&amp;nbsp;- a descredencia para o exercício da presidência da República porque, no frigir dos ovos, “o ovo frito, o caviar e o cozido/ a buchada e o cabrito/ o cinzento e o colorido/ a ditadura e o oprimido/ o prometido e não cumprido/ e o programa do partido: tudo vira bosta”. *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Lendo a declaração da roqueira, é o caso de devolver-lhe a letra de outra música - ‘Se Manca’ - dizendo a ela: “Nem sou Lacan/ pra te botar no divã/ e ouvir sua merda/ Se manca, neném!/ Gente mala a gente trata com desdém/ Se manca, neném/ Não vem se achando bacana/ você é babaca”. *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Rita Lee é babaca? Claro que não, mas certamente cometeu uma babaquice. Numa de suas músicas - ‘Você vem’ - ela faz autocrítica antecipada, confessando: “Não entendo de política/ Juro que o Brasil não é mais chanchada/ Você vem… e faz piada”. Como ela é mutante, esperamos que faça um gesto grandioso, um pedido de desculpas dirigido ao povo brasileiro, cantando: “Desculpe o auê/ Eu não queria magoar você”. *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*A mesma bala do preconceito disparada contra Marina atingiu também a ministra&amp;nbsp;&lt;span style="border-bottom-color: rgb(54, 99, 136); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 2px;"&gt;Dilma Rousseff&lt;/span&gt;, em quem Rita Lee também não vota porque, “ela tem cara de professora de matemática e mete medo”. Ah, Rita Lee conseguiu o milagre de tornar a ministra Dilma menos antipática! Não usaria essa imagem, se tivesse aprendido elevar uma fração a uma potência, em Manaus, com a professora Mercedes Ponce de Leão, tão fofinha, ou com a nega Nathércia Menezes, tão altaneira. *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Deixa ver se eu entendi direito: Marina não serve porque tem cara de fome. Dilma, porque mete mais medo que um exército de logaritmos, catetos, hipotenusas, senos e co-senos. Serra, todos nós sabemos, tem cara de vampiro. Sobra quem? *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Se for para votar em quem tem cara de quem comeu (e gostou), vamos ressuscitar, então, Paulo Salim Maluf ou Collor de Mello, que exalam saúde por todos os dentes. Ou o Sarney, untuoso, com sua cara de ratazana bigoduda. Por que não chamar o José Roberto Arruda, dono de um apetite voraz e de cuecões multi-bolsos? Como diriam os franceses, “il péte de santé”. *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*O banqueiro&amp;nbsp;&lt;span style="border-bottom-color: rgb(54, 99, 136); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 2px;"&gt;Daniel Dantas&lt;/span&gt;, bem escanhoado e já desalgemado, tem cara de quem se alimenta bem. Essa é a elite bem nutrida do Brasil… *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Rita Lee não se enganou: Marina tem a cara de fome do Brasil, mas isso não é motivo para deixar de votar nela, porque essa é também a cara da resistência, da luta da inteligência contra a brutalidade, do milagre da sobrevivência, o que lhe dá autoridade e a credencia para o exercício de liderança em nosso país. *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;span style="border-bottom-color: rgb(54, 99, 136); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 2px;"&gt;Marina Silva&lt;/span&gt;, a cara da fome? Esse é um argumento convincente para votar nela. Se eu tinha alguma dúvida, Rita Lee me convenceu definitivamente. *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;(*) Professor, coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ)e pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO).&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-736793938944031438?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/736793938944031438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/736793938944031438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2010/06/fome-de-marina.html' title='*A FOME DE MARINA*'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-5561767711996801879</id><published>2010-06-22T08:59:00.001-07:00</published><updated>2010-06-22T08:59:35.308-07:00</updated><title type='text'>Carta de Manoel da Conceição</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 12pt;"&gt;2ª carta de&amp;nbsp;Carta de Manoel da Conceição ao Companheiro Presidente Lula&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 12pt;"&gt;C/C para:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 12pt;"&gt;Sr. José Eduardo Dutra – Presidente Nacional do PT&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 12pt;"&gt;Sra. Dilma Roulsseff – Pré Candidata do PT à Presidência da República&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 12pt;"&gt;Executiva Nacional do PT&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 12pt;"&gt;Diretório Nacional do PT&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 12pt;"&gt;Nobre companheiro presidente Lula,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 12pt;"&gt;É com a ternura, o carinho e o amor de um irmão, a confiança, o respeito e o compromisso de um companheiro de classe, das organizações e lutas históricas dos trabalhadores e das trabalhadoras desse país e do mundo que me sinto com a liberdade e o direito de lhe enviar esta 2ª carta, tratando de questões que compreendo ter muito a ver com a responsabilidade do companheiro tanto como agente político das lutas em prol da justiça social para a classe trabalhadora como também na qualidade de um primeiro presidente da república legitimamente forjado nas organizações e lutas desse povo excluído, sofrido, mas que é capaz de realizar o impossível enquanto força social e política organizada e consciente do seu projeto de libertação classista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 12pt;"&gt;Dirijo-me ao companheiro com a minha identidade de trabalhador rural, de sindicalista, de ambientalista, de humanista e de militante e fundador do Partido dos Trabalhadores, o qual comecei a sonhar e trabalhar na sua criação quando ainda me encontrava no exílio, juntamente com honrados e honradas companheiros e companheiras que havíamos sido banidos do nosso país pela intolerância de um governo totalitário e de regime militar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 12pt;"&gt;Porém, minha identidade social, política e classista se origina bem antes da criação do PT e da CUT, instrumentos classistas dos quais me orgulho de ter sido co-fundador, juntamente com o companheiro e um conjunto de honrado(a)s e legítimo(a)s militantes e intelectuais orgânicos da classe trabalhadora.&lt;br /&gt;Na realidade&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;companheiro Lula&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;minha história de luta social e política se originou aqui mesmo no Maranhão, estado do qual sou filho natural com minha matriz étnica negra e indígena.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 12pt;"&gt;Agora em julho de 2010 completarei 75 anos de idade. Quando eu era ainda jovem vi meu pai e muitas famílias agricultoras serem massacradas e enxotadas de suas posses por latifundiários, coronéis e jagunços, acobertados e protegidos por um governo oligárquico. Certa vez presenciei um grande massacre de companheiros meus quando estávamos reunidos em uma pequena comunidade rural do interior do Maranhão. Neste dia fomos atacados de forma covarde por um grupo de soldados e jagunços, que sem a menor chance de defesa assassinaram 5 pessoas, dentre elas uma criança que correu prá abraçar o pai caído no chão e foi pego pelas pernas e arremessado contra a parede que a cabeça abriu espalhando os seus miolos, também uma velhinha, que tentou impedir a morte do filho foi cravada de punhal em suas costas, ficando rodando no chão espetada. Eu escapei por puro milagre com um tiro na perna, mas me tornei mais revoltado ainda com a classe latifundiária e jurei perante a comunidade a lutar o resto de minha vida contra os latifundiários e suas injustiças.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 12pt;"&gt;Presenciei um segundo massacre em 1959 quando estávamos novamente reunidos em uma comunidade por nome&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;Pirapemas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;para preparar a defesa de uns companheiros que estavam sendo acusados de ter invadido uma propriedade e roubado umas frutas do sítio. Neste dia chegou um grupo de uns 20 policiais, soldados, tenente, cabos e um sargento. Ao chegarem ao local da reunião o sargento perguntou quem era o presidente da associação, e como foi respondido que não havia presidente o sargento falou: pois então todos são presidentes e vão levar bala. Neste dia foram assassinados sete companheiros e três outros ficaram gravemente feridos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 12pt;"&gt;Minha primeira motivação para a luta era sustentada em pura revolta, ódio dos exploradores da minha família e das famílias camponesas da mesma região que habitávamos. Sem a menor consciência política e dominado pelo ódio eu cheguei a acreditar que a libertação dos trabalhadores de tal estado de sujeição dependeria de um salvador da pátria, de um homem corajoso, de um herói que com o apoio eleitoral dos oprimidos iria por fim a tal dominação. A partir desse entendimento extremamente limitado e de um profundo sentimento de revolta pela violência testemunhada e sofrida, vi surgir na minha ingenuidade uma esperança para salvar a massa camponesa do jugo dos latifundiários apadrinhados pelo poder da oligarquia viturinista que comandava o estado do Maranhão. O nome dessa esperança era&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;José Sarney&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 12pt;"&gt;Com um discurso muito bem elaborado e com a radicalidade de um revolucionário&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;Sarney&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;prometia exatamente o que nós camponeses queríamos ouvir: um Maranhão novo e livre de oligarquia, reforma agrária, punição dos crimes cometidos contra as famílias camponesas e indenização dos prejuízos a elas causados pelo gado dos fazendeiros. Eu acreditei no discurso do cidadão e me tornei um aguerrido cabo eleitoral, andando a cavalo em todas as comunidades da região fazendo sua campanha. Resultado, com uma grande adesão popular, elegemos o&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;José Sarney&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;em 1965 para ser o governador do Maranhão. Nessa época eu já era presidente do&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Pindaré Mirim&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/strong&gt;, que congregava trabalhadores rurais de toda a grande região do&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;Pindaré&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/strong&gt;. Mesmo sem ainda ter uma sólida consciência de classe eu já havia sido preso e espancado severamente pela polícia da ditadura militar. Foi por conta dessa perseguição que eu passei a acreditar nas promessas do&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;Sarney&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;que caso fosse eleito iria ser uma força aliada dos trabalhadores contra a repressão da ditadura militar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 12pt;"&gt;No dia 13 de julho de 1968 o&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;Sindicato de Trabalhadores Rurais de Pindaré Mirim&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;havia convocado uma reunião da categoria para receber a visita de um médico para tratar questões relacionadas à saúde dos associados e associadas. O Prefeito do município na época mandou informar que iria fazer uma visita ao sindicato neste mesmo dia. Por volta das 10 horas da manhã chegou um pessoal dizendo que queria falar com o presidente do sindicato. Quando eu apontei na porta fui recebido por tiro de fuzil que estraçalhou minha perna. A ação e os disparos foram efetuados pela polícia militar. Outros companheiros também foram atingidos por bala, mas felizmente não houve morte. Eu fui levado aprisionado e jogado na cadeia sem receber nenhum tratamento no ferimento, o que levou minha perna a gangrenar e ter que ser amputada.&lt;strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;Sarney&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;se encontrava em viagem para o Japão e quando retornou manifestou desconhecimento da questão e mandou seus assessores manter contato comigo, oferecendo apoio para a minha família, uma perna mecânica, uma casa e outras ofertas, desde que eu me tornasse um defensor do seu governo. Eu respondi que não estava preso por ser bandido, que minha perna tinha sido arrancada por bala da própria polícia militar do estado sob seu governo. Portanto, minha perna era responsabilidade da classe que eu representava, minha perna era a minha classe. Desde então eu passei a ser considerado um inimigo do Estado militar, passando a ser alvo de permanente perseguição. Fui preso 9 vezes e submetido às piores torturas que um ser humano é capaz de suportar. Vi muitos de meus companheiros e companheiras serem torturados e morto(a)s por ordem do governo militar do qual&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;Sarney&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;se tornou parte num primeiro momento como governador do Maranhão e posteriormente como Senador Biônico. Vale ressaltar que foi no primeiro governo da nascente&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;oligarquia Sarney&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/strong&gt;, que foi promulgada a Lei Estadual 2.979, regulamentada pelo Decreto 4.028 de 28 de novembro de 1969, a qual facultava a venda de terras devolutas sem licitação a grupos organizados em sociedade anônima. Essa lei foi o maior instrumento de legalização da grilagem das terras do Maranhão, particularmente na&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;região do Pindaré&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;(ASSELIN, 1982, p. 129). Essa grilagem promoveu a expulsão das famílias agricultoras de suas posses e a migração de milhares de famílias camponesas maranhenses para outros estados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 12pt;"&gt;Eu escapei com vida, embora mutilado e com seqüelas físicas e psicológicas profundas, por conta da solidariedade da anistia internacional, das igrejas católicas e evangélicas, da&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;AP&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;como principal mobilizadora dos apoios e até do&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;Partido Comunista do Brasil&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;que na ocasião fez uma ampla campanha internacional pela preservação da minha vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 12pt;"&gt;Finalmente, fui exilado na Suiça de onde continuei denunciando as atrocidades da ditadura militar nas oportunidades que tive de viajar por vários países europeus. Foi também no exílio juntamente com companheiros refugiados que começamos a discutir a idéia já em discussão no Brasil de criação do&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;Partido dos Trabalhadores&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;e também de uma central sindical.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 12pt;"&gt;Meu companheiro&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;Lula&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/strong&gt;, hoje vivemos um novo momento na história do Brasil; aquelas lutas dos anos 50, 60, 70, 80 e 90 não foram em vão; tivemos prejuízos enormes, pois muitas vidas foram ceifadas pela virulência dos detentores do poder do capital; porém, temos um saldo expressivo de vitórias; hoje temos um partido que se tornou a maior expressão política da classe trabalhadora na América Latina; temos o melhor presidente da história desse gigantesco país, que ironicamente é um trabalhador operário e nordestino, que assim como eu quase não teve acesso a estudos escolares. Eu confesso a você que sinto um imenso orgulho de ter participado desde os primeiros momentos da construção dessa grandiosa e ousada empreitada. Porém, companheiro presidente, ultimamente eu tenho vivido as maiores angustias que um homem com minha trajetória de vida é capaz de imaginar e suportar. Receber a imposição de uma tese defendida pela&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;Direção Nacional&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;do meu partido e até onde me foi informado pelo próprio companheiro presidente de que o nosso projeto político e social passa agora pelo fortalecimento da hegemonia da oligarquia sarneysta no Maranhão. Eu sei do malabarismo que o companheiro presidente tem precisado fazer para garantir alguma condição de governabilidade, porém, sei do alto custo que é cobrado por esses apoios conjunturais, e que nosso governo vem pagando a todos esses ônus. Companheiro, tudo precisa ter algum limite e tal limite é a nossa dignidade. O que está sendo imposto a nós petistas do Maranhão extrapola todos os limites da tolerância e fere de morte a nossa honra e a nossa história. Eu pessoalmente, há mais de 50 anos venho travando uma luta contra os poderes oligárquicos e contra os exploradores da classe trabalhadora neste país. Por conta disso perdi dezenas de companheiros e companheiras que foram barbaramente trucidados por essas forças reacionárias. Como que agora meus próprios companheiros de partido querem me obrigar a fazer a defesa dessas figuras que me torturaram e mataram meus mais fieis companheiros e companheiras. Vocês podem ter certeza que essa é a pior de todas as torturas que se pode impor a um homem. Uma tortura que parte dos próprios companheiros que ajudamos a fortalecer e projetar como nossos representantes no partido e na esfera de poder do Estado, na perspectiva de um projeto estratégico da classe trabalhadora. Estou falando do fundo de minha alma em honra à minha história e à de meus companheiros e companheiras que foram assassinadas pelas forças oligárquicas e de extrema direita neste país.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 12pt;"&gt;Estou animado para fazer a campanha da companheira&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;Dilma&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/strong&gt;, assim como para fazer uma aguerrida campanha política em prol do fortalecimento do PT no Maranhão e para construir um projeto político alternativo à oligarquia sarneysta, juntamente com os partido do campo democrático e popular na&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;Coligação PT, PCdoB e PSB&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/strong&gt;. Esta foi a tática vitoriosa em nosso encontro estadual realizado nos dias 26 e 27 de março, que aprovou por maioria de votos, da forma mais transparente possível e cumprindo todos os preceitos legais o nome do companheiro&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;Flávio Dino&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;para candidato dessa aliança legitimamente de esquerda e respaldada pelas mais expressivas organizações da classe trabalhadora deste estado que publicamente se manifestaram, a exemplo da&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;Federação dos Trabalhadores na Agricultura – FETAEMA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;e a&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;CUT&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/strong&gt;. Assim, penso que estamos sendo coerentes com a nossa história e identidade classista. Portanto, estou fazendo este apelo ao mais ilustre companheiro de partido e confessando em alto e bom som que não aceitarei sob nenhuma hipótese a tese de que nestas alturas de minha vida eu tenha que negar minha identidade e desonrar a memória de meus companheiros e companheiras que foram caçados e exterminados pela oligarquia e os detentores do capital no Maranhão, no Brasil e mundo inteiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 12pt;"&gt;Lamento e peço desculpas se este meu posicionamento desagrada o companheiro e a D&lt;strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;ireção Nacional do PT&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/strong&gt;, mas não posso me omitir diante de uma tese destruidora de nossa identidade coletiva e que representa a negação de tudo que temos afirmado nas nossas palavras e ações. Espero poder contar com a solidariedade e compreensão do meu histórico companheiro de utopias e lutas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 12pt;"&gt;Atenciosamente,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 12pt;"&gt;Manoel da Conceição Santos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&amp;nbsp;- Membro Fundador do PT e primeiro Secretário Agrário Nacional&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: 'Times New Roman'; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 12pt;"&gt;Imperatriz - MA, 03 de junho 2010&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-5561767711996801879?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/5561767711996801879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/5561767711996801879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2010/06/carta-de-manoel-da-conceicao.html' title='Carta de Manoel da Conceição'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-2977750570259201045</id><published>2010-05-27T06:14:00.000-07:00</published><updated>2010-05-27T06:14:04.728-07:00</updated><title type='text'>É Sempre bom Lembrar</title><content type='html'>&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É SEMPRE BOM LEMBRAR !!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Lima&lt;br /&gt;(Economista e Professor da UFRJ)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e&lt;br /&gt;pobres à condição de consumidores; e que também não entende de&lt;br /&gt;economia; pagou as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda&lt;br /&gt;empresta algum aos ricos.&lt;br /&gt;Lula, o analfabeto, que não entende de educação, criou mais escolas e&lt;br /&gt;universidades que seus antecessores juntos [14 universidades públicas&lt;br /&gt;e estendeu mais de 40 campi], e ainda criou o PRÓ-UNI, que leva o&lt;br /&gt;filho do pobre à universidade [meio milhão de bolsa para pobres em&lt;br /&gt;escolas particulares].&lt;br /&gt;Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas, elevou o&lt;br /&gt;salário mínimo&lt;br /&gt;de 64 para mais de 291 dólares [valores de janeiro de 2010], e não&lt;br /&gt;quebrou a previdência como queria FHC.&lt;br /&gt;Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse&lt;br /&gt;que o Brasil está melhor que o mundo. Embora o PIG-Partido da Imprensa&lt;br /&gt;Golpista, que entende de tudo, diga que não.&lt;br /&gt;Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada,&lt;br /&gt;reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o país à&lt;br /&gt;liderança mundial de combustíveis renováveis [maior programa de&lt;br /&gt;energia alternativa ao petróleo do planeta].&lt;br /&gt;Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas&lt;br /&gt;mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes,&lt;br /&gt;passou a ser respeitado e enterrou o G-8 [criou o G-20].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi&lt;br /&gt;sindicalista brucutu; mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros&lt;br /&gt;do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce&lt;br /&gt;liderança absoluta sem ser imperialista. Tem fácil trânsito junto a&lt;br /&gt;Chaves, Fidel, Obama, Evo etc. Bobo que é, cedeu a tudo e a todos.&lt;br /&gt;Lula, que não entende de mulher nem de negro, colocou o primeiro negro&lt;br /&gt;no Supremo (desmoralizado por brancos) uma mulher no cargo de primeira&lt;br /&gt;ministra, e que pode inclusive, fazê-la sua sucessora.&lt;br /&gt;Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha (a convite&lt;br /&gt;dela) e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.&lt;br /&gt;Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes,&lt;br /&gt;criou o PAC; antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o&lt;br /&gt;Estado investir; hoje o PAC é um amortecedor da crise.&lt;br /&gt;Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a&lt;br /&gt;indústria automobilística a bater recorde no trimestre [como também na&lt;br /&gt;linha branca de eletrodomésticos].&lt;br /&gt;Lula, que não entende de português&lt;br /&gt;nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais; é&lt;br /&gt;respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes no&lt;br /&gt;mundo atual [o melhor do mundo para o Le Monde, Times, News Week,&lt;br /&gt;Financial Times e outros...].&lt;br /&gt;Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já&lt;br /&gt;tinha empatia e relação direta com George Bush - notada até pela&lt;br /&gt;imprensa americana - e agora tem a mesma empatia com Barack Obama.&lt;br /&gt;Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um&lt;br /&gt;agitador;.. é amigo do tal John Sweeny [presidente da AFL-CIO -&lt;br /&gt;American Federation Labor-Central Industrial Congres - a central de&lt;br /&gt;trabalhadores dos Estados Unidos, que lá sim, é única...] e entra na&lt;br /&gt;Casa Branca com&lt;br /&gt;credencial de negociador e fala direto com o Tio Sam lá, nos "States".&lt;br /&gt;Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa&lt;br /&gt;é autor da [maior] mudança geopolítica das Américas [na história].&lt;br /&gt;Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca&lt;br /&gt;estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna&lt;br /&gt;interlocutor universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de&lt;br /&gt;bravatas; faz história e será lembrado por um grande legado, dentro e&lt;br /&gt;fora do Brasil.&lt;br /&gt;Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é&lt;br /&gt;um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com&lt;br /&gt;Israel.&lt;br /&gt;Lula, que não entende nada de nada;.. é bem melhor que todos os outros&lt;br /&gt;antecessores...!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Lima&lt;br /&gt;Economista e professor de economia da&lt;br /&gt;UFRJ&lt;br /&gt;***************************************&lt;br /&gt;UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #0066cc;"&gt;&lt;u&gt;&lt;a href="http://www.uern.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;http://www.uern.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-2977750570259201045?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/2977750570259201045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/2977750570259201045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2010/05/e-sempre-bom-lembrar.html' title='É Sempre bom Lembrar'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-3945877531052658635</id><published>2010-04-08T07:58:00.001-07:00</published><updated>2010-04-08T07:58:23.153-07:00</updated><title type='text'>A reprise de 2006. Agora, como farsa</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Lucida Grande'; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;por Luiz Carlos Azenha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, sans-serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;Em 2005 e 2006 eu era repórter especial da TV Globo. Tinha salário de executivo de multinacional. Trabalhei na cobertura da crise política envolvendo o governo Lula.&lt;br /&gt;Fui a Goiânia, onde investiguei com uma equipe da emissora o caixa dois do PT no pleito local. Obtivemos as provas necessárias e as reportagens foram ao ar no Jornal Nacional. O assunto morreu mais tarde, quando atingiu o Congresso e descobriu-se que as mesmas fontes financiadoras do PT goiano também tinham irrigado os cofres de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;outros partidos(como sempre)&lt;/strong&gt;. Ou seja, a&lt;strong&gt;&amp;nbsp;“crise”&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;tornou-se inconveniente.&lt;br /&gt;Mais tarde, já em 2006, houve um pequena&amp;nbsp;&lt;strong&gt;revolta de profissionais da Globo paulista&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;contra a cobertura política que atacava o PT mas&lt;strong&gt;&amp;nbsp;poupava o PSDB.&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;Alguns dos colegas sairam da emissora, outros ficaram. Como resultado de um encontro interno ficou decidido que deixaríamos de fazer uma cobertura seletiva das capas das revistas semanais.&lt;br /&gt;Funciona assim: a Globo escolhe algumas capas para repercutir,&amp;nbsp;&lt;strong&gt;mas esconde outras&lt;/strong&gt;. Curiosamente e coincidentemente, as capas repercutidas trazem ataques ao&amp;nbsp;&lt;strong&gt;governo e ao PT&lt;/strong&gt;. As capas&lt;strong&gt;&amp;nbsp;“esquecidas”&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;podem causar embaraço ao PSDB ou ao DEM. Aquela capa da Caros Amigos sobre o filho que Fernando Henrique Cardoso exilou na Europa, por exemplo, jamais atenderia aos critérios de Ali Kamel(o chefe do jornalismo Global), que exerce sobre os profissionais da emissora a mesma vigilância que o&amp;nbsp;&lt;strong&gt;cardeal Ratzinger dedicava aos “insubordinados”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Aquela capa da Caros Amigos, como vimos estava factualmente correta. O filho de FHC só foi “assumido” quando ele estava longe do poder. Já a capa da Veja sobre os dólares de Fidel Castro para a campanha de Lula mereceu cobertura no Jornal Nacional de sábado, ainda que a denúncia jamais tenha sido comprovada.&lt;br /&gt;Funciona assim: aos sábados, o Jornal Nacional repercute acriticamente as capas da Veja que trazem denúncias contra o governo Lula e aliados. É o que se chama no meio de “dar pernas” a um assunto, garantir que ele continue repercutindo nos dias seguintes.&lt;br /&gt;Pois bem, no episódio que já narrei aqui no blog eu fui encarregado de fazer uma reportagem sobre as&amp;nbsp;&lt;strong&gt;ambulâncias superfaturadas&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;compradas pelo governo quando José Serra era ministro da Saúde no governo FHC. Havia, em todo o texto, um número embaraçoso para Serra, que concorria ao governo paulista: a maioria das ambulâncias superfaturadas foi comprada quando ele era ministro.&lt;br /&gt;Ainda assim, os chefes da Globo paulista garantiram que a reportagem iria ao ar.&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Sábado, nada&lt;/strong&gt;.&lt;strong&gt;Segunda, nada&lt;/strong&gt;. Aparentemente,&amp;nbsp;&lt;strong&gt;alguém no Rio decidiu engavetar o&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;assunto&lt;/strong&gt;. E é essa a base do que tenho denunciado continuamente neste blog:&amp;nbsp;&lt;strong&gt;alguns escândalos valem mais que outros&lt;/strong&gt;, algumas denúncias valem mais que outras, os recursos humanos e técnicos da emissora — vastos, aliás — acabam mobilizados em defesa de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;certos interesses e para atacar outros.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nesta campanha eleitoral já tem sido assim: a seletividade nas capas repercutidas foi retomada recentemente, quando a revista Veja fez denúncias contra o tesoureiro do PT. Um colega, ex-Globo, me encontrou e disse:&amp;nbsp;&lt;strong&gt;“A fórmula é a mesma. Parece reprise”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, podemos esperar mais do mesmo:&lt;br /&gt;– Sob o argumento de que a emissora está concedendo “tempo igual aos candidatos”, se esconde uma armadilha, no conteúdo do que é dito ou no assunto que é escolhido. Frequentemente, em 2006, era assim: repercutindo um assunto determinado pela chefia, a Globo ouvia três candidatos atacando o governo (Geraldo Alckmin, Heloisa Helena e Cristovam Buarque) e Lula ou um assessor defendendo. Ou seja, era um minuto e meio de ataques e 50 segundos de contraditório.&lt;br /&gt;– O&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Bom Dia Brasil&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;é reservado a tentar definir a agenda do dia, com ampla liberdade aos comentaristas para trazer à tona assuntos que em tese favoreçam um candidato em detrimento de outro.&lt;br /&gt;– O&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Jornal da Globo&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;se volta para alimentar a tropa, recorrendo a um grupo de “especialistas” cuja origem torna os comentários previsíveis.&lt;br /&gt;– Mensagens políticas invadem os programas de entretenimento, como quando Alexandre Garcia foi para o sofá de Ana Maria Braga ou convidados aos quais a emissora&amp;nbsp;&lt;strong&gt;paga&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;favores&lt;/strong&gt;acabam “entrevistados” no programa do Jô.&lt;br /&gt;A diferença é que, graças a ex-profissionais da Globo como&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Rodrigo Vianna&lt;/strong&gt;,&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Marco Aurélio Mello&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;e outros, hoje milhares de telespectadores e internautas se tornaram fiscais dos métodos que Ali Kamel implantou no jornalismo da emissora. Ele acha que consegue enganar alguém ao&lt;strong&gt;distorcer, deturpar e omitir.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É mais do mesmo, com um gostinho de repeteco no ar. A história se repete,&amp;nbsp;&lt;strong&gt;agora com gostinho de farsa.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Querem tirar a prova? Busquem no site do Jornal Nacional daquele período quantas capas da Veja ou da Época foram repercutidas no sábado. Copiem as capas das revistas que foram repercutidas. Confiram o conteúdo das capas e das denúncias. Depois, me digam o que vocês encontraram.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-3945877531052658635?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/3945877531052658635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/3945877531052658635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2010/04/reprise-de-2006-agora-como-farsa.html' title='A reprise de 2006. Agora, como farsa'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-6075554788866811251</id><published>2010-03-28T10:28:00.001-07:00</published><updated>2010-03-28T10:28:34.219-07:00</updated><title type='text'>Carter: Kátia Abreu recebe 25 vezes mais dinheiro do Governo do que o MST</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;Por Paulo Henrique Amorim&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;Em dezembro de 2009, Miguel Carter concluiu o trabalho de organizar o livro ‘Combatendo a Desigualdade Social – O MST e a Reforma Agrária no Brasil.’. É um lançamento da Editora UNESP, que reúne colaborações de especialistas&amp;nbsp; sobre a questão agrária e o papel do MST pela luta pela Reforma Agrária no Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;Esta semana, ele conversou com Paulo Henrique Amorim, por telefone.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;PHA – Professor Miguel, o senhor é professor de onde?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;MC – Eu sou professor da American University, em Washington D.C.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;PHA – Há quanto tempo o senhor estuda o problema agrário no Brasil e o MST?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;MC- Quase duas décadas já. Comecei com as primeiras pesquisas no ano de 91.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;PHA – Eu gostaria de tocar agora em alguns pontos específicos da sua introdução “Desigualdade Social Democracia no Brasil”. O senhor descreve, por exemplo, a manifestação de 2 de maio de 2005, em que, por 16 dias, 12 mil membros do MST cruzaram o serrado para chegar a Brasília. O senhor diz que, provavelmente, esse é um dos maiores eventos de larga escala do tipo marcha na história contemporânea. Que comparações o senhor faria ?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;MC – Não achei outra marcha na história contemporânea mundial que fosse desse tamanho. A gente tem exemplo de outras mobilizações importantes, em outros momentos, mas não se comparam na duração e no numero de pessoas a essa marcha de 12 mil pessoas. Houve depois, como eu relatei no rodapé, uma mobilização ainda maior na Índia, também de camponeses sem terra. Mas a de 2005 era a maior marcha.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;PHA – O senhor compara esse evento, que foi no dia 2 de maio de 2005, com outro do dia 4 de junho de 2005 – apenas 18 dias após a marcha do MST – com uma solenidade extremamente importante aqui em São Paulo que contou com&amp;nbsp; Governador Geraldo Alckmin, sua esposa, Dona Lu Alckmin, e nada mais nada menos do que um possível candidato do PSDB a Presidência da República, José Serra, que naquela altura era prefeito de São Paulo. Também esteve presente Antônio Carlos Magalhães, então influente senador da Bahia. Trata-se da inauguração da Daslu. Por que o senhor resolver confrontar um assunto com o outro ?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;MC – Porque eu achei que começar o livro com simples estatísticas de desigualdades sociais seria um começo muito frio. Eu acho que um assunto como esse precisa de uma introdução que também suscite emoções de fato e (chame a atenção para) a complexidade do fenômeno da desigualdade no Brasil. A coincidência de essa marcha ter acontecido quase ao mesmo tempo em que se inaugurava a maior loja de artigos de luxo do planeta refletia uma imagem, um contraste muito forte dessa realidade gravíssima da desigualdade social no Brasil. E mostra nos detalhes como as coisas aconteciam, como os políticos se posicionavam de um lado e de outro, como é que a grande imprensa retratava os fenômenos de um lado e de outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;PHA – O senhor sabe muito bem que a grande imprensa brasileira – que no nosso site nós chamamos esse pessoal de PiG (Partido da Imprensa Golpista) -&amp;nbsp; a propósito da grande marcha do MST, a imprensa ficou muito preocupada como foi financiada a marcha. O senhor sabe que agora está em curso uma Comissão Parlamentar de Inquérito Mista, que reúne o Senado e a Câmara, para discutir, entre outras coisas, a fonte de financiamento do MST. Como o senhor trata essa questão ? De onde vem o dinheiro do MST ?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;MC _ Tem um capítulo 9 de minha autoria feito em conjunto com o Horácio Marques de Carvalho que tem um segmento que trata de mostrar o amplo leque de apoio que o MST tem, inclusive e apoio financeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;PHA – O capítulo se chama “Luta na terra, o MST e os assentamentos” -&amp;nbsp; é esse ?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;MC – Exatamente. Há uma parte onde eu considero sete recursos internos que o MST desenvolveu para fortalecer sua atuação, nesse processo de fazer a luta na terra, de fortalecer as suas comunidades, seus assentamentos. E aí tem alguns detalhes, alguns números interessantes. Porque eu apresento dados do volume de recursos que são repassados para entidades parceiras por parte do Governo Federal.&amp;nbsp;&lt;strong style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;Eu sublinho no rodapé dessa mesma página o fato de que as principais entidades ruralistas do Brasil têm recebido 25 vezes mais subsídios do Governo Federal (do que o MST).&lt;/strong&gt;&amp;nbsp; E o curioso de tudo isso é que só fiscalizado como pobre recebe recurso público. Mas, sobre os ricos, que recebem um volume de recursos 25 vezes maior que o dos pobres, (sobre isso) ninguém faz nenhuma pergunta, ninguém fiscaliza nada. Parece que ninguém tem interesse nisso. E aí o Governo Federal subsidia advogados, secretárias, férias, todo tipo de atividade dos ruralistas. Então chama a atenção que propriedade agrária no Brasil, ainda que modernizada e renovada, continua ter laços fortes com o poder e recebe&amp;nbsp; grande fatia de recursos públicos. Isso são dados do próprio Ministério da Agricultura,&amp;nbsp; mencionados também nesse capítulo. Ainda no Governo Lula, a agricultura empresarial recebeu sete vezes mais recursos públicos do que a agricultura familiar. Sendo que a&amp;nbsp; agricultura familiar emprega 80% ou mais dos trabalhadores rurais.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;PHA – Qual é a responsabilidade da agricultura familiar na produção de alimentos na economia brasileira ?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;MC – Na página 69 há muitos dados a esse respeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;PHA- Aqui: a mandioca, 92% saem da agricultura familiar. Carne de frango e ovos, 88%. Banana, 85%.. Feijão,&amp;nbsp; 78%. Batata, 77%. Leite, 71%. E café,&amp;nbsp; 70%. É o que diz o senhor na página 69 sobre o papel da agricultura familiar. Agora, o senhor falava de financiamentos públicos. Confederação Nacional da Agricultura, presidida pela&amp;nbsp; senadora Kátia Abreu, que talvez seja candidata a vice-presidente de José Serra, a Confederação Nacional da Agricultura recebe do Governo Federal mais dinheiro do que o MST ?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;MC – Muito mais. Essas entidades ruralistas em conjunto, a CNA, a SRB, aquela entidade das grandes cooperativas, em conjunto elas recebem 25 vezes do valor que recebem as entidades parceiras do MST. Esses dados, pelo menos no período 1995 e 2005, fizeram parte do relatório da primeira CPI do MST. O relatório foi preparado pelo deputado João Alfredo, do Ceará.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;PHA – O senhor acredita que o MST conseguirá realizar uma reforma agrária efetiva ? A sua introdução mostra que a reforma agrária no Brasil é a mais atrasada de todos os países que fazem ou fizeram reforma agrária. Que o Brasil é o lanterninha da reforma agrária. Eu pergunto: por que o MST não consegue empreender um ritmo mais eficaz ?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;MC – Em primeiro lugar, a reforma agrária é feita pelo Estado. O que os movimentos sociais como o MST e os setenta e tantos outros que existem em todo o Brasil fazem é pressionar o Estado para que o Estado cumpra o determinado na Constituição. É a cláusula que favorece a reforma agrária. O MST não é responsável por fazer. É responsável por pressionar o Governo. Acontece que nesse país de tamanha desigualdade, a história da desigualdade está fundamentalmente ligada à questão agrária. Claro que, no século 20, o Brasil, se modernizou, virou muito mais complexo, surgiu todo um setor industrial, um setor financeiro, um comercial. E a (economia) agrária já não é mais aquela, com tanta presença no Brasil. Mas,&amp;nbsp; ainda sim, ficou muito forte pelo fato de o desenvolvimento capitalista moderno no campo, nas últimas décadas, ligar a propriedade agrária ao setor financeiro do país. É o que prova, por exemplo, de um banqueiro (condenado há dez anos por subornar um agente federal – PHA) como o Dantas acabar tendo enormes fazendas no estado do Pará e em outras regiões do Brasil. Houve então uma imbricação muito forte entre a elite agrária e a elite financeira. E agora nessa última década ela se acentuou num terceiro ponto em termos de poder econômico que são os transacionais, o agronegócio. Cargill, a Syngenta… Antes, o que sustentava a elite agrária era uma forte aliança patrimonialista com o Estado. Agora, essa aliança se sustenta em com setor transacional e o setor financeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;PHA – Um dos sustos que o MST provoca na sociedade brasileira, sobretudo a partir da imprensa, que eu chamo de PiG, é que o MST pode ser uma organização revolucionária – revolucionária no sentido da Revolução Russa de 1917 ou da Revolução Cubana de 1959. Até empregam aqui no Brasil, como economista Xico Graziano, que hoje é secretário de José Serra, que num artigo que o senhor fala em “terrorismo agrário”. E ali Graziano compara o MST ao Primeiro Comando da Capital. O Primeiro Comando da Capital, o PCC, que, como se sabe ocupou por dois dias a cidade de São Paulo, numa rebelião histórica. Eu pergunto: o MST é uma instituição revolucionária ?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;MC – No sentido de fazer uma revolução russa, cubana, isso uma grande fantasia. E uma fantasia às vezes alardeada com maldade, porque eu duvido que uma pessoa como o Xico Graziano, que já andou bastante pelo campo no Brasil, não saiba melhor. Ele sabe melhor. Mas eu acho que (o papel do)&amp;nbsp; MST é (promover) uma redistribuição da propriedade. E não só isso, (distribuição) de recursos públicos, que sempre privilegiou os setores mais ricos e poderosos do país. Há, às vezes, malícia mesmo de certos jornalistas, do Xico Graziano, Zander Navarro, dizendo que o MST está fazendo uma tomada do Palácio da Alvorada. Eles nunca pisaram em um acampamento antes. Então, tem muito intelectual que critica sem saber nada. O importante desse (“Combatendo a desigualdade social”) é que todos os autores têm longos anos de experiência (na questão agrária). A grande maioria tem 20, 30 anos de experiência e todos eles têm vivência em acampamento e assentamentos. Então conhecem a realidade por perto e na pele. O Zander Navarro, por exemplo, se alguma vez acompanhou de perto o MST, foi há mais de 15 anos. Tem que ter acompanhamento porque o MST é de fato um movimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;strong style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;PHA – Ou seja, na sua opinião há uma hipertrofia do que seja o MST ? Há um exagero exatamente para criar uma situação política ?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;MC – Exatamente. Eu acho que há interesse por detrás desse exagero. O exagero às vezes é inocente por gente que não sabe do assunto. Mas às vezes é malicioso e procura com isso criar um clima de opinião para reprimir, criminalizar o MST ou cortar qualquer verba que possa ir para o setor mais pobre da sociedade brasileira. Há muito preconceito de classe por trás (desse exagero).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-6075554788866811251?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/6075554788866811251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/6075554788866811251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2010/03/carter-katia-abreu-recebe-25-vezes-mais.html' title='Carter: Kátia Abreu recebe 25 vezes mais dinheiro do Governo do que o MST'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-371396453534456936</id><published>2010-03-25T06:39:00.000-07:00</published><updated>2010-03-25T06:39:08.131-07:00</updated><title type='text'>OS CRISTÃOS ASSASSINADOS NO PAQUISTÃO ERAM MUÇULMANOS</title><content type='html'>&lt;div align="CENTER" class="western" style="font-style: normal; line-height: 0.54cm; margin-bottom: 0cm; orphans: 2; widows: 2;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 0.46cm; margin-bottom: 0cm; orphans: 2; text-indent: 1.25cm; widows: 2;"&gt; &lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Comic Sans MS';"&gt;Harold Segura&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 0.46cm; margin-bottom: 0cm; orphans: 2; text-indent: 1.25cm; widows: 2;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 0.46cm; margin-bottom: 0cm; orphans: 2; text-indent: 1.25cm; widows: 2;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Comic Sans MS';"&gt;&lt;/span&gt;“...Se alguém mata a ser humano... Será como se tivesse matado a toda a humanidade.” (Alcorão, 5:32)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 0.46cm; margin-bottom: 0cm; orphans: 2; text-indent: 1.25cm; widows: 2;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 0.46cm; margin-bottom: 0cm; orphans: 2; text-indent: 1.25cm; widows: 2;"&gt; &lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A notícia me assustou. Os sete membros da equipe de trabalho da Visão Mundial no Paquistão, assassinados na semana passada eram muçulmanos e não cristãos. Primeiramente se disse que eram cristãos perseguidos por grupos&lt;i&gt;islâmicos terroristas&lt;/i&gt;. Assim recebi as primeiras notícias. Era a versão que melhor encaixava com o estereótipo ocidental das perseguições religiosas: os muçulmanos matam os cristãos e estes fogem ante a fúria terrorista dos perseguidores do Islã. Uma versão que não permite aprofundar nas causas reais da violência no mundo e quem são suas vítimas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 0.46cm; margin-bottom: 0cm; orphans: 2; text-indent: 1.25cm; widows: 2;"&gt; &lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Informaram que os mortos eram seis; agora são sete. Imtiaz John foi levado ferido ao hospital de Abbotabad depois de sofrer o ataque no dia 10 de março. Seu estado de saúde piorou e veio a falecer no domingo dia 14 em um hospital de Isalambed para onde havia sido transferido dias antes, com o fim de obter uma atenção mais especializada.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 0.46cm; margin-bottom: 0cm; orphans: 2; text-indent: 1.25cm; widows: 2;"&gt; &lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Morreram, no total, cinco homens e duas mulheres que exerciam diferentes tarefas na Visão Mundial no Paquistão. Muhammad Ayaz, engenheiro; Zaryab Yousaf que trabalhava na área de monitoramento e avaliação; Liaqat Ali, motorista; Kehkashan Zia, oficial de programas e projeto social que trabalhava em Oghi, a cidade onde ocorreram os fatos; Jamshadai e Imtiaz John, coordenador de projetos. Todos trabalhavam na defesa, proteção e promoção dos direitos de suas comunidades, apoiavam seu desenvolvimento e lutavam para reduzir a pobreza e a injustiça. Morreram promovendo os valores do Reino de Deus e, cumprindo, a sua maneira e segundo sua fé, com sua vocação de serviço as pessoas mais necessitadas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 0.46cm; margin-bottom: 0cm; orphans: 2; text-indent: 1.25cm; widows: 2;"&gt; &lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A pergunta do porque uma organização de vocação cristã como Visão Mundial trabalha com crentes de outros credos religiosos é válida. Uma das políticas institucionais afirma que, apesar da norma da organização de “contratar pessoal que seja seguidor de Cristo, a contratação de pessoal de outras religiões é algumas vezes um requisito necessário para trabalhar de maneira eficaz em um país ou comunidade”. E acrescenta este documento que “se bem temos clareza sobre nosso compromisso cristão, reconhecemos o valor, dentro dos contextos de certos países, de empregar a seguidores de outros tipos de fé que estão dispostos a apoiar nossa missão e nossos valores. Esta parte da política interna se encerra afirmando o seguinte: “ Encorajamos entre nosso pessoal a compreensão mútua das crenças e práticas básicas das religiões do mundo dentro de seus respectivos contextos”. Esta é uma declaração oficial assinada a poucos meses, porém praticada a vários anos. Visão Mundial serve a Jesus e promove seu Reino dando testemunho da reconciliação, respeito mútuo e colaboração inter-religiosa em favor das comunidades empobrecidas. Assim o faz como testemunho do amor de Deus ao mundo e como conseqüência do modelo de serviço de Jesus, nosso mestre. Nossa missão afirma que somos “ uma confraternidade internacional de cristãos cuja missão é seguir a Jesus Cristo, trabalhando com os pobres e oprimidos para promover a transformação humana, buscar a justiça e testificar as boas novas do Reino de Deus”. Missão que também se cumpre, em alguns países, com a colaboração de fiéis de outras religiões não cristãs.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 0.46cm; margin-bottom: 0cm; orphans: 2; text-indent: 1.25cm; widows: 2;"&gt; &lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;As notícias dizem que o culpado pelo ataque contra a Visão Mundial foi um grupo de militantes muçulmanos vinculados a Al Qaeda. Chegaram, “cerca de 10 homens, todos com máscaras. Derrubaram as portas, tiraram todos do escritório, os colocaram em um lugar e logo começaram a disparar... de saída lançaram uma bomba”. É a conhecida história da violência que faz de Deus (Alá em alguns casos, Yahweh ou Jehová em outros) uma desculpa para a crueldade. Matam em nome de um deus que não é nem o do Alcorão nem da Bíblia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 0.46cm; margin-bottom: 0cm; orphans: 2; text-indent: 1.25cm; widows: 2;"&gt; &lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;As vítimas, neste caso, não foram cristãos ocidentais, foram muçulmanos paquistaneses que haviam decidido trabalhar junto a cristãos de todo o mundo e lutar contra a pobreza e a injustiça presente em seu próprio povo. Não eram cristãos; apesar de alguns respeitados teólogos terem denominado aos “&lt;i&gt;bons não cristãos&lt;/i&gt;”, com o título de “&lt;i&gt;cristãos anônimos&lt;/i&gt;”, ( Karl Rahner) ou de “&lt;i&gt;christianus designatus&lt;/i&gt;”, ( Karl Barth). Eram muçulmanos, fieis seguidores do islamismo (é preciso dizer isto em honra a todos eles e por respeito a fé que professavam), homens e mulheres de boa vontade, construtores da paz, testemunhas da esperança. Pessoas como as quais o Reino de Deus tem crescido e seguirá crescendo, mesmo contra as forças obscuras da maldade disfarçada da piedade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 0.46cm; margin-bottom: 0cm; orphans: 2; text-indent: 1.25cm; widows: 2;"&gt; &lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Depois de ministrar uma cerimônia litúrgica simples em homenagem aos sete paquistaneses assassinados, fui para meu escritório e segui pensando neles e em sua contribuição para a causa de Jesus. Recordei também das palavras do bispo Oscar A. Romero (este sim um mártir cristão) que dizia: “O reino de Deus está mais a frente das fronteiras da Igreja. A Igreja aprecia todo aquele que sintoniza com sua luta para implantar o Reino de Deus”. Sim, tem razão. O Reino transcende as fronteiras da Igreja. No Paquistão, morreram sete pessoas que, sem chamar-se cristãos, também trabalhavam na promoção deste Reino. “Deus é grande. Que a paz e misericórdia de Deus esteja convosco”, como reza uma oração do Islã.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-371396453534456936?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/371396453534456936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/371396453534456936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2010/03/os-cristaos-assassinados-no-paquistao.html' title='OS CRISTÃOS ASSASSINADOS NO PAQUISTÃO ERAM MUÇULMANOS'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-5685056902045507221</id><published>2010-03-15T10:06:00.000-07:00</published><updated>2010-03-15T10:27:20.147-07:00</updated><title type='text'>QUANDO EU MORRER, QUERO ESTAR VIVO</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 11px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="pCTitle pCTitleMod" style="font: normal normal normal small/normal Arial, Verdana, sans-serif; margin-bottom: 10px; margin-left: 15px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;a href="http://blogdomarson.zip.net/"&gt;Marson Guedes&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="pCText pCTextMod" style="font-family: Arial; font-size: 11px; font: normal normal normal small/normal Arial, Verdana, sans-serif; margin-bottom: 10px; margin-left: 15px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: normal normal normal small/normal Arial, Verdana, sans-serif; margin-bottom: 10px; margin-left: 15px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font: normal normal normal small/normal Arial, Verdana, sans-serif; margin-bottom: 10px; margin-left: 15px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;div style="font: normal normal normal small/normal Arial, Verdana, sans-serif; margin-bottom: 10px; margin-left: 15px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Devia ter bem uns 80 anos, não menos do que 75. As rugas denunciavam a avançada faixa etária. Mas não foram os sinais de terceira para quarta idade que chamaram minha atenção. Foi que ela estava viva. "Quando morrer, quero estar vivo", foi a frase que esta senhora evocou em mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="font: normal normal normal small/normal Arial, Verdana, sans-serif; margin-bottom: 10px; margin-left: 15px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;É uma frase de efeito, pois eu e você sabemos que, para morrer, é preciso estar vivo. Óbvio, redundante. Mas pense bem, e verá que é possível estar biologicamente vivo e morto por dentro. São as pessoas com olhar embotado, sorriso sem brilho, arremedos de si, gente levada de roldão pelos destratos da vida. É possível também estar vivo por fora e por dentro. É o caso desta senhora vistosa que encontrei.&lt;/div&gt;&lt;div style="font: normal normal normal small/normal Arial, Verdana, sans-serif; margin-bottom: 10px; margin-left: 15px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Eu a encontrei num velório.&lt;/div&gt;&lt;div style="font: normal normal normal small/normal Arial, Verdana, sans-serif; margin-bottom: 10px; margin-left: 15px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;É, velório. O que poderia ser mais contrastante do que uma senhora já pela quarta idade com porte de gente viva no velório de um senhor que estava na quarta idade quando se foi? Eu notaria imediatamente essa senhora em qualquer lugar alegre, mas ali era um grito silencioso de que, pelo menos em um ser humano, a vida por dentro venceu as intempéries da vida e chegou bem longe, tão vívida quanto os olhos dela.&lt;/div&gt;&lt;div style="font: normal normal normal small/normal Arial, Verdana, sans-serif; margin-bottom: 10px; margin-left: 15px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Será que eu chegarei tão longe? E, se chegar, chegarei à quarta idade vivo, lúcido, olhos curiosos e sorriso brilhante? Não sei, mas quero.&lt;/div&gt;&lt;div style="font: normal normal normal small/normal Arial, Verdana, sans-serif; margin-bottom: 10px; margin-left: 15px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Ouvi que ela sempre saía para dançar, duas ou mais vezes por semana. Soube que ela enterrou três maridos. Imaginei que ela tinha decidido viver, encabrestar a vida e não o contrário. Era o que me dizia, ainda que de longe, seu cabelo bem branquinho e muito bem arrumado. Era cabelo de cabeleireiro, garantiu minha esposa. A roupa clara sem desrespeitar o ambiente, a postura ereta sem petulância, a saia decorada sem ser gritante, apenas um pouco abaixo do joelho. O sapato claro, meio salto, com aberturas de sandália, completava um conjunto sóbrio, mas vivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="font: normal normal normal small/normal Arial, Verdana, sans-serif; margin-bottom: 10px; margin-left: 15px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Esta senhora ocupou meus pensamentos durante alguns dias, a imagem dela permanecerá por bem mais tempo na minha mente. Tive o impulso de isolar o fator determinante de sua vida viva, mas me dei conta que não teria a chance de muitas e demoradas conversas. Optei por pedir aos céus a bênção de não deixar a vida escorregar por entre meus dedos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font: normal normal normal small/normal Arial, Verdana, sans-serif; margin-bottom: 10px; margin-left: 15px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;É que, quando eu morrer, quero estar vivo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font: normal normal normal small/normal Arial, Verdana, sans-serif; margin-bottom: 10px; margin-left: 15px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-5685056902045507221?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/5685056902045507221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/5685056902045507221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2010/03/quando-eu-morrer-quero-estar-vivoquando.html' title='QUANDO EU MORRER, QUERO ESTAR VIVO'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-447502303486891379</id><published>2010-03-15T09:26:00.000-07:00</published><updated>2010-03-15T09:26:48.877-07:00</updated><title type='text'>Os que Morreram no Paquistão - Mártres da Visão Mundial</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/S55fsHadZYI/AAAAAAAAAKk/n3yvsnm7xWo/s1600-h/visao%20mundial.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="53" src="http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/S55fsHadZYI/AAAAAAAAAKk/n3yvsnm7xWo/s320/visao%20mundial.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td bgcolor="#e1e1e1" style="font-family: arial, sans-serif; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br class="Apple-interchange-newline" /&gt;Atualização sobre equipe da Visão Mundial Paquistão&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: x-small;"&gt;Por favor, lembrem em suas orações dos seguintes colegas que foram mortos na última quarta-feira, 10 de março de 2010, em um ataque trágico e sem sentido ao nosso escritório da Visão Mundial Paquistão em Oghi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Faheem Saleem&amp;nbsp;&lt;/b&gt;(homem) 23, Assistente de depósito, solteiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Muhammad Ayaz,&amp;nbsp;&lt;/b&gt;(homem) 27, Engenheiro, solteiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Zaryab Yousaf&amp;nbsp;&lt;/b&gt;(mulher) 24, Assistente de monitoramento e avaliação de programas, solteiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Liaqat Ali&amp;nbsp;&lt;/b&gt;(homem) 43, Motorista, casado, seis filhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Kehkashan Zia Mufti&amp;nbsp;&lt;/b&gt;(mulher), 31, Oficial de Programas, solteira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Jamshaid Ahmed&amp;nbsp;&lt;/b&gt;(homem) 36, Oficial de Advocacy, casado, um filho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: x-small;"&gt;Nós teremos um culto em memória de nossos colegas em toda a parceria no dia 17 de março de 2010. Neste dia, cada escritório da Visão Mundial está sendo convidado para se reunir 15 minutos para lembrar desses colegas, suas famílias, nossa equipe, parceiros da comunidade e outras organizações não-governamentais que ficaram traumatizadas com o ataque.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: x-small;"&gt;O terrível incidente no Paquistão na quarta-feira foi o pior ataque à equipe da Visão Mundial em toda sua história de 60 anos. Isso justifica a expressão de toda a parceria de apoio e solidariedade. Em 17 de março nós temos uma oportunidade de demonstrar nossa unidade tanto no pesar quanto no compromisso compartilhado em lutar para que todas as crianças possam ter vida em abundância.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: x-small;"&gt;Nós também queremos reconhecer e orar por oito colegas que ficaram feridos neste ataque. Um teve ferimentos leves e não foi mandado para o hospital. Três continuam hospitalizados. Eles são:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Imtiaz John&lt;/b&gt;&amp;nbsp;(homem) 34, Coordenador de campo, que teve sua segunda cirurgia em 12 de março, sua situação está melhorando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Munir Ahmed&lt;/b&gt;&amp;nbsp;(homem) 36, Oficial de projeto, que tinha previsão de sair do hospital em 12 de março.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Mushtabshra Khusboo&lt;/b&gt;&amp;nbsp;(mulher) 27, Oficial de projeto, foi submetida a uma segunda cirurgia em 12 de março, sua situação é estável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: x-small;"&gt;Os seguintes colegas foram tratados e liberados do hospital:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Abid Naeem&lt;/b&gt;&amp;nbsp;(homem) 39, Oficial de proteção a criança.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Qazi Ihsanullah Chand&lt;/b&gt;&amp;nbsp;(homem) 48, Oficial de proteção a criança.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Ubaid Ullah&lt;/b&gt;&amp;nbsp;(homem) 38, Assistente de engenheiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Shahida Sarwar&lt;/b&gt;&amp;nbsp;(mulher) 31, Oficial de desenvolvimento da organização&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: x-small;"&gt;A tragédia também abalou profundamente nossa equipe que foi vítima do ataque brutal. Embora não tenham sido feridos, eles estão muito traumatizados e precisando de cura, assim como todo o time da Visão Mundial Paquistão em Oghi com 37 membros. As comunidades que servimos no Paquistão também estão em dor por causa dessa tragédia e precisam de suas orações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: x-small;"&gt;Por favor, façam todos os esforços para lembrar todos esses nossos colegas da Visão Mundial Paquistão agora e no dia 17 de março. Nossos corações estão tristes por eles, suas famílias e toda a comunidade Visão Mundial nesse período de dificuldade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Gill Sans MT', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-447502303486891379?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/447502303486891379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/447502303486891379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2010/03/os-que-morreram-no-paquistao-martres-da.html' title='Os que Morreram no Paquistão - Mártres da Visão Mundial'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/S55fsHadZYI/AAAAAAAAAKk/n3yvsnm7xWo/s72-c/visao%20mundial.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-3697569584702829692</id><published>2010-03-10T08:33:00.000-08:00</published><updated>2010-03-10T08:33:00.880-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/S5fJW_37UsI/AAAAAAAAAKY/zCjnDbEDRsQ/s1600-h/visao+mundial.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/S5fJW_37UsI/AAAAAAAAAKY/zCjnDbEDRsQ/s320/visao+mundial.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;NOTA OFICIAL&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;Visão Mundial: Ataque no Paquistão é “brutal e sem sentido”&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: small;"&gt;A Visão Mundial está hoje de luto pela morte brutal e sem sentido de cinco membros do nosso pessoal no distrito paquistanês Mansehra depois de ataque provocado por homens armados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: small;"&gt;A organização humanitária internacional está buscando confirmar informações de que os homens armados colocaram bombas e granadas, então abriram fogo contra o escritório, localizado a 65 km ao norte da capital, Islamabad.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: small;"&gt;Além dos que foram mortos, sete empregados estão hospitalizados com ferimentos e um está desaparecido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: small;"&gt;Nenhuma carta de ameaça foi recebida antes do ataque.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: small;"&gt;A assistência humanitária da Visão Mundial e o trabalho de desenvolvimento no Paquistão são conduzidos por cidadãos paquistaneses.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: small;"&gt;Todas as atividades da organização no país estão suspensas indefinidamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: small;"&gt;Aqueles que matam trabalhadores humanitários devem lembrar que não estão matando apenas residentes de seu próprio país, mas também pessoas que buscam melhorar a vida das vítimas da pobreza e injustiça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: small;"&gt;Desde 1992, a Visão Mundial tem focado principalmente no seu trabalho de socorro no Paquistão. O trabalho se ampliou em 2001, quando a agência começou a colaborar com outros grupos de ajuda na Província Fronteiriça do Noroeste (PFN) e a província de Punjab, através de assistência humanitária de emergência e apoiando iniciativas de desenvolvimento comunitário. Depois do devastador terremoto de outubro de 2005, a Visão Mundial expandiu suas operações no Paquistão.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: small;"&gt;Dean Owen&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Gill Sans MT'; font-size: small;"&gt;Diretor de Comunicação Executiva da Visão Mundial&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-3697569584702829692?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/3697569584702829692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/3697569584702829692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2010/03/nota-oficial-visao-mundial-ataque-no.html' title=''/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/S5fJW_37UsI/AAAAAAAAAKY/zCjnDbEDRsQ/s72-c/visao+mundial.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-1295151400292956496</id><published>2010-02-11T10:43:00.000-08:00</published><updated>2010-02-11T10:43:55.612-08:00</updated><title type='text'>Os pecados do Haiti</title><content type='html'>&lt;h3&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; font-weight: normal;"&gt;&lt;img alt="" src="http://gograpnacional.com.br/wp-content/uploads/2010/02/galeano-custom.gif" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="text"&gt;       &lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td valign="top"&gt; &lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td valign="top"&gt; &lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td valign="top"&gt; &lt;div class="MsoNormal"&gt; &lt;strong&gt;&lt;span&gt;por Eduardo Galeano&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;A&amp;nbsp;democracia haitiana nasceu há um instante. No seu breve tempo de vida, esta&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;criatura faminta e doentia não recebeu senão bofetadas. Era uma recém-nascida, nos dias de festa de 1991, quando foi assassinada pela quartelada do general&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;Raoul Cedras. Três anos mais tarde, ressuscitou. Depois de haver posto e&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;retirado tantos ditadores militares, os Estados Unidos retiraram e puseram o presidente Jean-Bertrand Aristide, que havia sido o primeiro governante eleito&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;por voto popular em toda a história do Haiti e que tivera a louca ideia de&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;querer um país menos injusto. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;O voto e o veto&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para apagar as pegadas da participação estado-unidense na ditadura sangrenta do general Cedras, os fuzileiros navais levaram 160 mil páginas dos arquivos secretos. Aristide regressou acorrentado. Deram-lhe permissão para recuperar o governo, mas proibiram-lhe o poder. O seu sucessor, René Préval, obteve quase&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;90 por cento dos votos, mas mais poder do que Préval tem qualquer chefete de&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;quarta categoria do Fundo Monetário ou do Banco Mundial, ainda que o povo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;haitiano não o tenha eleito nem sequer com um voto.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mais do que o voto, pode o veto. Veto às reformas: cada vez que Préval, ou&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;algum dos seus ministros, pede créditos internacionais para dar pão aos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;famintos, letras aos analfabetos ou terra aos camponeses, não recebe resposta,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;ou respondem ordenando-lhe: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;– Recite a lição. E como o governo haitiano não acaba de aprender que é preciso&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;desmantelar os poucos serviços públicos que restam, últimos pobres amparos para&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;um dos povos mais desamparados do mundo, os professores dão o exame por perdido.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O álibi demográfico&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em fins do ano passado, quatro deputados alemães visitaram o Haiti. Mal chegaram, a miséria do povo feriu-lhes os olhos. Então o embaixador da Alemanha&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;explicou- lhe, em Port-au-Prince, qual é o problema: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;– Este é um país superpovoado, disse ele. A mulher haitiana sempre quer e o&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;homem haitiano sempre pode.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E riu. Os deputados calaram-se. Nessa noite, um deles, Winfried Wolf, consultou&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;os números. E comprovou que o Haiti é, com El Salvador, o país mais&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;superpovoado das Américas, mas está tão superpovoado quanto a Alemanha: tem&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;quase a mesma quantidade de habitantes por quilómetro quadrado.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Durante os seus dias no Haiti, o deputado Wolf não só foi golpeado pela miséria como também foi deslumbrado pela capacidade de beleza dos pintores populares. E chegou à conclusão de que o Haiti está superpovoado. .. de artistas. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na realidade, o álibi demográfico é mais ou menos recente. Até há alguns anos, as potências ocidentais falavam mais claro.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A tradição racista&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os Estados Unidos invadiram o Haiti em 1915 e governaram o país até 1934.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;Retiraram- se quando conseguiram os seus dois objectivos: cobrar as dívidas do&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;City Bank e abolir o artigo constitucional que proibia vender plantações aos estrangeiros. Então Robert Lansing, secretário de Estado, justificou a longa e feroz ocupação militar explicando que a raça negra é incapaz de governar-se a si própria, que tem “uma tendência inerente à vida selvagem e uma incapacidade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;física de civilização”. Um dos responsáveis da invasão, William Philips, havia incubado tempos antes a ideia sagaz: “Este é um povo inferior, incapaz de conservar a civilização que haviam deixado os franceses”.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; Haiti fora a pérola da coroa, a colónia mais rica da França: uma grande plantação de açúcar, com mão-de-obra escrava. No Espírito das leis, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;Montesquieu havia explicado sem papas na língua: “O açúcar seria demasiado&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;caro se os escravos não trabalhassem na sua produção. Os referidos escravos são negros desde os pés até à cabeça e têm o nariz tão achatado que é quase impossível deles ter pena. Torna-se impensável que Deus, que é um ser muito&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;sábio, tenha posto uma alma, e sobretudo uma alma boa, num corpo inteiramente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;negro” .&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em contrapartida, Deus havia posto um açoite na mão do capataz. Os escravos não&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;se distinguiam pela sua vontade de trabalhar. Os negros eram escravos por&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;natureza e vagos também por natureza, e a natureza, cúmplice da ordem social, era obra de Deus: o escravo devia servir o amo e o amo devia castigar o&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;escravo, que não mostrava o menor entusiasmo na hora de cumprir com o desígnio divino. Karl von Linneo, contemporâneo de Montesquieu, havia retratado o negro com precisão científica: “Vagabundo, preguiçoso, negligente, indolente e de costumes dissolutos”. Mais generosamente, outro contemporâneo, David Hume, havia comprovado que o negro “pode desenvolver certas habilidades humanas, tal como o papagaio que fala algumas palavras”.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A humilhação imperdoável&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em 1803 os negros do Haiti deram uma tremenda sova nas tropas de Napoleão Bonaparte e a Europa jamais perdoou esta humilhação infligida à raça branca. O&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;Haiti foi o primeiro país livre das Américas. Os Estados Unidos haviam conquistado antes a sua independência, mas tinha meio milhão de escravos a&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;trabalhar nas plantações de algodão e de tabaco. Jefferson, que era dono de escravos, dizia que todos os homens são iguais, mas também dizia que os negros foram, são&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;e serão inferiores.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; bandeira dos homens livres levantou-se sobre as ruínas. A terra haitiana fora&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;devastada pela monocultura do açúcar e arrasada pelas calamidades da guerra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;contra a França, e um terço da população havia caído no combate. Então começou&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;o bloqueio. A nação recém nascida foi condenada à solidão. Ninguém lhe&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;comprava, ninguém lhe vendia, ninguém a reconhecia.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O delito da dignidade&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nem sequer Simón Bolívar, que tão valente soube ser, teve a coragem de firmar o&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;reconhecimento diplomático do país negro. Bolívar havia podido reiniciar a sua&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;luta pela independência americana, quando a Espanha já o havia derrotado, graças ao apoio do Haiti. O governo haitiano havia-lhe entregue sete naves e muitas armas e soldados, com a única condição de que Bolívar libertasse os escravos, uma ideia que não havia ocorrido ao Libertador. Bolívar cumpriu com&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;este compromisso, mas depois da sua vitória, quando já governava a Grande Colômbia, deu as costas ao país que o havia salvo. E quando convocou as nações&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;americanas à reunião do Panamá, não convidou o Haiti mas convidou a Inglaterra.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os Estados Unidos reconheceram o Haiti apenas sessenta anos depois do fim da guerra de independência, enquanto Etienne Serres, um génio francês da anatomia,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;descobria em Paris que os negros são primitivos porque têm pouca distância&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;entre o umbigo e o pénis. Por essa altura, o Haiti já estava em mãos de&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;ditaduras militares carniceiras, que destinavam os famélicos recursos do paísao pagamento da dívida&amp;nbsp;francesa. A Europa havia imposto ao Haiti a obrigação de&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;pagar à França uma indenização gigantesca, a modo de perdã&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; por haver cometido&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;o delito da dignidade.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A história do assédio contra o Haiti, que nos nossos dias tem dimensões de tragédia, é também uma história do racismo na civilização ocidental. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;18/Janeiro/2010 &amp;nbsp;Via &lt;a href="http://gograpnacional.com.br/"&gt;GoG&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-1295151400292956496?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/1295151400292956496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/1295151400292956496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2010/02/os-pecados-do-haiti.html' title='Os pecados do Haiti'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-7900625558626957689</id><published>2010-02-06T04:10:00.000-08:00</published><updated>2010-02-06T04:10:18.891-08:00</updated><title type='text'>Alimentação agora é direito constitucional</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Helvetica, Arial, sans; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;Agora está na Constituição Federal. Nesta quinta-feira, ao meio-dia, em&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Helvetica, Arial, sans; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;sessão solene do Congresso Nacional no plenário do Senado, foi promulgada a&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 047/2003, que inclui o direito&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;humano à alimentação entre os direitos sociais da Carta Magna. Com o nome&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;"Emenda Constitucional 64, de 2010", a aprovação altera o Artigo 6º da&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;Constituição para introduzir a alimentação como direito social.&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;A nova emenda foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;(5). Até então, eram direitos sociais educação, saúde, trabalho, moradia,&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;lazer, segurança, previdência social, proteção à maternidade e à infância e&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;assistência aos desamparados.&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;De autoria do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), no Senado Federal&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;passou por comissões e foi aprovada em todas as instâncias e pelo plenário&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;em dois turnos, com mais de 3/5 dos votantes.&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;Na Câmara, tramitou por comissões e em novembro do ano passado foi aprovada&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;em primeiro turno. Como emenda à Constituição não precisa de sanção do&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;presidente da República, a PEC Alimentação, após aprovada em segundo turno&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;na Câmara, seguiu diretamente para promulgação.&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;O presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;(Consea), Renato Maluf, aponta que a aprovação da proposta torna a&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;alimentação uma questão de Estado, e não política de um ou outro governante.&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;"Assegurar o direito à alimentação e, com ele, a soberania e a segurança&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;alimentar e nutricional, passa a ser dever de Estado, não apenas deste ou&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;daquele governo. Importante dizer que se trata de obrigação a ser assumida&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;pela sociedade", afirmou.&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;Crispim Moreira, secretário Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), comemorou a&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;conquista: "O Estado brasileiro passa a um patamar superior no conjunto dos&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;direitos sociais. Torna responsabilidade do poder público promover o direito&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;da população à alimentação".&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;Segundo o relator da comissão especial que analisou a proposta, deputado&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;Lelo Coimbra (PMDB-ES), "a inclusão atende a tratados internacionais aos&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;quais o Brasil aderiu, garantindo que as ações de combate à fome e à miséria&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;se tornem políticas de Estado e não estejam sujeitas a mudanças&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;administrativas".&amp;nbsp;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;&lt;br style="margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;" /&gt;Fonte: MDS/ Consea/ Agência Brasil&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-7900625558626957689?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/7900625558626957689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/7900625558626957689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2010/02/alimentacao-agora-e-direito.html' title='Alimentação agora é direito constitucional'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-1179808251269685037</id><published>2010-02-01T16:42:00.001-08:00</published><updated>2010-02-01T16:42:51.734-08:00</updated><title type='text'>*Relatório da ONU aponta índios como 15% dos miseráveis no mundo*</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;Segundo Relatório divulgado no dia 14 de janeiro pela ONU (Organização&lt;br /&gt;das Nações Unidas), os índios, apesar de representarem só 5% da&lt;br /&gt;população mundial, são 15% dos mais pobres do mundo. Nas áreas rurais,&lt;br /&gt;eles chegam a ser um terço dos 900 milhões de habitantes em situação de&lt;br /&gt;miséria extrema. O estudo considera indígenas os descendentes das&lt;br /&gt;populações originárias de regiões depois colonizadas por outros povos,&lt;br /&gt;como os índios brasileiros e os aborígenes australianos. Estima-se que,&lt;br /&gt;atualmente, eles cheguem a 370 milhões de pessoas e representem 5.000&lt;br /&gt;culturas distintas. Juntos, ocupam cerca de 20% do território do&lt;br /&gt;planeta, distribuídos por 90 países. Segundo o diretor do Unic (Centro&lt;br /&gt;de Informações das Nações Unidas para o Brasil ), Giancarlo Summa , a&lt;br /&gt;pobreza dos povos indígenas está relacionada à perda de territórios e de&lt;br /&gt;recursos naturais, que acaba por inviabilizar as formas tradicionais de&lt;br /&gt;vida das populações. "Quando o índio passa a ter que comprar seu&lt;br /&gt;alimento no mercado, os níveis de pobreza aumentam automaticamente",&lt;br /&gt;afirma Summa. (fonte: Folha de São Paulo)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;via Werner Fuchs&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-1179808251269685037?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/1179808251269685037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/1179808251269685037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2010/02/relatorio-da-onu-aponta-indios-como-15.html' title='*Relatório da ONU aponta índios como 15% dos miseráveis no mundo*'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-5752795725767497473</id><published>2010-02-01T06:30:00.000-08:00</published><updated>2010-02-01T06:32:42.357-08:00</updated><title type='text'>Mais uma ação contra o meio ambiente: mineração em Unidades de Conservação.</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal_B97CBE70_0126_1000_EFF9_CEDAACAC967C_16642" style="font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Calibri; font-size: 16px;"&gt;Os setores econômicos responsáveis pelos ataques ao meio ambiente não desistem. Não bastam as catástrofes que acontecem em larga escala em todo o país. Para alimentar a ganância por mais riqueza usam os mais variados argumentos. Querem justificar o injustificável. Agora pretendem legalizar a mineração em Unidades de Conservação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal_B97CBE70_0126_1000_EFF9_CEDAACAC967C_16642" style="margin-bottom: 10pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri; font-size: 12pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;A existência da UC tem por finalidade assegurar a manutenção da diversidade biológica, genética, proteger as espécies ameaçadas de extinção, preservar e restaurar o ecossistema natural e promover o desenvolvimento sustentável, protegendo os recursos hídricos, a flora, a fauna e os recursos naturais necessários a subsistência das populações tradicionais. O Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), criado em julho de 2000, ordenou em todos os níveis da federação essa ação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 9pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;Isso não tem impedido os ataques e tentativas dos setores econômicos ligados à mineração a atacarem, utilizando-se de todos os meios, a legislação e as UCs. As UCs da Amazônia exploradas ou pesquisadas pelas empresas mineradoras sofrem inúmeras alterações, devido à emissão de resíduos gasosos, líquidos e sólidos, o transporte de cargas pesadas de minérios e equipamentos, acampamentos, abertura de picadas e estradas, depósitos de rejeitos, explosões, supressão de cobertura vegetal e inúmeras ações agredindo a legislação, a natureza e as populações dessas regiões. Depois de extraírem o minério deixam apenas os buracos, os danos ambientais e a população mais pobre do que antes da chegada dessas empresas a esses locais dentro das Unidades de Conservação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 9pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;Para completar a agressão, o deputado federal Antônio Feijão (PSDB-AP) apresentou no final de 2009 um projeto de lei visando alterar a legislação das UCs. Pelo projeto torna-se permitido a exploração mineral nas unidades de uso sustentável. Chega a afirmar em sua proposta o “reconhecimento do Estado poder acessar suas próprias riquezas em detrimento do desenvolvimento includente, através do uso dos recursos minerais em unidades de conservação”. Isso mostra claramente que pretendem aprofundar a exploração e destruição ambiental à custa do aumento da exclusão social e dos danos ambientais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 9pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;As entidades signatárias repudiam mais essa ação dos principais responsáveis pelo fosso que há na sociedade brasileira, quando uma minoria, para aumentar suas riquezas, não respeita a vida nem o meio ambiente, apesar de todas as mazelas que isso vem provocando, o que coloca em risco não apenas a existência das UCs, mas a vida humana e do planeta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 9pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;Brasília, 25 de janeiro de 2010&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, serif; font-size: 10pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida - Apremavi&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 9pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 9pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;Associação Alternativa Terrazul&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 9pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;FASE&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 9pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;Fórum Carajás&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 9pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;Fundação Vitória Amazônica&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 9pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;Grupo Ambientalista da Bahia - Gambá&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 9pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;Instituto Socioambiental - ISA&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, serif; font-size: 10pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;Kanindé - Associação de Defesa Etnoambiental&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 9pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 9pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;Grupo de Trabalho Amazônico – GTA&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 9pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;Rede Ambiental do Piauí - REAPI&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 9pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;Rede Brasileira de Ecossocialistas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 9pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;Rede Mata Atlântica – RMA&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 13.5pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 9pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;Vitae Civilis Instituto para o Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 9pt; margin-bottom: auto; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: auto; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; padding-right: 0pt; padding-top: 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-5752795725767497473?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/5752795725767497473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/5752795725767497473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2010/02/mais-uma-acao-contra-o-meio-ambiente.html' title='Mais uma ação contra o meio ambiente: mineração em Unidades de Conservação.'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-7021293687842852238</id><published>2010-01-27T07:17:00.000-08:00</published><updated>2010-01-27T07:17:01.284-08:00</updated><title type='text'>Deus está no Haiti?</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Desde a perspectiva científica, o terremoto tem uma dupla explicação. Por um lado, uma zona sísmica, sempre ameaçada por terremotos e maremotos, que acontecem com frequência. Por outro, que se praticou um desflorestamento em massa no país, que contrasta com a superfície da República Dominicana, a outra parte da ilha.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Além disso, deu-se uma sobre-exploração do solo, um esgotamento dos recursos naturais, em parte por empresas que foram pão para hoje e fome para amanhã, e uma forte explosão demográfica sob governos corruptos e ditatoriais, como os Duvalier, cujo herdeiro gasta hoje sua fortuna na França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reportagem é de Juan A. Estrada, publicada no Diario de Sevilla, 23-01-2010. A tradução é&amp;nbsp;de Vanessa Alves&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o terremoto chegou, quase tudo veio abaixo, incluindo o centro histórico e as instalações estatais. Mas o bairro rico e moderno de Pétion Ville, em Porto Príncipe, mal sofreu danos. É uma ilha segura, sólida e livre de desastre natural.&lt;br /&gt;A conclusão é evidente: com outra política e governo, outra distribuição da riqueza e outro tipo de construções teria se amortecido muito a violência da natureza no país mais pobre da América.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Antes de se perguntar por Deus - Por que permite isso? - é preciso perguntar ao homem como consentimos que tantos seres humanos vivam na miséria, indefesos perante a natureza? A tragédia do Haiti é sequência do tsunami da Indonésia e virão muitos mais, porque três quartos da humanidade vivem na pobreza, sem meios para controlar a natureza. Temos os recursos técnicos e materiais para reduzir ao mínimo estes desastres, mas a distribuição internacional da riqueza os invalida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E onde está Deus? Seguimos esperando milagres divinos que mudem o curso da natureza; apelamos à Providência para que intervenha nas catástrofes naturais; rezamos e pedimos prodígios e sinais. E Deus guarda silêncio e não atua como esperamos. Não aprendemos da história. Não parou a cruz no Gólgota; não interveio para evitar Auschwitz; não é o Deus relojoeiro de Newton, que ajusta o relógio natural de vez em quando; não modifica as leis da criação, descobertas pela ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem e o universo são obras de um criador que respeita a liberdade humana e o dinamismo da natureza. Se buscamos ao Deus milagreiro, sempre à escuta dos desejos do homem, busquemos em outra religião, não na do Deus crucificado. É inconcebível que os cristãos sigam esperando intervenções prodigiosas, como em tempos de Jesus, sem assumir a maioridade do homem e a autonomia do universo, cujas leis conhecemos melhor e cada vez mais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por outro lado, encontraremos Deus, se o buscamos identificando-se com as vítimas e chamando aos homens de boa vontade à solidariedade e a justiça; se esperamos que Deus nos inquiete, nos provoque e nos incite a colaborar de mil maneiras para mitigar a dor no Haiti; se achamos que Deus não é neutro e que o contraste entre o grande mundo pobre e a minoria de países ricos clama ao céu.&lt;br /&gt;É preciso ajudar Deus para que se faça presente no Haiti, porque necessita dos homens para que chegue aí o progresso e a justiça. Os mortos e refugiados da catástrofe têm fome de justiça, a das bem-aventuranças, e Deus necessita de testemunhas suas para fazer-se presente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ninguém pode falar em nome das vítimas sem experimentar seus sofrimentos nem padecer sua forma de vida, só fazer-nos presentes a eles. O protagonismo corresponde ao ser humano: Deus é autor da história, logo inspira, motiva e envia para a solidariedade e a justiça. O Deus cristão não é a divindade grega que sente ciúmes do homem e castiga Prometeu, mas o que se orgulha da capacidade para gerar vida com a ciência e o progresso, só exigindo que os recursos naturais se ponham a serviço de todos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É preciso agir como "se Deus não existisse" e tudo dependesse de nós, universalizar a solidariedade e mudar as estruturas internacionais que condenam povos inteiros à miséria. A partir daí podemos esperar tudo de Deus e pedir-lhe que fortaleça, inspire e motive os que lutam por um mundo mais justo e solidário.&lt;br /&gt;Dentro de poucos meses, o Haiti será uma mera lembrança, exceto para os que seguem ali, e teremos esquecido, como a Indonésia ou os famintos da África subsaariana. A grande tragédia do século XXI é a de uma humanidade que tem recursos para acabar com a fome e mitigar as catástrofes naturais, mas prefere empregá-los em armamento, para defender-se dos pobres; em policiais, para evitar que cheguem em nossas ilhas de riqueza e nos esbanjamentos consumistas de uma minoria de países.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do mal do Haiti somos todos responsáveis, e a solidariedade não pode ficar no acontecimento pontual, mesmo que seja necessária, mas exige outra forma de vida.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Compartilhado por Geter do Evangélicos pela Justiça.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Texto veiculado na pg da &lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;amp;Itemid=18&amp;amp;task=detalhe&amp;amp;id=29316"&gt;Unisinos&lt;/a&gt;&amp;nbsp;- Instituto Humanitas&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-7021293687842852238?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/7021293687842852238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/7021293687842852238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2010/01/deus-esta-no-haiti.html' title='Deus está no Haiti?'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-1533474724689355694</id><published>2010-01-22T14:50:00.000-08:00</published><updated>2010-01-22T14:50:16.306-08:00</updated><title type='text'>Enquanto isso, em São Paulo... O avatar do governador!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/S1orNTWbFmI/AAAAAAAAAJs/twAoqidnLpU/s1600-h/download.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/S1orNTWbFmI/AAAAAAAAAJs/twAoqidnLpU/s400/download.jpeg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Lucida Grande'; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-1533474724689355694?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/1533474724689355694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/1533474724689355694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2010/01/enquanto-isso-em-sao-paulo-o-avatar-do.html' title='Enquanto isso, em São Paulo... O avatar do governador!'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/S1orNTWbFmI/AAAAAAAAAJs/twAoqidnLpU/s72-c/download.jpeg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-483984134737174453</id><published>2010-01-18T13:12:00.000-08:00</published><updated>2010-01-18T13:13:47.021-08:00</updated><title type='text'>Continuando a luta!</title><content type='html'>&lt;span style="-webkit-border-horizontal-spacing: 1px; -webkit-border-vertical-spacing: 1px; color: #333333; font-family: arial; font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Para que a redução da mortalidade infantil conquistada tão arduamente pelo trabalho da Dra. Zilda Arns chegue às aldeias indígenas, é necessário que a portaria 883, de 8 de agosto de 2008, que instituiu as Comissões Nacional e Distrital de Investigação e Prevenção do Óbito Infantil e Fetal Indígena, saia finalmente do papel em 2010. Enquanto isso não acontece, a mortalidade infantil nas aldeias indígenas continuará sendo um mistério. &lt;a href="http://www.atini.org/"&gt;www.atini.org&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/ariovaldoramos/perfil.php?id_requer=8629" style="color: #271e13; font-family: Georgia; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Marcia Suzuki&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&amp;nbsp;- Brasília&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-483984134737174453?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/483984134737174453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/483984134737174453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2010/01/continuando-luta.html' title='Continuando a luta!'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-8550817161709366255</id><published>2010-01-05T18:30:00.000-08:00</published><updated>2010-01-05T18:30:30.661-08:00</updated><title type='text'>Travessia</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; color: #006600; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;b&gt;Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas ...&lt;br /&gt;Que já têm a forma do nosso corpo ...&lt;br /&gt;E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos&lt;br /&gt;mesmos lugares ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o tempo da travessia ...&lt;br /&gt;E se não ousarmos fazê-la ...&lt;br /&gt;Teremos ficado ... para sempre ...&lt;br /&gt;À margem de nós mesmos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Pessoa&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-8550817161709366255?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/8550817161709366255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/8550817161709366255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2010/01/travessia.html' title='Travessia'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-3171612409827986833</id><published>2010-01-04T05:04:00.000-08:00</published><updated>2010-01-04T05:04:56.067-08:00</updated><title type='text'>A "crise militar" ou a vergonha da "grande" imprensa</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;div style="border-left-color: rgb(16, 16, 255); border-left-style: solid; border-left-width: 2px; font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #c00000;"&gt;O que a "crise militar" nos diz sobre os jornalões.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #c00000;"&gt;E sobre o Brasil&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;por&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;i&gt;Luiz Carlos Azenha&lt;/i&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Atualizado em 31 de dezembro de 2009 às 21:45 |&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Publicado em 31 de dezembro de 2009 às 20:36&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A "crise militar" anunciada pelos jornalões deveria ser utilizada, de forma didática, como um exemplo do uso da desinformação com objetivos políticos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Diz mais sobre a falta de qualidade dos jornais brasileiros e do uso deles para objetivos políticos do que sobre os assuntos que teriam "gerado" a crise.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Comecemos pelo começo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O Programa Nacional de Direitos Humanos foi criado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso quando -- ironia das ironias -- o ministro da Justiça era Nelson Jobim.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D1904.htm" rel="nofollow" style="color: #2a5db0;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;Veja aqui.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Desde então aconteceram 11 conferências nacionais de Direitos Humanos. A décima primeira aconteceu em 2008. As conferencias nacionais de Direitos Humanos reúnem militantes da sociedade civil e representantes das diferentes esferas do governo. As conferências produzem resoluções aprovadas em votações. Essas resoluções podem&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;strong&gt;OU NÃO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;resultar em projetos de lei patrocinados pelo Executivo. Projetos que tramitam como quaisquer outros no Congresso Nacional. Podem&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;OU NÃO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;ser aprovados.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www.mp.ro.gov.br/c/document_library/get_file?p_l_id=11116&amp;amp;folderId=11332&amp;amp;name=DLFE-36019.pdf" rel="nofollow" style="color: #2a5db0;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;Aqui&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;você pode saber quais foram as resoluções da mais recente conferência.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=24926" rel="nofollow" style="color: #2a5db0;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;Como mostrou o Paulo Henrique Amorim&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;, com a exposição de um vídeo, durante a conferência mais recente foi aprovada, por 29 votos a 2, a proposta de se formar uma Comissão Nacional de Verdade e Justiça.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Trata-se, portanto, apenas de uma proposta. Que poderá ou não ser adotada pelo Executivo brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Uma proposta aprovada por 29 votos da sociedade civil:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img align="baseline" alt="29.jpg" height="329" src="http://www.viomundo.com.br/img/29.jpg" width="487" /&gt;&lt;br /&gt;Contra dois votos de representantes do Ministério da Defesa:&lt;br /&gt;&lt;img align="baseline" alt="defesa.jpg" height="304" src="http://www.viomundo.com.br/img/defesa.jpg" width="490" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feito isso, o presidente da República e a ministra Dilma Rousseff participaram do lançamento do Plano Nacional de Direitos Humanos,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www.canalrural.com.br/canalrural/jsp/default.jsp?uf=1&amp;amp;local=1&amp;amp;action=noticias&amp;amp;id=2755603&amp;amp;section=Capa" rel="nofollow" style="color: #2a5db0;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;em sua terceira versão (lembrem-se, a primeira versão é do governo FHC).&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Como constatou o colunista Janio de Freitas, da&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;Folha de S. Paulo&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;, a reação de desconforto dos chefes militares se deu depois do evento. Eles foram acompanhados pelo ministro Nelson Jobim. Estamos falando, até agora, de meras propostas aprovadas pela sociedade civil.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mas, estranhamente, os jornais brasileiros descobrem o assunto&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;AO MESMO TEMPO,&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;na semana seguinte à crise,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/por-tras-da-coincidencia/" rel="nofollow" style="color: #2a5db0;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;como notou Janio de Freitas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Todos noticiaram o assunto com destaque,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;NO MESMO DIA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img align="baseline" alt="estadaoedtado.jpg" height="247" src="http://www.viomundo.com.br/img/estadaoedtado.jpg" width="400" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estadão, primeira página&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;img align="baseline" alt="globoeditado.jpg" height="329" src="http://www.viomundo.com.br/img/globoeditado.jpg" width="400" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Globo, primeira página&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;img align="baseline" alt="folhaeditada.jpg" height="128" src="http://www.viomundo.com.br/img/folhaeditada.jpg" width="400" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Folha, página 3&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Os textos dos três jornais estão repletos de informações falsas, deturpadas, incompletas ou que dão pernas a opiniões desinformadas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Exemplos:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Na&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Folha&lt;/strong&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;, a reportagem assinada pela musa do alerta amarelo,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/cantanhede-alerta-amarelo/" rel="nofollow" style="color: #2a5db0;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;aquela que sugeriu a todos os brasileiros&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;, indiscriminadamente, que zarpassem para o posto de saúde mais próximo para tomar vacina contra a febre amarela, quando a vacina tem contra-indicações e&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/radio/temporao-alerta-amarelo-foi-irresponsavel/" rel="nofollow" style="color: #2a5db0;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;NÃO PODE SER TOMADA POR TODOS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;-- a Eliane Cantanhêde -- diz que os militares&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;"imaginam que o resultado dessas propostas seja a depredação ou até a invasão de instalações militares que supostamente tenham abrigado atos de tortura e não admitem o contrangimento da retirada de nomes de altos oficiais de avenidas pelo país afora".&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ora, a&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Folha&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;não explica ao leitores o que é o Programa Nacional de Direitos Humanos, nem o que é a Conferência Nacional de Direitos Humanos, nem que as propostas da conferência são meramente propositivas. Dá pernas à teoria da "depredação" de instalações militares, completamente absurda.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;O Globo&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;, por sua vez, cita apenas um parlamentar: Raul Jungmann, do PPS-PE, aliado de Nelson Jobim e de José Serra:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"Ele chamou para si a crise e fez prevalecer sua autoridade -- disse Jungmann", diz o jornal carioca, atribuindo a crise ao ministro da Secretaria de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, que segundo o jornal "se confirmada a decisão de Lula de rever o decreto", "sai enfraquecido".&amp;nbsp; É importante registrar que o decreto de Lula institui o Programa Nacional de Direitos Humanos&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;strong&gt;SEM DEFINIR&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;quais serão as propostas efetivamente apoiadas pelo Executivo. Portanto, não se pode falar em "recuo" de Lula: o presidente da República ainda não definiu os projetos que apresentará com base nos resultados da décima primeira Conferência Nacional dos Direitos Humanos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Finalmente, chegamos ao&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Estadão&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;: "Projeto muda Lei de Anistia e Jobim ameaça se demitir", diz a manchete de primeira página, factualmente errada.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Não existe projeto mudando a lei de Anistia. O alcance da Lei de Anistia, de 1979, será julgado pelo Supremo Tribunal Federal.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www.mj.gov.br/main.asp?View=%7BC8FE3FE1-6ED3-4ADB-80D7-5363CC39D1A4%7D&amp;amp;Team=&amp;amp;params=itemID=%7B78E3B81E-0049-4C34-912F-8BE0255E473D%7D;&amp;amp;UIPartUID=%7B2218FAF9-5230-431C-A9E3-E780D3E67DFE%7D" rel="nofollow" style="color: #2a5db0;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;Leia aqui para entender.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O texto de primeira página do&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Estadão&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;é falso:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;O Programa Nacional de Direitos Humanos, que prevê a criação de uma comissão especial para revogar a Lei de Anistia de 1979, provocou uma crise militar.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Não é verdade que o PNDH-3 proponha a revogação da Lei de Anistia. O PNDH-3 contém uma&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;strong&gt;proposta&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;para a criação de uma Comissão da Verdade que, dependendo dos poderes atribuídos a ela, em tese poderia sugerir à Justiça a investigação e indiciamento de agentes públicos acusados de tortura, por exemplo. Mas&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;strong&gt;ANTES&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;seria preciso esperar a decisão do STF sobre o alcance da Lei de Anistia de 1979 e a decisão do Congresso&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;strong&gt;EFETIVAMENTE&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;criando a comissão da verdade e dando a ela&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;strong&gt;PODERES REAIS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;de investigação. Notaram as nuances simplesmente desprezadas pelo&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Estadão&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;No dia seguinte, tentando dar pernas à crise, o&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Estadão&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;publica um editorial em que repete a mesma lógica de 1964, dizendo que o Programa Nacional de Direitos Humanos ameaça promover&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/brincando-com-fogo/" rel="nofollow" style="color: #2a5db0;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;"uma nova e mais perniciosa divisão política e ideológica da família brasileira&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Patético, para dizer o mínimo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Disso tudo, concluo:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;1.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Que os jornalões brasileiros, como denunciamos faz tempo, cumprem funções propagandísticas: foram incapazes de "perceber" a crise militar, de "investigar" a crise militar e noticiaram a "crise militar" com alguns dias de atraso,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;AO MESMO TEMPO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;, alimentados sabe-se-lá por quem.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;2.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;Que os jornalões brasileiros, no mínimo, são incapazes de lidar com os fatos; no máximo, servem a uma campanha de desinfomação.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;3.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Que quem semeia a crise no mínimo acredita em uma solução "por cima" da sociedade civil brasileira; que quem semeia a crise ou está no comando dos quartéis e não dispõe de apoio na sociedade civil ou vai bater às portas dos quartéis por falta de eleitores, no mínimo para derrubar ou enfraquecer os ministros Tarso Genro e Paulo Vannuchi e no máximo para atingir a "terrorista" Dilma como "dano colateral".&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mas o episódio nos diz mais.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Revela a contínua incapacidade dos chefes militares de lidar com decisões tomadas publicamente, com participação de representantes da sociedade civil, pelo placar acachapante de 29 a 2, ainda que essa propostas sejam meramente indicativas, sem poder legal. É a democracia sem povo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Revela também, pelo conteúdo dos comentários que o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;Viomundo&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;aprovou nas últimas horas, a existência de um grupo de comentaristas conservadores que está disposto a defender a tortura como ferramenta oficial do Estado brasileiro, ainda que a tortura fosse ilegal&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;PELA LEGISLAÇÃO ARBITRÁRIA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;dos regimes militares brasileiros.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Prefiro atribuir isso ao desespero da direita brasileira com a simples possibilidade de perder mais uma eleição no ano que vem.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Feliz 2010 a todos!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;PS:&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Todas as informações deste post estão disponíveis na internet. Sugiro que se dê um curso de "Google" nas redações brasileiras.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;PS2&lt;/b&gt;:&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;A Conferência Nacional de Comunicação, realizada este ano pela primeira vez, apenas repete a fórmula de outras conferências nacionais, como a de Direitos Humanos. O fato de que a mídia boicotou a Confecom expôs claramente quais são os limites da "democracia" aceita pelos donos dos grandes meios de comunicação no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;PS3:&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Sempre é bom lembrar qual foi o destino daqueles que foram bater às portas dos quartéis antes do golpe de 1964: foram presos, cassados ou se tornaram grandes empresários da comunicação com amplo financiamento e cobertura dos chefes militares.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://www.viomundo.com.br/radio/beatriz-kushnir-o-colaboracionismo-da-midia-i/" rel="nofollow" style="color: #2a5db0;" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;strong&gt;Essa relação simbiótica foi capturada pela Beatriz Kushnir&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-3171612409827986833?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/3171612409827986833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/3171612409827986833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2010/01/crise-militar-ou-vergonha-da-grande.html' title='A &quot;crise militar&quot; ou a vergonha da &quot;grande&quot; imprensa'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-8492896145344474627</id><published>2009-11-23T03:17:00.000-08:00</published><updated>2009-11-23T03:27:59.237-08:00</updated><title type='text'>O mito da queda do muro</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial, Arial, sans-serif;color:#469ED2;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial, Arial, sans-serif;color:#469ED2;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: xx-large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;A propaganda moderna é um moedor de cérebros. Especialmente quando se trata do estabelecimento de valores, idéias e informações a serviço dos detentores do poder político, econômico e midiático. A queda do Muro de Berlim talvez seja o caso mais proeminente desse arrastão mental. Forjou-se, sobre esse tema, um senso comum de amplo espectro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial, Arial, sans-serif;color:#39434D;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À derrubada do muro famoso passaram a estar associadas imagens de liberdade, irmandade, felicidade, prosperidade. Tudo o que antes existia, na banda oriental, virou símbolo cinzento de autoritarismo, atraso, desespero, violência. Há poucos registros, como a queda do muro, de um evento que tenha sido celebrado por forças políticas e culturais tão diversas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial, Arial, sans-serif;color:#39434D;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A euforia da direita era natural: o episódio marcava, afinal, o desfecho vitorioso de um longo processo de antagonismo, iniciado a partir da revolução russa. Para importantes setores de esquerda, por outro lado, soava a hora de se afastar definitivamente de qualquer vínculo com a primeira experiência socialista e buscar espaço no admirável mundo novo que se anunciava. Muitas vezes às custas de renegar sua própria história.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial, Arial, sans-serif;color:#39434D;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, depois de vinte anos, há uma pergunta simples parada no ar: o mundo está melhor ou pior que em 1989? Qualquer resposta respeitável sobre o tema está obrigada, no mínimo, a substituir o discurso da esperança e a denúncia do sistema derrotado pela análise dos fatos concretos que sucederam e consolidaram essa formidável virada no cenário internacional.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;br /&gt;A primeira faceta a analisar é a economia, terreno no qual o capitalismo restaurado mais prometia. A revista Forbes ganhou um punhado de novos ricos para sua lista tradicional, que tomaram de assalto antigas companhias e ativos estatais, mas o cenário geral é aterrador.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial, Arial, sans-serif;color:#39434D;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;b style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;b style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;b style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;Depressão pós-socialista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;b style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;b style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;b style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;b style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial, Arial, sans-serif;color:#39434D;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;Utilizemos, como referência, a Comunidade dos Estados Independentes (formada pelos antigos países que compunham a União Soviética, menos Lituânia, Estônia e Letônia), principal núcleo do sistema socialista. De 1989 a 2008, segundo dados do Fundo Monetário Internacional, sua participação na economia mundial decaiu de 7,7% para 4,6%. Na primeira década pós-muro seu PIB decaiu 39,50%, com sete anos seguidos de recessão. Apenas em 2007 sua economia atingiu o mesmo patamar de 1989.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o planeta, em média, cresceu 89,9% desde o ano zero do colapso soviético, a CEI engordou sua produção em tristes 9,60% no mesmo período. Sua indústria e agricultura foram arruinadas, com perdas mais significativas que durante a 2ª. Guerra Mundial. Recuperou-se nos últimos dez anos graças à exportação de petróleo, cujos preços se multiplicaram por dez entre 1999 e 2007. Mas a depressão pós-socialista esfacelou com a cadeia produtiva.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial, Arial, sans-serif;color:#39434D;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o cenário da imensa maioria das nações que compartilhavam, com a URSS, do projeto interrompido em 1989. Mesmo os países que se recuperaram melhor da transição capitalista (como República Checa, Eslovênia, Polônia e Hungria) tiveram taxas de crescimento abaixo da média mundial nesses vinte anos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;br /&gt;As conseqüências sociais desse terremoto foram retumbantes. O ciclo depressivo combinou-se com uma formidável concentração da renda. Adotemos como critério o índice Gini, mundialmente aceito para avaliar disparidades nos ingressos dos cidadãos: os indicadores oscilam entre 0 e 1, da equidade absoluta à desigualdade total. A Federação Russa, em 1991, apresentava um índice de 0,271. Dezessete anos depois, em 2008, a concentração de renda bateu em 0,415.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial, Arial, sans-serif;color:#39434D;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na antiga União Soviética, tomando por base o ano de 1989, os 10% mais ricos ganhavam três vezes mais que os 10% mais pobres. Menos de vinte anos se passaram e essa distância mais que decuplicou. Nos países que compõem a CEI, os 10% mais ricos ganhavam quarenta vezes mais que os 10% mais pobres em 2007. Atualmente mais de metade da população ganha 65% ou menos da média do salário nacional, enquanto 13% dos trabalhadores vivem com salários inferiores a cem euros, para uma cesta básica avaliada em €170. São todos dados oficiais do Banco Central russo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;b style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;br /&gt;Liberdades civis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial, Arial, sans-serif;color:#39434D;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O descalabro econômico e a ruptura do equilíbrio social provocaram regressão em múltiplas frentes. O efeito mais impressionante talvez seja na expectativa de vida, que caiu sete anos entre 1990 e 1994. O declínio das antigas repúblicas soviéticas provocou uma súbita elevação da violência urbana e das doenças cardiovasculares logo nos primeiros cinco anos da restauração capitalista, em um contexto de deterioração da rede sanitária.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial, Arial, sans-serif;color:#39434D;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possivelmente o único terreno no qual se possa identificar algum avanço é o das liberdades civis, antes fortemente restringidas pelo tipo de governo adotado em resposta ao cerco político, econômico e militar ao qual foi submetido o campo socialista desde 1917. As pessoas têm, em tese, direitos mais amplos de expressão, reunião e movimento. Mas o monopólio da riqueza, na maior parte dos casos, faz desses direitos uma mera formalidade legal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial, Arial, sans-serif;color:#39434D;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No período histórico anterior, apenas o partido comunista e a rede de organizações que dirigia tinham, por exemplo, permissão para criar jornais e outros veículos de imprensa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial, Arial, sans-serif;color:#39434D;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora essa possibilidade, constitucionalmente franqueada a qualquer cidadão, só pode ser exercida por quem reúne poder econômico. Isso para não falarmos do papel das máfias e do autoritarismo oligárquico pós-socialista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;br /&gt;Os fundos públicos outrora destinados para a produção cultural, muito criticados no ocidente por seu dirigismo estatal, foram praticamente destruídos e trocados por uma liberdade individual quase ilimitada, o que seria motivo de felicidade. Mas uma multidão de artistas, escritores e produtores, vaga pelas ruas sem acesso a recursos para desenvolver seu trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial, Arial, sans-serif;color:#39434D;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem fazer o que quiserem, mas muito pouco do querem pode ser feito. O fato é que a ditadura do mercado fez desses países uma sombra do que já representaram e restringiu, por regras econômicas, o acesso popular aos bens e serviços culturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial, Arial, sans-serif;color:#39434D;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;br /&gt;O efeito principal da queda do muro, porém, talvez se situe além-fronteiras, como previu o historiador inglês Eric Hobsbawn ainda quando caia o pano sobre o socialismo soviético. A quebra da bipolaridade foi sucedida pela hegemonia implacável de uma só potência, os Estados Unidos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;br /&gt;As instituições que serviam como espaços reais de negociação entre os dois sistemas perderam importância e foram socavadas pelos interesses de Washington. A geopolítica da paz armada, derrotada, deu lugar à geopolítica da guerra de conveniência. A Casa Branca ficou com as mãos livres para defender seus propósitos – como o fez na Iugoslávia, no Iraque e no Afeganistão – e atropelar a ordem mundial.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial, Arial, sans-serif;color:#39434D;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;b style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;b style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;b style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;Onda de racismo e exclusão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial, Arial, sans-serif;color:#39434D;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Os trabalhadores ocidentais, que durante quatro décadas puderam obter importantes conquistas associando seu poder sindical e político à pressão externa exercida pelo socialismo, se viram enfraquecidos de uma hora para outra. Muitos de seus direitos acabaram decepados na esteira da reorganização capitalista, quando o risco de perder o comando sobre estados e sociedades deixou de tirar o sono das elites mundiais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial, Arial, sans-serif;color:#39434D;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento de descolonização, impulsionado pelo escudo oferecido pela União Soviética, bateu contra a parede. Bloqueou-se a possibilidade de vias independentes de desenvolvimento, apartadas da lógica ditada pelas grandes potências. As nações mais pobres, especialmente as da África e América Latina, enfraquecidas com o modelo de privatização e internacionalização de suas economias, incrementaram a exportação de pessoas em uma escala inédita – devidamente respondida pelos países ricos com uma nova onda de racismo e exclusão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial, Arial, sans-serif;color:#39434D;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento em que esse mundo unipolar pós-Berlim entra em crise e as forças progressistas parecem retomar sua capacidade ofensiva em algumas partes do planeta, não é o caso de tomar os dados e fatos aqui narrados como discurso de ressurreição. A experiência soviética fracassou, e ponto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial, Arial, sans-serif;color:#39434D;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi capaz, por seus erros e dificuldades, de se apresentar como uma alternativa suficientemente poderosa e eficaz para substituir o capitalismo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial, Arial, sans-serif;color:#39434D;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros caminhos deverão ser desbravados. Processos distintos serão vividos. A questão é que, até para buscar novas saídas, faz-se necessário acertar contas com os vitoriosos de 1989 e desnudar seus feitos reais, tão reveladores da natureza de um sistema anunciado como o fim da história. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial, Arial, sans-serif;color:#39434D;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p dir="ltr" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;color:#39434d;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;sub style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;Breno Altman é jornalista e diretor de redação do Opera Mundi&lt;/span&gt;&lt;/sub&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;sub style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;/sub&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.operamundi.com.br/" target="_blank" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; color: rgb(28, 79, 173); text-decoration: none; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;u style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;u style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;sub style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;font-size:130%;color:#0000ff;"&gt;www.operamundi.com.br&lt;/span&gt;&lt;/sub&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-br" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;sub style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Arial;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/sub&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-8492896145344474627?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/8492896145344474627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/8492896145344474627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2009/11/o-mito-da-queda-do-muro.html' title='O mito da queda do muro'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-6390803281592841953</id><published>2009-10-21T03:48:00.000-07:00</published><updated>2009-10-21T03:53:09.257-07:00</updated><title type='text'>Discurso religioso, aborto e Estado laico</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;br /&gt;Por João Heliofar de Jesus Villar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Helvetica, Arial, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, ao declarar tempos atrás que o aborto não é uma questão religiosa, e sim de saúde pública, reavivou o debate sobre a questão. A declaração é importante porque, a rigor, estabelece um limite para a invocação de razões religiosas no debate público, tema recorrente nesta Folha. Talvez seja, de fato, mais conveniente discutir sobre o aborto sem os padres na sala. Mas seria essa uma opção pluralista?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Helvetica, Arial, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dois pontos de vista básicos sobre a origem da vida. Ou ela é fruto do acaso e consiste numa força cega, sem significado e propósito, que saiu do nada e vai para lugar nenhum, resultado de infinitas mutações que se desenvolvem a partir de uma forma absolutamente primária etc. etc., ou resulta de um ato de criação de um ser inteligente e, por causa disso, tem significado, propósito etc. etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Helvetica, Arial, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;br /&gt;Os dois pontos de vista são indemonstráveis. A vantagem do primeiro - a visão secular - consiste no fato de que sua argumentação, ainda que indemonstrada, é puramente naturalista e se ajusta ao método científico. Uso a expressão naturalista, que me parece melhor do que materialista, para nomear a visão de que a natureza é tudo o que existe, em contraposição àquela que concebe a existência de uma realidade sobrenatural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Helvetica, Arial, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;br /&gt;Armand M. Nicholi Jr., professor de psiquiatria na Universidade Harvard (EUA), destaca em sua última obra que Freud dividia a humanidade em duas classes: os que crêem em Deus e os que não crêem. As visões de mundo de uns e de outros são radicalmente diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Helvetica, Arial, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;br /&gt;Entender, por um lado, que a vida é sagrada, por ser dom de Deus, ou, por outro, que é um acidente natural a que o homem empresta valor conforme suas condições culturais, evidentemente, estabelecerá radical distinção nos valores de quem crê numa ou noutra hipótese. E como o Estado laico se posiciona em relação a isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Helvetica, Arial, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;br /&gt;Não se posiciona. Deixa ambos com seus pontos de vista e não toma partido. Estado laico não significa uma opção oficial pelo ponto de vista exclusivamente naturalista do mundo, mas uma opção por não se meter na discussão, concedendo liberdade a quem crê e a quem não crê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Helvetica, Arial, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;br /&gt;Vale lembrar o texto da primeira emenda da Constituição norte-americana, a primeira a regular a questão: "O Congresso não aprovará nenhuma lei relativa ao estabelecimento de religião ou que proíba seu livre exercício." Estado laico é aquele que está proibido de tomar partido em matéria de religião. Isso, obviamente, não impede ninguém de expor sua posição na arena pública fundado em suas convicções (ainda que religiosas). Nenhuma regra impede o religioso de invocar suas razões numa discussão oficial, especialmente se o objeto da controvérsia girar em torno de valores, campo em que a ciência é muda e o naturalismo nada tem a dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Helvetica, Arial, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;br /&gt;Dizer que as razões que se apóiam numa convicção religiosa se contrapõem ao Estado laico é torcer a regra e, a rigor, subordinar a visão de mundo do religioso à secular, arbitrariamente. Se a argumentação de um religioso objetiva proteger um valor tutelado pelo direito, não importa que invoque uma razão espiritual para se definir nessa posição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Helvetica, Arial, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;br /&gt;Não importa por quê? Porque o tema é levado ao debate e pode ser contestado por quem pensa de modo diferente. Não há obscurantismo quando se tem a honestidade de defender um valor protegido pelo direito com base numa visão de mundo não secular e se está aberto ao dissenso. O que gera o obscurantismo não é a fé, mas a proibição do dissenso, falha na qual incorrem muitos ao invocar o Estado laico para, em discussões oficiais, fechar a boca de quem crê em Deus. A imposição de silêncio ao religioso significa que o Estado o estaria obrigando a se posicionar sempre - e exclusivamente - a partir de postulados materialistas - tão metafísicos quanto os não materialistas - que violam sua convicção. O materialismo filosófico não é a única linguagem autorizada pelo Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Helvetica, Arial, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;br /&gt;No fundo, o problema é outro: há no pensamento secular, ainda que não assumida, a convicção de que a fé é um perigo obscurantista que devemos banir do nosso meio o quanto antes, sob pena de restaurarmos a idade das trevas. Bobagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Helvetica, Arial, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;br /&gt;A história mostra que, para ser fanático, não é preciso ser religioso e que o obscurantismo não é fruto do fato de o sujeito crer em Deus e na existência de uma realidade sobrenatural. Hitler, Mao, Stálin etc., não criam em nada disso. Obscurantismo é a proibição do dissenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Helvetica, Arial, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Heliofar de Jesus Villar&lt;br /&gt;é procurador da República da 4ª Região&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;br /&gt;Artigo publicado na Folha de S. Paulo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-6390803281592841953?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/6390803281592841953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/6390803281592841953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2009/10/discurso-religioso-aborto-e-estado.html' title='Discurso religioso, aborto e Estado laico'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-8043677918513634156</id><published>2009-10-09T10:20:00.000-07:00</published><updated>2009-10-09T10:22:11.832-07:00</updated><title type='text'>MILAGRE???</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; border-collapse: collapse; "&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;Existe por aí um verdadeiro show de milagres. Certamente, alguma coisa em termos de cura vem de fato acontecendo dentro do ambiente religioso...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;Mas será mesmo que tudo isso se trata de MILAGRE?&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;Estabelecendo uma avaliação, reconhecemos o &lt;b&gt;MILAGRE &lt;/b&gt;como sobrenatural, ou seja, segundo tais princípios gerais:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;b&gt;. &lt;/b&gt;É um fenômeno&lt;b&gt; exógeno &lt;/b&gt;- a partir de uma ajuda externa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;b&gt;.&lt;/b&gt; É um fenômeno&lt;b&gt; instantâneo -&lt;/b&gt; imediato&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;b&gt;. &lt;/b&gt;É um fenômeno&lt;b&gt; sem limites – &lt;/b&gt;ex: um membro amputado poderá ser restaurado exatamente como era antes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;. Não é circunstancial&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;Por outro lado, nos deparamos com o que podemos chamar de&lt;b&gt; cura psíquica&lt;/b&gt;, ou seja, uma auto-cura, algo propriamente realizado por meio da pessoa humana:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;.&lt;/b&gt; É um fenômeno&lt;b&gt; endógeno &lt;/b&gt;- de dentro para fora (a própria mente impressionando o corpo).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;b&gt;. &lt;/b&gt;É um fenômeno&lt;b&gt; progressivo &lt;/b&gt;– desenvolvido pouco a pouco, conforme a pessoa toma consciência da necessidade de cura.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;b&gt;.&lt;/b&gt; É um fenômeno&lt;b&gt; dentro das possibilidades humanas - &lt;/b&gt;ex: um membro amputado NUNCA poderá ser restaurado exatamente como era antes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;. &lt;/b&gt;É&lt;b&gt; circunstancial - &lt;/b&gt;dependendo da preparação de um ambiente ou da sugestão de uma pessoa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;Honestamente, o que mais temos encontrado no ambiente religioso,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span&gt;         &lt;/span&gt;&lt;span&gt;        &lt;/span&gt;&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;MILAGRE ou cura psíquica?&lt;span&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;         PELLEGRINI – Pellegrino / Peregrinus&lt;br /&gt;        “Sou peregrino na terra” Salmo 119.19a”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-8043677918513634156?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/8043677918513634156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/8043677918513634156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2009/10/milagre.html' title='MILAGRE???'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-4740113372076986575</id><published>2009-09-22T07:38:00.000-07:00</published><updated>2009-09-22T07:39:24.557-07:00</updated><title type='text'>Sobre o Latiündio</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;img src="http://www.me.com/wo/WebObjects/Webmail2.woa/wr?wodata=1837226207.10760.%3C2D44B81261FF4DFCAD13989B991B8921%40boitata%3E-1" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-4740113372076986575?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/4740113372076986575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/4740113372076986575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2009/09/sobre-o-latiundio.html' title='Sobre o Latiündio'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-5628740401597582090</id><published>2009-08-17T11:47:00.000-07:00</published><updated>2009-08-17T11:49:57.547-07:00</updated><title type='text'>O Sarney é um de nós!</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(65, 84, 94); font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 16px; "&gt;&lt;div class="post" id="post-126" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 13px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; clear: both; background-position: initial initial; "&gt;&lt;h3 class="storytitle" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 13px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Times New Roman', Helvetica, sans-serif; font-size: small; font-weight: normal; "&gt;Vivian&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 class="storytitle" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 13px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; background-position: initial initial; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3 class="storytitle" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 13px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: 'Times New Roman', Helvetica, sans-serif; font-size: small; font-weight: normal; "&gt;“Cada povo tem o governo que merece” Joseph De Maistre.&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="storycontent" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 20px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 13px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; color: rgb(51, 51, 51); background-position: initial initial; "&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 13px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: small; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; font-family: 'Times New Roman'; background-position: initial initial; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 13px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: small; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; font-family: 'Times New Roman'; background-position: initial initial; "&gt;Nós merecemos o Sarney? Claro que sim. No topo do poder político encontra-se um homem que representa muito bem o que nossa sociedade deseja. O brasileiro, de um modo geral, quer levar vantagem em tudo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 13px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; background-position: initial initial; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 13px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: small; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 13px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; font-family: 'Times New Roman'; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 13px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; background-position: initial initial; "&gt; &lt;/span&gt;Nossa sociedade acha absolutamente normal comprar um DVD ou CD pirata, acha normal pedir reembolso a maior no médico para descontar da seguradora, tranqüilo fazer um gato na TV a cabo e nem desconfia que todas essas condutas sejam crimes, já que, o que reina nessa terra é a impunidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 13px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: small; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; font-family: 'Times New Roman'; background-position: initial initial; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 13px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: small; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 13px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; font-family: 'Times New Roman'; background-position: initial initial; "&gt;O Sarney é um de nós. Como podemos rejeitá-lo? Ele faz uso de atos secretos para adquirir o que deseja, e o povo? O povo é mais cara de pau, fala abertamente que odeia política, mas não faz nadinha para mudar, &lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 13px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; background-position: initial initial; "&gt; &lt;/span&gt;gosta &lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 13px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; background-position: initial initial; "&gt; &lt;/span&gt;de fuxico ao invés de &lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 13px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; background-position: initial initial; "&gt; &lt;/span&gt;notícia, prefere a alienação ao envolvimento. &lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 13px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; background-position: initial initial; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 13px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: small; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; font-family: 'Times New Roman'; background-position: initial initial; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 13px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: small; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; font-family: 'Times New Roman'; background-position: initial initial; "&gt;Vai me dizer que o povo sofre com a política nojenta? Não sofre nada. Se sofresse, se engajaria. Existe uma infinidade de informação na Internet. O Brasil é o País que mais perde tempo no facebook. E, lá não vi nenhuma manifestação contra a política, nenhuma indignação, nada!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 13px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: small; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; font-family: 'Times New Roman'; background-position: initial initial; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 13px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: small; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; font-family: 'Times New Roman'; background-position: initial initial; "&gt;Então, deixa o Sarney na dele, se colocamos outro alguém no lugar será muita sorte ser diferente do que temos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 13px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: small; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; font-family: 'Times New Roman'; background-position: initial initial; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 13px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: small; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; font-family: 'Times New Roman'; background-position: initial initial; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 13px; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; background-position: initial initial; "&gt;&lt;span style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: small; vertical-align: baseline; background-image: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: transparent; font-family: 'Times New Roman'; background-position: initial initial; "&gt;No Twitter tenho insistido no fora Sarney! mas o que tem q sair é a ALIENAÇÃO, MÁ-FÉ, INDIFERENÇA, IGNORANCIA, COMODIDADE ..mas para isso é preciso entrar uma série de coisas na alma brasileira: ética, dignidade, informação, desejo de mudança.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-size:130%;color:#333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="ctn-break" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; font-size: 13px; vertical-align: baseline; background-image: url(http://concluindo.blog.terra.com.br/wp-content/themes/novo_basico_pt/bgr-break.gif); 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font-size: 12px; color: rgb(73, 73, 73); line-height: 20px; "&gt;&lt;h2 style="font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-weight: normal; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 19px; line-height: 24px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 20px; "&gt;Sandro Wagner&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="submitted"&gt;17 17UTC Agosto 17UTC 2009 — &lt;/span&gt;&lt;div class="content"&gt;&lt;div class="snap_preview"&gt;&lt;div class="wp-caption aligncenter" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border-top-width: 1px; border-right-width: 1px; border-bottom-width: 1px; border-left-width: 1px; border-top-style: solid; border-right-style: solid; border-bottom-style: solid; border-left-style: solid; border-top-color: rgb(221, 221, 221); border-right-color: rgb(221, 221, 221); border-bottom-color: rgb(221, 221, 221); border-left-color: rgb(221, 221, 221); text-align: center; background-color: rgb(243, 243, 243); padding-top: 4px; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; -webkit-border-top-right-radius: 3px 3px; -webkit-border-top-left-radius: 3px 3px; -webkit-border-bottom-left-radius: 3px 3px; -webkit-border-bottom-right-radius: 3px 3px; width: 430px; "&gt;&lt;img title="Uma Nação que olha para baixo!" src="http://farm2.static.flickr.com/1021/527303723_91d902d924_o.jpg" alt="" width="420" height="302" style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; margin-left: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-color: initial; " /&gt;&lt;p class="wp-caption-text" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 4px; padding-bottom: 5px; padding-left: 4px; font-size: 11px; line-height: 17px; "&gt;Uma Nação que olha para baixo!&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 0.6em; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.2em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Sim, ontem conheci Eduardo. Um rapaz de 32 anos de idade, negro, soropositivo e completamente desnutrido. Não tenho como dizer a altura dele, pois de tão debilitado ele não conseguia mais se levantar. Ele estava caído, jogado em cima de pedaços de papelão e coberto por um cobertor sujo. Estava ali há mais de 24 horas. Ele havia chegado numa cadeira de rodas que foi roubada na madrugada por dois homens bêbados. Eles o jogaram no chão e sem dó – por pura e insana “diversão” – roubaram a cadeira de um homem que mal tinha força para falar.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0.6em; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.2em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Eduardo estava sozinho, sem família para o ajudar em seus momentos finais. Haviam alguns desconhecidos querendo ajudá-lo a ter a dignidade perdida, mesmo que no momento de proximidade com a morte. Aquele rapaz estava jogado a própria sorte, enquanto muitos passavam como se nada estivesse acontecendo.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0.6em; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.2em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Por pura pressão e misericórdia, foi chamado o pessoal que trabalha com Assistência Social da prefeitura. Chegaram e verificaram o quadro. E com olhares perdidos e tristes atestaram a falência do municipio: Não podemos fazer nada! Porque? Os abrigos só tem vagas para quem pode “se virar sozinho”, portanto Eduardo não era um &lt;em&gt;caso social&lt;/em&gt;, mas médico!&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0.6em; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.2em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Chamamos os Bombeiros. Para nossa surpresa eles já tinham vindo mais cedo ver o estado daquele homem quase moribundo. Ao ser perguntado qual seria a melhor solução para aquele homem, o médico bombeiro preferiu discursar antes sobre seu curriculo acadêmico e afirmar que era cristão. Fiquei boquiaberto diante de tal início de conversa. Depois de falar sobre sua vida acadêmica e religiosa, o médico disse que o caso de Eduardo &lt;em&gt;não era caso médico&lt;/em&gt;, mas social. E para me deixar ainda mais boquiaberto, o médico confessou que se levasse o rapaz para um hospital e os médicos verificasem que o caso dele fosse &lt;em&gt;somente&lt;/em&gt; internação o pessoal do plantão “viria com sete pedras nas mãos para cima de mim”. E não era o caso de manchar o curriculo deste bravo médico dos bombeiros, né? Afinal Eduardo não lembrava nem o nome da mãe, nem sua data de nascimento e que era um cidadão brasileiro! Cidadania? Pra que? Ou pra quem?&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0.6em; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.2em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Então chegou a SAMU e instaurou-se um caso ainda mais particular: o pobre Eduardo estava deitado, cheio de dores. E em estado total de esquecimento que ele era um ser humano e merecia cuidados. Ao redor dele estavam representantes do município(Assistencia Social da prefeitura), do Estado(Bombeiros) e Federal (Samu), que em uníssono cantavam a canção do descaso: um jogava a vida e cuidados do Eduardo para o colo e incompetência do outro.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0.6em; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.2em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Na porta da SAMU havia uma inscrição: BRASIL, UM PAÍS DE TODOS.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0.6em; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.2em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Será que o soropositivo, negro e abandonado Eduardo merecia este país? Um Brasil? UM PAÍS DE TODOS? Pude verificar isto na realidade, ali mesmo nas ruas. Ali eu vi o ESTADO petrificado em decidir se o caso daquele moribundo rapaz era SOCIAL ou MÉDICO! Percebi de forma inconteste, que o problema não era o pobre Eduardo, mas de um país hipócrita! Onde prefere-se que a resolução destes miseráveis seja a chegada de um rabecão e o pessoal do IML. Para que dar vida e cuidados ao Eduardo? Afinal, vai ser jogado novamente nas ruas! Esta é a lógica de um soberano e impávido colosso! Fechamos os olhos para casos de Eduardo, assim como fazemos o mesmo com Sarneys e afins.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0.6em; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.2em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Ficamos ali, observando até o fim: decidiram levar o rapaz para o hospital.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0.6em; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.2em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Então Eduardo abriu sua boca e falou algo que demonstra que ele sabe como é o descaso com o doente pobre neste país:&lt;br /&gt;“Vocês vão me levar para o hospital pra que? Os médicos vão me jogar na rua de novo. Não vão me atender de novo!”&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0.6em; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.2em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Ficamos duas horas de pé velando e pedindo a Deus que desse o mínimo de dignidade aquele homem quase moribundo. Ouvir da voz de um homem em estado final que lhe esta sendo negado a dignidade e cidadania me fizeram explodir num choro que a muito não tinha. O choro de ver que este país é feito de fatos como estes TODOS os dias e a nação esquece que isto acontece! Seja no futebol ou carnaval! Vivemos anestesiados, sorrindo de não sei o que.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0.6em; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.2em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Quantos Eduardos terão que morrer para que este Brasil volte a ter um coração de carne e sangue pulsando?&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0.6em; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.2em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Comecei a lembrar dos homens que roubaram a cadeira de rodas do Eduardo. Que sairam rindo e gritando pela rua. Não estavam nem ai para o moribundo, mas viam somente a oportunidade de se divertir com a cara do rapaz. E pensei na hora: As intituições de saúde e assistencia social tem feito muito bem o seu papel de roubarem cadeiras e dignidades de tantos seres humanos abandonados pela vida e que moram nas ruas. Passam de Kombi ou ambulâncias por eles e o som das sirenes se parecem muito com as risadas dos bêbados ladrões de cadeiras de roda.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0.6em; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.2em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Deus um dia terá um encontro com esta Nação e isto me faz gelar. Os olhos de Deus estão atentos. E a igreja continua numa grande letargia. Até quando calaremos o som dos gritos dos miseráveis? Não podemos mais agir da mesma forma!&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-top: 0.6em; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.2em; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Deus tenha misericórdia de todos nós!&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-8137853328997814315?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/8137853328997814315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/8137853328997814315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2009/08/ontem-conheci-eduardo.html' title='Ontem conheci Eduardo…'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-131636765269367889</id><published>2009-08-17T09:22:00.000-07:00</published><updated>2009-08-17T09:25:09.838-07:00</updated><title type='text'>Cuidar da vida</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Arial, sans-serif; font-size: small; line-height: 18px; "&gt;&lt;div style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0cm; padding-right: 0cm; padding-bottom: 2pt; padding-left: 0cm; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; border-right-width: medium; border-right-style: none; border-right-color: initial; border-top-width: medium; border-top-style: none; border-top-color: initial; border-left-width: medium; border-left-style: none; border-left-color: initial; border-bottom-color: windowtext; border-bottom-width: 1.5pt; border-bottom-style: solid; "&gt;&lt;h1 style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0cm; padding-right: 0cm; padding-bottom: 0cm; padding-left: 0cm; border-right-width: medium; border-right-style: none; border-right-color: initial; border-top-width: medium; border-top-style: none; border-top-color: initial; border-left-width: medium; border-left-style: none; border-left-color: initial; border-bottom-width: medium; border-bottom-style: none; border-bottom-color: initial; "&gt;&lt;a name="_Toc238268716" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family:Verdana;font-size:180%;color:#008000;"&gt;Jornal do Brasil&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal_067FAF12_0123_1000_EDFE_7072C5AC6E2E_8962" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;b style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-size: 13pt; font-family: Verdana; "&gt;JB, 17.08.2009. Artigo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal_067FAF12_0123_1000_EDFE_7072C5AC6E2E_8962" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;Selvino Heck&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal_067FAF12_0123_1000_EDFE_7072C5AC6E2E_8962" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;o:p style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal_067FAF12_0123_1000_EDFE_7072C5AC6E2E_8962" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal_067FAF12_0123_1000_EDFE_7072C5AC6E2E_8962" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;RIO - A economia está em xeque. Há uma profunda crise econômica em plano mundial, que é também social, ambiental e, segundo muitos, pode abalar os fundamentos do sistema capitalista e colocar em questão seus paradigmas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal_067FAF12_0123_1000_EDFE_7072C5AC6E2E_8962" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;o:p style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal_067FAF12_0123_1000_EDFE_7072C5AC6E2E_8962" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;Segundo Aristóteles, economia é o estudo do abastecimento material do oikos ou da polis, isto é, da casa familiar ou da cidade. Economia é, portanto, administrar a casa ou a cidade. Há, portanto, uma crise na administração da casa e da cidade, que atinge o conjunto da população e da sociedade.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal_067FAF12_0123_1000_EDFE_7072C5AC6E2E_8962" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;o:p style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal_067FAF12_0123_1000_EDFE_7072C5AC6E2E_8962" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;Segundo João Pedro Stédile, dirigente do &lt;b style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; color: red; "&gt;MST&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, esta não é apenas uma crise cíclica, tipo de crise que faz parte da lógica de funcionamento do capitalismo industrial, que ocorre a cada 10, 15 anos, de curta duração, que em geral eclode num setor da produção ou apenas num país. A atual crise é sistêmica. Afeta todo sistema capitalista. É internacional; não atinge apenas um país ou um setor da economia, e sim os pólos centrais da economia capitalista no mundo. Houve crises sistêmicas no final do século 19, quando aconteceu a eclosão da primeira revolta popular-operária, a Comuna de Paris, depois houve a crise de 1929/1945, só resolvida com a segunda guerra mundial.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal_067FAF12_0123_1000_EDFE_7072C5AC6E2E_8962" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;o:p style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal_067FAF12_0123_1000_EDFE_7072C5AC6E2E_8962" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;Toda crise econômica, ainda mais se for sistêmica, tem graves consequências sociais. Afeta os mais pobres e trabalhadores, produz altas taxas de desemprego e aumento da pobreza e da fome. O número de pessoas que passam fome no mundo aumentou de 850 milhões para 1 bilhão. Não será mais cumprido o primeiro objetivo do milênio, de redução da pobreza extrema pela metade.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal_067FAF12_0123_1000_EDFE_7072C5AC6E2E_8962" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;o:p style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal_067FAF12_0123_1000_EDFE_7072C5AC6E2E_8962" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;É uma crise também ambiental. Como diz Leonardo Boff, com a crise descobrimos que os recursos são finitos e que já passamos da capacidade de produção da terra. Chegamos a um limite temporal, isto é, “se os países ricos quisessem socializar o bem-estar que eles têm para toda a humanidade, precisaríamos de duas terras semelhantes a essa” (Celebração da água – Leonardo Boff e a ecologia do cuidado).&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal_067FAF12_0123_1000_EDFE_7072C5AC6E2E_8962" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;o:p style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal_067FAF12_0123_1000_EDFE_7072C5AC6E2E_8962" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;À luz desta realidade, o 7º Encontro do Movimento Fé e Política, em Ipatinga, MG, em 28/29 de novembro, escolheu como tema: Cuidar da Vida: Espiritualidade, Ecologia e Economia. Nossa casa e nossa cidade estão com as estruturas abaladas. A palavra de Jesus – “Eu vim para que tenham vida, e vida em abundância” (Jo, 10,10) – não está se realizando. Pessoas passam mais fome que antes. Mais trabalhadores estão desempregados. Famílias e comunidades se desagregam. Crescem a violência e a marginalidade. Tudo transforma-se em mercadoria para comprar e vender, num produtivismo e consumismo onde o humano não tem vez.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal_067FAF12_0123_1000_EDFE_7072C5AC6E2E_8962" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;o:p style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal_067FAF12_0123_1000_EDFE_7072C5AC6E2E_8962" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;Em crise cíclica, bastaria, na casa, mudar janelas, realizar uma limpeza geral, fazer novas divisórias criando novos ambientes, pintar as paredes, plantar flores e plantas na entrada. Em crise sistêmica, não bastam remendos ou mudanças conjunturais. Há abalos nos alicerces, as colunas mestras precisam ser trocadas: não aguentam mais a chuva, o telhado pode despencar, a casa inteira ameaça ruir. Urge mudar a estrutura.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal_067FAF12_0123_1000_EDFE_7072C5AC6E2E_8962" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;o:p style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal_067FAF12_0123_1000_EDFE_7072C5AC6E2E_8962" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;É preciso construir uma nova casa e uma nova cidade, com novos fundamentos e valores. Para que seus moradores sintam-se felizes, acolham os visitantes cansados, sintam-se protegidos da tempestade, do frio e da chuva. E os que moram na casa e habitam a cidade tenham espaço e pratiquem a solidariedade entre si, com os vizinhos e os viajantes. Como canta Milton Nascimento: “Quero que a justiça reine em meu país/ Quero a liberdade, quero o vinho e o pão? Quero ser amizade, quero amor, prazer/ Quero nossa cidade sempre ensolarada/ Os meninos e o povo no poder, eu quero ver”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal_067FAF12_0123_1000_EDFE_7072C5AC6E2E_8962" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;o:p style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal_067FAF12_0123_1000_EDFE_7072C5AC6E2E_8962" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;O Encontro de Ipatinga, à luz da fé, buscará respostas para o mundo em crise. Além de respostas, porém, são urgentes práticas e compromissos. A partir da ação de milhares de lutadores e militantes sociais, cristãos comprometidos com a vida, haverá a reflexão, chegando-se a ações de mais solidariedade, levando à justiça social, a um novo projeto de desenvolvimento e sociedade, um outro mundo possível, sem crises cíclicas ou sistêmicas, onde sofrem pobres e trabalhadores, sem permitir futuro à humanidade.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal_067FAF12_0123_1000_EDFE_7072C5AC6E2E_8962" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;o:p style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal_067FAF12_0123_1000_EDFE_7072C5AC6E2E_8962" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-131636765269367889?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/131636765269367889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/131636765269367889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2009/08/cuidar-da-vida.html' title='Cuidar da vida'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-2512822177454692802</id><published>2009-08-06T20:42:00.000-07:00</published><updated>2009-08-06T20:46:02.612-07:00</updated><title type='text'>A joia mais preciosa</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" height="100%" width="100%" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;tbody style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;tr style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;td bg height="30" valign="center" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; color:#d8d8d8;"&gt;&lt;table border="0" cellpadding="3" cellspacing="0" align="center" width="90%" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;tbody style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;tr style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;td class="campoForm_56F17EEC_0122_1000_AB2D_7BF6FF5B1B93_8472" valign="bottom" width="90%" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;div style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; "&gt;Data: &lt;b style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; color:#993333;"&gt;06/08/2009&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;   Fonte: &lt;b style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; color:#993333;"&gt;Jornal de Brasília - Internet&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="right" width="10%" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;input src="http://www.senado.gov.br/secs_inter/noticias/senamidia/img/printer.gif" type="image" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; "&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;td height="10" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;td bgcolor="#e6e6e6" height="20" valign="center" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;table border="0" cellpadding="3" cellspacing="0" align="center" width="90%" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;tbody style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;tr style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;td height="5" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;td align="right" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;a class="botaoForm_56F17EEC_0122_1000_AB2D_7BF6FF5B1B93_8472" rel="nofollow" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;Voltar&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;td class="tituloNoticia_56F17EEC_0122_1000_AB2D_7BF6FF5B1B93_8472" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;b style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;MARGRIT SCHMIDT Descomplicando a Política&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;td height="30" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt; &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;td class="textoNoticia_56F17EEC_0122_1000_AB2D_7BF6FF5B1B93_8472" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;div style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; "&gt;&lt;b style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt; &lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Deixemos um pouco de lado a crise do Senado que desafortunadamente ainda se arrastará por mais tempo. Há um assunto palpitante nos bastidores da política brasileira. Mais um ponto fora da curva para enervar os mandachuvas de plantão que querem transformar as complexidades do País e da democracia em evento plebiscitário na eleição do próximo ano. Para estragar a sonhada festa do Planalto, o assunto da semana é a possibilidade de a senadora Marina Silva (PT-AC) abandonar o partido para concorrer as eleições de 2010 pelo Partido Verde. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Essa cogitação existe já há algum tempo. O PV divulgou esta semana alguns números de uma pesquisa, incluindo o nome da senadora do Acre, encomendada por eles ao sociólogo Antonio Lavareda que traz algumas luzes para o cenário eleitoral que se avizinha. A depender do cenário sugerido no questionário, Marina Silva teria de 10 a 14% das intenções de voto. Na hipótese mais favorável à senadora, em primeiro lugar está José Serra, em segundo Ciro Gomes e em terceiro, empatadas, Dilma Rousseff e Marina Silva. Num cenário com três candidatos, Serra vence com 37%, Marina fica com 24% e Dilma 16%. &lt;br /&gt;O levantamento foi feito por telefone nas classes A, B, C, e D, segundo fontes do PV, e o resultado é apenas quantitativo. E, claro, é um retrato precário do momento, ainda muito distante das eleições de 2010. Não há hipóteses qualitativas, pois não foram pesquisadas, motivações, atributos, e outras eventuais considerações entre os pesquisados. Nada disso importa agora, a simples perspectiva de alguém com a trajetória de Marina Silva, vinda lá do cafundó do Acre, discreta, avessa aos "propagandismos" e as pajelanças marqueteiras tão ao gosto dos companheiros do partido dela, já sinaliza um furo na pauta formulada pelos sábios do Planalto. &lt;br /&gt;As certezas até agora amplificadas pela altíssima popularidade do presidente Lula de que seria relativamente moleza levar um nome até ontem desconhecido ao lugar mais alto do pódio eleitoral, começam a ficar abaladas. E Marina Silva não é um nome qualquer. Gostem ou não gostem, ela carrega para o debate eleitoral algo substantivo. Qual o projeto de desenvolvimento queremos para o nosso País. Semelhante ao da China? Poluidor e devastador dos recursos naturais? A economia sustentável estará presente na campanha de 2010 necessariamente com a presença de Marina Silva na lista de opções dos eleitores. Sem ela não há garantias que o debate sequer aconteça, quanto mais com a densidade e profundidade que a sua presença certamente trará. &lt;br /&gt;O PT vai fazer de tudo e mais um pouco para impedir que Marina cumpra seu destino de chacoalhar as "certezas" dos outrora ideológicos e hoje pragmáticos petistas. O confronto que o PT e seus novo-velhos aliados querem fazer com o passado (leia-se governo FHC) não será mais possível. O confronto terá que ser com o futuro e quem tem as melhores propostas para enfrentar os inúmeros desafios. &lt;br /&gt;E mais, Marina é talvez a única integrante do PT e do governo Lula que não sucumbiu à farsa. Nos embates durante os seis anos e meio em que esteve no Ministério do Meio Ambiente ela foi vencida pelos farsantes, mas manteve a compostura e suas convicções. Agricultura, Minas e Energia, Casa Civil, perdeu quase todas as brigas para os seus colegas ministros. A postura firme, intransigente até, porém discreta e serena, adotadas pela senadora Marina em todos os momentos de sua trajetória são joias que brilham no meio do lixo da política conduzida pelos ex-éticos. Isso é um patrimônio que não tem preço no lodaçal em que o Brasil está metido. Marina escreveu apropriadamente dia desses na Folha de S. Paulo um texto sobre o "Rei Lear" de Shakespeare. Identifica-se com Cordélia uma das três filhas do Rei que recusou a farsa promovida pela cobiça do Rei, seu pai. "Até porque foi ele próprio quem decidiu abdicar de ser quem era para tornar-se quem não mais podia ser". E por isso "tornou-se merecedor da reprimenda feita por meio das palavras do bobo: tu não deverias ter ficado velho antes de ter ficado sábio". Não são palavras vazias. Nem mitificadoras. Ao contrário, soam como um recado ao excesso de cobiça dos seus companheiros de partido, aos quais parece não restar mais nenhum escrúpulo. Tomara que ela encare o desafio. Em nome dos seus sonhos e do futuro da dignidade no Brasil. &lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-2512822177454692802?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/2512822177454692802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/2512822177454692802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2009/08/joia-mais-preciosa.html' title='A joia mais preciosa'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-8419682884591622739</id><published>2009-08-04T14:49:00.000-07:00</published><updated>2009-08-04T14:55:13.132-07:00</updated><title type='text'>Complexo de Lear</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Helvetica, Arial, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Georgia, fantasy;font-size:130%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px; font-weight: normal; line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;p style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-weight: bold; font-style: italic; font-family: Arial; font-size: 8pt; color: rgb(0, 0, 128); "&gt;MARINA SILVA&lt;/span&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-style: italic; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;        &lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family: Arial; "&gt;DURANTE CURSO de especialização na Universidade de Brasília, estudei a obra "Rei Lear", de Shakespeare. Talvez a tragédia possa nos ajudar a entender um pouco a política brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial, Arial, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;        &lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family: Arial; "&gt;Ao sentir-se velho, Lear decide abdicar da sua condição de rei, do enfadonho encargo de governar. Chama as filhas -Goneril, Regana e Cordélia- para dividir seus bens e poder, anunciando que seria mais agraciada aquela que lhe fizesse a maior declaração de amor. E impõe outra condição: enquanto vivesse, o rei deveria ter assegurado respeito, prestígio, cuidado e, quem sabe, até mesmo o amor de suas filhas e súditos. Quer deixar de ser rei sem perder a majestade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial, Arial, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;        &lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family: Arial; "&gt;Cordélia, a mais jovem, com quem o rei mais se identificava, e que muito o amava, não soube dizer o que sentia. As outras não sentiam amor pelo pai, mas eram hábeis na verve.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial, Arial, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;        &lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family: Arial; "&gt;O que torna sua jornada trágica e dolorosa é que Lear se recusa a retornar ao que um dia foi, um simples homem, rei de si mesmo. Não quer morrer, tornar-se passado. Quer ser sucessivo como é a vida, reviver a fase do prazer de poder. Quer ter séquito e até mesmo um bobo para ninar seu desamparo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial, Arial, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;        &lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family: Arial; "&gt;Mas ninguém pode impunemente regredir sem ser atormentado pelo fantasma da repetição. No seu obsessivo desejo de ser amado, Lear agarra-se às palavras de Goneril e Regana. E rejeita amargamente a rebeldia de Cordélia, que só sabia sentir e não se sujeita a ter que fazer uma declaração de amor ao pai, obrigando-o a perceber esse amor no único lugar onde deveria estar: no resultado afetivo de suas relações pessoais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial, Arial, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;        &lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family: Arial; "&gt;Não por acaso desmorona o mundo de Lear. O que antes era tão bem definido, passa a ser ambivalente. Certeza e dúvida, coragem e medo, segurança e desamparo. A loucura de não mais saber quem é.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial, Arial, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;        &lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family: Arial; "&gt;O alto preço por ter almejado e transformado em "ato" o desejo de retornar ao lugar onde um dia esteve e querer assumir a forma do que um dia foi. Ele só existe no mundo daqueles que o aceitam e o amam tal como é. E mesmo estes, incluindo Cordélia, não têm mais como aceitar seu governo senil. Até porque foi ele próprio quem decidiu abdicar de ser quem era para tornar-se quem não mais podia ser.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial, Arial, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;        &lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family: Arial; "&gt;Tornou-se merecedor da reprimenda feita por meio das palavras do bobo: "Tu não deverias ter ficado velho antes de ter ficado sábio".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial, Arial, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify" style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;&lt;span style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; font-family: Arial; "&gt;&lt;br /&gt;Genial Shakespeare, trágico rei, frágil humanidade de sempre, que não quer passar. Que infringe a ordem dos acontecimentos, sem o árduo trabalho de elaborá-los. Que desiste de ressignificar-&lt;wbr style="margin-top: auto; margin-right: auto; margin-bottom: auto; margin-left: auto; padding-top: 0pt; padding-right: 0pt; padding-bottom: 0pt; padding-left: 0pt; "&gt;se, e quer tão somente repetir o prazer da sensação vivida nas ilusões de majestade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-8419682884591622739?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/8419682884591622739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/8419682884591622739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2009/08/complexo-de-lear.html' title='Complexo de Lear'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6156016727614776582.post-5710184361830214950</id><published>2009-08-02T14:25:00.000-07:00</published><updated>2009-08-02T14:31:37.652-07:00</updated><title type='text'>Neopaganismo evangélico</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;José Arthur Gianotti&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Prof. emério USP&lt;/div&gt;&lt;div&gt;fonte: Folha de São Paulo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Suplemento Mais 02/09/2009&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Teologia pentecostal se afasta da tradição judaico-cristã ao atribuir ao mal uma potência independente de Deus e dos homens, afirma José Arthur Giannotti, professor emérito da USP e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 02-08-2009.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eis o artigo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estava passeando pela TV quando dei com um culto da Igreja Mundial do Poder de Deus. Teria rapidamente mudado de canal se não tivesse acabado de ler o interessante livro de Ronaldo de Almeida, "A Igreja Universal e seus Demônios - Um Estudo Etnográfico" [ed. Terceiro Nome, 152 págs., R$ 28], que me abriu os olhos para o lado especificamente religioso dos movimentos pentecostais. Até então, via neles sobretudo superstição, ignorando o sentido transcendente dessas práticas religiosas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No culto da TV, o pastor simplesmente anunciou que, dado o aumento das despesas da igreja, no próximo mês, o dízimo subia de 10% para 20%. Em seguida, começou a interpelar os crentes para ver quem iria doar R$ 1.000, R$ 500 e assim foi descendo até chegar a R$ 1.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Notável é que o dízimo não era pensado como doação, mas simplesmente como devolução: já que Deus neste mês dera-lhe tanto, cabia ao fiel devolver uma parte para que a igreja continuasse no seu trabalho mediador. Em suma, doar era uma questão de justiça entre o fiel e Deus.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em vez de o salário ser considerado como retribuição ao trabalho, o é tão só como dádiva divina, troca fora do mercado, como se operasse numa sociedade sem classes. Isso marca uma diferença com os antigos movimentos protestantes, em particular o calvinismo, para os quais o trabalho é dever e a riqueza, manifestação benfazeja do bom cumprimento da norma moral.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se o salário é dádiva, precisa ser recompensado. Não segundo a máxima franciscana "é dando que se recebe", pois não se processa como ato de amor pelo outro. No fundo vale o princípio: "Recebes porque doastes". E como esse investimento nem sempre dá bons resultados, parece-me natural que o crente mude de igreja, como nós procuramos um banco mais rentável para nossos investimentos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O crente doa apostando na fidelidade de Deus. Os dísticos gravados nos carros, "Deus é fiel", não o confirmam? Mas Dele espera-se reciprocidade, graças à mediação da igreja, cada vez mais eficaz conforme se torna mais rica. Deus é pensado à imagem e semelhança da igreja, cujo capital lança uma ponte entre Ele e o fiador.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Anticalvinismo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Além de negar a tradicional concepção calvinista e protestante do trabalho, esse novo crente não mantém com a igreja e seus pares uma relação amorosa, não faz do amor o peso de sua existência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sua adesão não implica conversão, total transformação do sentido de seu ser; apenas assina um contrato integral que lhe traz paz de espírito e confiança no futuro. Em vez da conversão, mera negociação. Essa religião não parece se coadunar, então, com as necessidades de uma massa trabalhadora, cujos empregos são aleatórios e precários?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Outro momento importante do livro é a crítica da Igreja Universal ao candomblé, tomado como fonte do mal. Essa crítica não possui apenas dimensões política e econômica, assume função religiosa, pois dá sentido ao pecado praticado pelo crente. O pecado nasce porque o fiel se afasta de Deus e, aproximando-se de uma divindade afro-brasileira, foge do circuito da dádiva. Configura fraqueza pessoal, infidelidade a Deus e à igreja.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nada mais tem a ver com a ideia judaico-cristã do pecado original. Não se resolve naquela mácula, naquela ofensa, que somente poderia ser lavada pela graça de Deus e pela morte de Jesus, mas sempre requerendo a anuência do pecador.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se resulta de uma fraqueza, desaparece quando o crente se fortalece, graças ao trabalho de purificação exercido pelo sacerdote. O fiel fraquejou na sua fidelidade, cedeu ao Diabo cheio de artimanhas e precisa de um mediador que, em nome de Deus, combata o Demônio. O exorcismo é descarrego, batalha entre duas potências que termina com a vitória do bem e a purificação do fiel.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Paganismo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Compreende-se, então, a função social do combate ao candomblé: traduz um antigo ritual cristão numa linguagem pagã. Os pastores dão pouca importância ao conhecimento das Escrituras, servem-se delas como relicário de exemplos. Importa-lhes mostrar que o Diabo, embora tenha sido criado por Deus, depois de sua queda se levanta como potência contra Deus e, para cumprir essa missão, trata de fazer o mal aos seres humanos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O mal nasce do mal, ao contrário do ensinamento judeu-cristão que o localiza nas fissuras do livre-arbítrio. Adão e Eva são expulsos do Paraíso porque comeram o fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal e assim se tornam pecadores, porque agora são capazes de discriminar os termos dessa bipolaridade moral.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa teologia pentecostal se aproxima, então, do maniqueísmo. Como sabemos, o sacerdote persa Mani (também conhecido por Maniqueu), ativo no século 3º, pregava a existência de duas divindades igualmente poderosas, a benigna e a maligna. Isso porque o mal somente poderia ter origem no mal. A nova teologia pentecostal empresta o mesmo valor aos dois princípios e, assim, ressuscita a heresia maniqueísta, misturando o cristianismo com a teologia pagã. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6156016727614776582-5710184361830214950?l=ari-indica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/5710184361830214950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6156016727614776582/posts/default/5710184361830214950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ari-indica.blogspot.com/2009/08/neopaganismo-evangelico.html' title='Neopaganismo evangélico'/><author><name>Ari</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://3.bp.blogspot.com/_W6lqeFQw9pI/SzIRjNSiwyI/AAAAAAAAAIs/ecJCgiHeDoI/S220/photo.jpg'/></author></entry></feed>
